Arquitetura
3 lições de sustentabilidade que esta escola em Minas Gerais pode ensinar

Ocupando um terreno de 14 mil m², esta escola sustentável localizada no cerrado mineiro, em Lagoa Santa, interior de Minas Gerais, dá uma verdadeira aula de sustentabilidade Ocupando um terreno de 14 mil m², esta escola sustentável localizada no cerrado mineiro, em Lagoa Santa, Minas Gerais, dá uma verdadeira aula de sustentabilidade. Chamado de Vila NINHO, o projeto – assinado pelos escritórios BIRI arquiteturas e MACh Arquitetos – utiliza uma malha modular e materiais naturais para criar um espaço onde a educação infantil, a participação comunitária, a integração com o meio ambiente e a transformação social convergem.
Chamado de Vila NINHO, o projeto é assinado pelos escritórios BIRI arquiteturas e MACh Arquitetos
Jomar Bragança
Inaugurada em 2018, a escola tem o propósito de oferecer educação gratuita e de qualidade para crianças em situação de vulnerabilidade social. Com salas de aula, espaços administrativos e áreas de apoio, a Vila NINHO vem realizando expansões desde 2024: a escola prevê a inclusão de módulos com capacidade para até 20 alunos e novos setores como biblioteca, laboratórios, salas de arte e áreas esportivas, com acessibilidade garantida por rampas, passarelas e escorregadores.
A Vila NINHO foi construída a partir de estruturas modulares, mais sustentável e com menos produção de resíduos
Jomar Bragança
“Pensamos que estes módulos podem ser agrupados, ficarem mais próximos do chão ou subir em direção às copas das árvores diante de demandas específicas que acompanham a evolução do projeto pedagógico”, explica Marcos Franchini, arquiteto à frente do BIRI arquiteturas e um dos autores do projeto. “Assumir que este projeto abraça a ‘imprevisibilidade da vida’ como dizia Paulo Mendes da Rocha, é uma premissa que achamos bonita, leve e livre, dentro de um princípio norteador que já está estabelecido e acordado”, completa.
LEIA MAIS
Vai construir ou reformar? Seleção Archa + Casa Vogue ajuda você a encontrar o melhor arquiteto para o seu projeto
Para entender os detalhes do projeto, confira 3 princípios que permeiam a Vila NINHO e são verdadeiras lições de sustentabilidade:
Projeto modular
A proposta arquitetônica da escola se baseia em uma estrutura modular de 2×2 metros, com unidades de 36 m²
Jomar Bragança
A Vila NINHO foi concebida para ser um projeto modular que estivesse em constante expansão, cujo início foi marcado pela construção do Galpão João de Barro, em 2018. Sua proposta arquitetônica se baseia em uma estrutura modular de 2×2 metros, com unidades de 36 m² compostas por madeira, vidro, drywall, policarbonato e sistemas industrializados. “Instituir um canteiro de obras limpo, com mínima produção de resíduos e emprego de componentes leves industrializados ou pré-fabricados que foram montados no local é uma ação em prol da sustentabilidade”, afirma Marcos Franchini.
O projeto também foi pensado para ser construído colaborativamente com pais e estudantes
Jomar Bragança
Outro detalhe do projeto que chama a atenção é o incentivo à participação dos pais e responsáveis também na construção física da escola, reforçando o vínculo entre comunidade e espaço educativo. “Os gestores esclareceram que os pais dos estudantes desejam participar da obra de forma mais intensa nas próximas obras relativas ao plano de expansão e irão assumir os serviços de vidraçaria, serralheria, execução do drywall além da parte elétrica”, revela.
Initial plugin text
Conforto sustentável
Bem-estar e conforto nas salas de aula e outros espaços é um dos princípios da Vila NINHO
Jomar Bragança
Com o objetivo de criar condições ideais para o aprendizado, a arquitetura do espaço vai além da estética e atua como agente educador, incorporando soluções sustentáveis em sua essência. A iluminação natural é potencializada por claraboias e aberturas zenitais, enquanto cores suaves e materiais adequados contribuem para o bem-estar e a eficiência energética dos ambientes. Além de cuidar do desempenho térmico, visual e acústico, a escola adota sistemas de iluminação artificial com tecnologia LED e atende aos critérios de eficiência energética estabelecidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).
LEIA MAIS
Além do conforto, os espaços possuem soluções sustentáveis
Jomar Bragança
“Um exemplo interessante é a presença do lanternim, que promove o efeito venturi/chaminé, permitindo a renovação do ar e a diminuição da temperatura sem a necessidade de exaustão mecânica. As estratégias adotadas permitem que o espaço físico respire, portanto conformam um local mais fresco e agradável para o desempenho das atividades de ensino-aprendizagem”, explica Franchini. O projeto também prevê a instalação de sistemas de captação de água da chuva e reuso de águas cinzas (águas residuais domésticas), reafirmando o compromisso com práticas ambientalmente responsáveis.
Integração com o meio ambiente
A escola fica em uma Área de Preservação Permanente em Lagoa Santa, Minas Gerais
Jomar Bragança
Desde sua concepção, a Vila NINHO foi pensada para se integrar de maneira respeitosa ao ecossistema local. A topografia e a vegetação existentes orientaram a implantação dos edifícios e influenciaram diretamente na escolha dos materiais e soluções construtivas. “As intervenções ambientais propostas visam reduzir as interferências antrópicas nos habitats naturais dessas áreas protegidas e ampliar a conexão da cobertura vegetal”, comenta Marcos Franchini.
O projeto ainda prevê a reconstituição da flora nativa da Mata de Galeria, com a participação de alunos, pais e professores
Jomar Bragança
Além disso, o projeto prevê a reconstituição da flora nativa da Mata de Galeria, que atravessa o terreno e compõe a Área de Preservação Permanente (APP), respeitando integralmente os afastamentos legais de cada margem do Córrego Capão da Onça. Por meio de um Projeto Técnico de Reconstituição da Flora (PTRF), serão coletadas sementes e produzidas mudas de espécies regionais em um viveiro com capacidade para 1.072 mudas. Alunos, pais e professores participarão ativamente do plantio em uma área de 0,67 hectare, promovendo educação ambiental, conexão com o território e senso de pertencimento.
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
Revistas Newsletter
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
LEIA MAIS
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
LEIA MAIS
A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
Revistas Newsletter
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


