Arquitetura
20 casas de acolhimento e iniciativas que defendem a causa LGBTQIAPN+

No Mês do Orgulho, conheça projetos que lutam pelos direitos, redução das desigualdades sociais e garantia de dignidade da população LGBTQIAPN+ Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIAPN+. Neste cenário de violência, uma pesquisa realizada pelo Projeto Pajubá – idealizado pela Abong, Antra e ABGLT – em 2024 aponta que organizações atuantes na defesa dos direitos LGBTQIAPN+ ainda enfrentam uma realidade de falta de apoio financeiro, violência e desigualdade. O estudo qualitativo escutou lideranças dos movimentos e apontou o preconceito como causa principal das dificuldades enfrentadas pela comunidade.
Para contribuir com a transformação desse cenário, separamos 20 casas de acolhimento e iniciativas que defendem a causa LGBTQIAPN+ para você apoiar. Confira:
Casa 1 (São Paulo, SP)
Casa 1 (São Paulo, SP)
Divulgação
Pioneira no Brasil, a Casa 1 é um centro de acolhida para jovens LGBTQIAPN+ de 18 a 25 anos expulsos de casa pela família, um centro cultural e uma clínica social que atua no centro da cidade de São Paulo. O projeto conta com programações socioeducativas, através do Centro Cultural Casa 1, e disponibiliza ao público atendimentos psicoterápicos gratuitos, além de plantões de escuta, para casos emergenciais, e consultas psiquiátricas. Desde sua fundação, em 2017, a Casa 1 já acolheu cerca de 460 jovens e, mensalmente, atende aproximadamente 3.500 pessoas.
Para mais informações, acesse o site da Casa 1.
Casa Florescer (São Paulo, SP)
Casa Florescer (São Paulo, SP)
Mariana Smania/Divulgação
Criada em 2016, a Casa Florescer é o primeiro centro de acolhida exclusivo para mulheres trans e travestis em situação de vulnerabilidade social. O projeto tem como objetivo não apenas acolher, mas também reverter o quadro com atendimento social e psicológico. Articulações com as redes de apoio garantem o acesso à alimentação, cursos de qualificação, regularização de documentos e acompanhamento médico capacitado para todas as beneficiadas.
Para mais informações, acesse o Instagram da Casa Florescer.
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Casa Neon Cunha (São Bernardo do Campo, SP)
Casa Neon Cunha (São Bernardo do Campo, SP)
Divulgação
Fundada em 2018 e com uma sede desde 2021, a Casa Neon Cunha tem o com o objetivo de ser um lar para a população LGBTQIAPN+, oferecendo atendimento psicossocial, refeições, distribuição de cestas básicas, cursos de nivelamento educacional e profissionalizantes e assistência jurídica a pessoas em situação de vulnerabilidade. Quem frequenta o espaço, também tem acesso a uma biblioteca e bazar permanente. A Casa Neon Cunha ainda oferece acolhimento 24 horas: são 16 vagas rotativas para pessoas LGBTQIAPN+ em vulnerabilidade, em situação de rua ou moradia precária.
Para mais informações, acesse o site da Casa Neon Cunha.
Coletivo Arouchianos (São Paulo, SP)
Coletivo Arouchianos (São Paulo, SP)
Divulgação
Fundado em 2016 por Helcio Beuclair, Rodrigo Costa e Lucas Kiler, o Coletivo Arouchianos busca garantir a visibilidade e promover a cultura, arte, esporte, política e questões sociais da comunidade LGBTQIAPN+ na região do Largo do Arouche, em São Paulo. Em novembro de 2019, o grupo passou a atuar também como centro de acolhida, onde rodas de conversa e atendimento psicoterapeuticos são feitos pela recuperação da dignidade humana dos abrigados.
Para mais informações, acesse o Instagram do Coletivo Arouchianos.
CasaNem (Rio de Janeiro, RJ)
CasaNem (Rio de Janeiro, RJ)
Divulgação
A CasaNem foi a primeira casa de acolhimento LGBTQIAPN+ no Rio de Janeiro. Com foco em transexuais e transgeneros, o projeto é um espaço autossustentável que também recebe diversos tipos de doações. Idealizada pela ativista transgênero Indianare Siqueira, a casa é considerada um Centro Comunitário Estadual de atendimento a população LGBTQIAPN+ oficial do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia, oferecendo atendimento interdisciplinar à pessoas em situação de vulnerabilidade, com equipe formada por profissionais da área do serviço social, psicologia e do direito.
Para mais informações, acesse o Instagram da CasaNem.
Casa Dulce Seixas (Nova Iguaçu, RJ)
A Casa Dulce Seixas é a primeira e única casa de acolhimento LGBTQIAPN+ da Baixada Fluminense, localizada em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Fundada em 2020, a instituição oferece abrigo por tempo indeterminado a pessoas LGBTQIAPN+ maiores de 18 anos em situação de rua, vulnerabilidade socioeconômica ou vítimas de violência doméstica. Além de proporcionar moradia, a iniciativa oferece apoio psicossocial, jurídico e oportunidades de capacitação profissional.
