Arquitetura
10 apartamentos idênticos com interiores personalizados são tema de série fotográfica | Fotografia
Uma série fotográfica, intitulada 10 por 1, mostra como dez pessoas personalizaram seus apartamentos de um cômodo, idênticos em proporções, em um mesmo prédio de dez andares na cidade de Bucareste, capital da Romênia, construído em 1966.
Idealizada pelo fotógrafo romeno Bogdan Gîrbovan, as imagens documentam como cada morador decorou o ambiente de dimensões iguais. “Fiz uma fotografia de cada apartamento a partir do mesmo ângulo, de modo a ilustrar melhor a mescla de classes sociais do bloco, apresentando diferenças apenas nos personagens e na decoração dos interiores”, afirma Gîrbovan, que reside no décimo andar do prédio.
Com as fotos feitas do mesmo ângulo, a série de imagens destaca as maneiras únicas com que os moradores transformaram esses ambientes padronizados em algo pessoal. Apartamentos com plantas idênticas eram comuns nos anos de hegemonia comunista no leste europeu.
O fotógrafo romeno Bogdan Gîrbovan avalia que as construções padronizadas tinham o objetivo de “restringir inclinações individualistas”, consideradas uma ameaça aos ideais vigentes no regime político da época.

1º andar, apartamento número 7: Senhora aposentada, mora sozinha no prédio e é proprietária do imóvel. Ela contou que trabalhou como desenhista de cédulas antes de 1989.

2º andar, apartamento número 12: Mãe e filha vivem juntas. A filha é uma ex-atleta e viajou muito pelo mundo. Foi morar com a mãe depois de ter ficado viúva.

3º andar, apartamento número 17: Apartamento à venda, os proprietários moram no exterior. O presidente do bloco de apartamentos, Cojanu Ilie, que tem a chave do apartamento, ajudou o fotógrafo a fazer a imagem e concordou em aparecer no registro.

4º andar, apartamento 22: Jovem romeno vive no endereço com a namorada. Ele escolheu o imóvel depois de uma temporada morando na Espanha. Pintou as paredes na cor salmão.

5º andar, apartamento 27: Moradora do prédio desde 1967. Adotou um gato em 1989, depois de sete anos vivendo sozinha.

6º andar, apartamento 32: O apartamento tem como morador um inquilino. Por ser uma figura pública da Romênia, se recusou a aparecer na fotografia e ter o nome citado.

7º andar, apartamento 37: Morador tem deficiência auditiva e não hesitou no convite para tirar a foto. Ele vive sozinho, tem fama de namorador e é elogiado pela boa educação.

8º andar, apartamento 42 – Moradora é aposentada e mora no prédio desde 1967. Chegou a ficar acamada, por problemas de saúde, por vários anos. O imóvel foi adaptado com a cama da proprietária e a cama da cuidadora. No dia do registro, fez questão de se arrumar e se fotografada sentada à mesa de jantar.

9º andar, o apartamento 47: Moradora é aposentada e vive no prédio desde 1967. Passou a morar sozinha em 1996.

10º andar, apartamento 52: Bogdan Gîrbovan, fotógrafo responsável pela série, em seu apartamento. Ele cursa mestrado em fotografia e vídeo na Academia de Belas Artes de Bucareste. Seu trabalho investiga principalmente as relações sociais na Romênia.
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
LEIA MAIS
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
LEIA MAIS
A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
Revistas Newsletter
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