Para mais informações, acesse o Instagram da Casa Dulce Seixas.
aKasulo (Belo Horizonte, BH)
aKasulo (Belo Horizonte, BH)
Divulgação
A aKasulo é um centro de convivência LGBTQIAPN+ localizado no Barreiro, região periférica de Belo Horizonte, Minas Gerais. Idealizada por integrantes do movimento trans da cidade, a casa surgiu como resposta à ausência de políticas públicas e espaços de acolhimento adequados para a população LGBTQIAPN+, especialmente pessoas trans e travestis . Mais do que um abrigo, a aKasulo é um espaço de fortalecimento comunitário, onde se promovem ações culturais, educativas e de cuidado coletivo. Entre suas atividades, destacam-se oficinas de musicoterapia, rodas de conversa, exposições artísticas e eventos.
Para mais informações, acesse o Instagram da aKasulo.
Nuances (Porto Alegre, RS)
Com 28 anos de atuação, a ONG Nuances – Grupo pela Livre Expressão Sexual, em Porto Alegre, é uma das organizações LGBTQIAPN+ mais antigas do Brasil. Desde sua origem, o coletivo se destaca por articular a luta por direitos civis com ações culturais, educativas e políticas, promovendo a visibilidade e a cidadania da população LGBTQIAPN+. Entre suas iniciativas marcantes estão a organização da Parada Livre de Porto Alegre, que desde 1997 mobiliza milhares de pessoas, e a publicação do Jornal Nuances, com dezenas de edições que documentam a história e os debates do movimento.
Para mais informações, acesse o Instagram da ONG Nuances.
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Casa Miga (Manaus, AM)
Casa Miga (Manaus, AM)
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A Casa Miga é a primeira casa de acolhimento LGBTQIAPN+ da Região Norte do Brasil, localizada em Manaus (AM). Fundada em 2018, a iniciativa surgiu para oferecer abrigo seguro e apoio integral a brasileiros, refugiados e imigrantes LGBTQIAPN+ expulsos de casa ou em situação de vulnerabilidade social devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero. Além de moradia temporária, a Casa Miga oferece atendimento psicológico, orientação social e jurídica, auxílio na retificação de nome e gênero para pessoas trans, e capacitação profissional para reinserção no mercado de trabalho.
Para mais informações, acesse o Instagram da Casa Miga.
CasAmor Neide Silva (Aracaju, SE)
Fundada em 2018 em Aracaju (SE), a CasAmor Neide Silva é uma organização sem fins lucrativos que possui o propósito de acolher e apoiar pessoas LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade social. Idealizada pela ativista transfeminista Linda Brasil, a CasAmor foi inspirada em iniciativas como a Casa 1, em São Paulo, e a Casa Nem, no Rio de Janeiro . A sede da organização oferece abrigo temporário, atendimento psicológico, assessoria jurídica e oficinas de capacitação profissional, visando à inserção de seus assistidos no mercado de trabalho.
Para mais informações, acesse o Instagram da CasAmor Neide Silva.
Instituto Transviver (Recife, PE)
Instituto Transviver (Recife, PE)
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O Instituto Transviver é uma organização não governamental sem fins lucrativos, fundada em janeiro de 2018 no Recife por Regina Guimarães e seu filho, o artista Juan Guiã. Com a missão de acolher e empoderar a população LGBTQIAPN+, especialmente pessoas trans em situação de vulnerabilidade social, o instituto atua em diversas frentes, promovendo ações de direitos humanos por meio de pilares como arte, educação, esporte, saúde e empregabilidade.
Para mais informações, acesse o Instagram do Instituto Transviver.
Casa Satine (Campo Grande, MS)
Fundada em 2017, a Casa Satine oferece acolhimento institucional a pessoas LGBTQIAPN+ com direitos violados e vínculos sociofamiliares rompidos, promovendo o desenvolvimento social, cultural e educacional da comunidade. Localizada em Campo Grande (MS), a instituição funciona de forma remota e descentralizada, oferecendo serviços como psicoterapia (online e presencial), concessão de cestas básicas e apoio e promoção de eventos culturais voltados à comunidade LGBTQIAPN+.
Para mais informações, acesse o Instagram do Casa Satine.
Grupo Estruturação (Brasília, DF)
Grupo Estruturação (Brasília, DF)
Divulgação
O Grupo Estruturação é um coletivo LGBTQIAPN+ fundado em 1994, em Brasília, com o objetivo de promover a igualdade e o respeito à diversidade sexual e de minorias. Inicialmente criado para enfrentar a epidemia de HIV/AIDS, o grupo expandiu suas ações ao longo dos anos, tornando-se um importante ator na luta por direitos e na conscientização sobre questões LGBTQIAPN+. A organização realiza ações transdisciplinares baseadas nos direitos humanos, com ênfase nos direitos sexuais e reprodutivos, articulando áreas como educação, saúde, justiça, assistência social, cultura e comunicação.
Para mais informações, acesse o site do Grupo Estruturação.
OUTRA CASA Coletiva (Fortaleza, CE)
A OUTRA CASA Coletiva é uma república de acolhimento e cultura para jovens LGBTQIAPN+ em situação de vulnerabilidade, localizada em Fortaleza (CE). Fundada em 2020, durante a pandemia de COVID-19, a organização oferece acolhimento físico temporário para até 10 pessoas, além de apoio psicossocial, orientação jurídica e laboral para a comunidade LGBTQIAPN+. Parcerias com instituições como a Universidade Federal do Ceará e a Universidade de Fortaleza possibilitam a oferta de exames laboratoriais e atendimento clínico.
Para mais informações, acesse o Instagram da OUTRA CASA Coletiva.
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Associação de Travestis e Transexuais do Acre (Rio Branco, AC)
Atuando na defesa dos direitos e na promoção da cidadania de pessoas trans e travestis, a Associação de Travestis e Transexuais do Acre, localizada no Rio Branco (AC), oferece apoio social, psicológico e jurídico a pessoas LGBTQIAPN+ em vulnerabilidade social. A organização também desenvolve ações educativas e de conscientização sobre questões de gênero e diversidade sexual, além de atuar na articulação de políticas públicas voltadas para a população trans e travesti no estado do Acre.
Para mais informações, acesse o Instagram da Associação de Travestis e Transexuais do Acre.
Centro de Acolhimento Ezequias Rocha Rego – CAERR (Maceió, AL)
Centro de Acolhimento Ezequias Rocha Rego – CAERR (Maceió, AL)
Divulgação
Primeiro centro LGBTQIAPN+ de Alagoas, o Centro de Acolhimento Ezequias Rocha Rego – CAERR é uma casa de acolhimento para pessoas LGBTQIAPN+ ou que vivem com HIV/AIDS em situação de rua. Além disso, a iniciativa atua em outras diversas frentes, que contemplam orientação jurídica; atendimento psicológico, oferta e encaminhamentos de serviços das redes SUS e SUAS; retificação de nome e gênero no registro de nascimento e carteira de identidade de pessoas trans, travestis e não-binárias; cursos profissionalizantes e encaminhamento ao mercado de trabalho.
Para mais informações, acesse o Instagram do Centro de Acolhimento Ezequias Rocha Rego – CAERR.
ONG Olivia (Belém, PA)
Com mais de uma década de atuação, a ONG Olivia, sediada em Belém, Pará, é uma organização que trabalha na promoção dos direitos e na defesa da população LGBTQIAPN+. A ONG desenvolve projetos e ações voltadas para o acolhimento, a inclusão social e o empoderamento da comunidade LGBTQIAPN+, oferecendo suporte psicológico, jurídico e social, além de promover atividades culturais e educativas que visam combater a discriminação e promover a igualdade de direitos.
Para mais informações, acesse o Instagram da ONG Olivia.
Motirô (Salvador, BA)
Motirô (Salvador, BA)
Divulgação
Fundada em 2001, a Motirô é uma ONG com sede em Salvador que atua no desenvolvimento de grupos, redes, instituições e lideranças de populações socialmente vulneráveis, com foco na promoção dos direitos humanos, saúde, educação, cultura, turismo e meio ambiente. Um dos projetos de destaque é o Além do Arco-Íris, que atua na capacitação de jovens da comunidade LGBTQIAPN+ para o mercado de trabalho. A ONG ainda conta com Centro de Serviços Xica Manicongo, que disponibiliza testagem de HIV e outras ISTs, apoio psicológico e assistência jurídica a pessoas LGBTQIAPN+ e àqueles que vivem com HIV, e projeto Ìyá Orí- Cuidando de Nossas Raízes, que busca promover o empoderamento de mulheres negras e pessoas LGBTQAPN+.
Para mais informações, acesse o site do Motirô.
PrEPara Salvador (Salvador, BA)
O PrEPara Salvador é um projeto voltado para a prevenção do HIV entre adolescentes e jovens LGBTQAPN+, com idades entre 15 e 19 anos, na capital baiana. O projeto funciona no Casarão da Diversidade, localizado no Pelourinho, e integra o estudo PrEP 15-19, financiado pela agência internacional Unitaid. A iniciativa busca demonstrar a efetividade da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV entre jovens, promovendo ações de educação e prevenção, além de oferecer suporte e acompanhamento para a adesão ao tratamento.
Para mais informações, acesse o Instagram do PrEPara Salvador.
ONG Somos (Porto Alegre, RS)
A Somos é uma ONG fundada em 2001, em Porto Alegre (RS) por ativistas dos direitos humanos de pessoas LGBTQAPN+ e pessoas vivendo com HIV/AIDS. A ONG atua na promoção dos direitos da comunidade LGBTQAPN+, realizando ações transdisciplinares baseadas nos direitos humanos, com ênfase nos direitos sexuais e reprodutivos. Suas atividades incluem atendimento social, jurídico e psicológico, além de projetos de intervenção social e fiscalização de políticas públicas, visando à erradicação da discriminação por gênero e sexualidade.
Para mais informações, acesse o site da ONG Somos.
Há cinco anos, as Edições Globo Condé Nast e suas publicações Casa Vogue, Glamour, GQ e Vogue apresentam o Orgulhe-se, um projeto que celebra o mês do orgulho contando histórias dentro da comunidade LGBTQIAPN+.
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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