Arquitetura
5TRACKS – Distrito de Uso Misto / Shift Architecture Urbanism + Powerhouse Company

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Com a conclusão de 5TRACKS, Breda ganhou um novo distrito de uso misto ao lado da Estação Central, encomendado pela Synchroon e J.P. van Eesteren e projetado pelo Shift architecture urbanism e Powerhouse Company. Em três edifícios expressivos, escritórios, habitação e hotel se unem sobre um animado embasamento repleto de opções gastronômicas e comerciais – marcando a peça final de uma ampla requalificação que transforma uma área antes negligenciada junto à ferrovia. 5TRACKS incorpora o modo de vida urbano contemporâneo ao mesmo tempo em que fortalece a projeção internacional de Breda.

Posicionamento espacial

Unidade e singularidade
Cada edifício possui um tom distinto dentro de uma mesma paleta cromática, explorando nuances terrosas de vermelho profundo, branco-creme suave e cinza-esverdeado. As fachadas em concreto na base e os caixilhos seguem a lógica ton-sur-ton, permitindo que cada volume se apresente como uma escultura coesa. O revestimento em tijolos adota padrões variados, com diferentes estilos de assentamento, dimensões de janelas e profundidades de encaixe. Essa abordagem confere camadas visuais às construções, ao mesmo tempo em que reforça a sensação de pertencimento a uma mesma família arquitetônica.


Ativando funções coletivas
O 5TRACKS dinamiza a vizinhança ao oferecer uma combinação de moradia, escritórios, hotel e áreas comerciais que ativam tanto a rua quanto o jardim. A Plataforma_A abriga um lobby com bistrô e terraço, além de um centro de conferências com restaurante voltado ao jardim. A Plataforma_B e a Plataforma_C oferecem cerca de 15.700 m² de escritórios distribuídos em torno de grandes átrios, coroados por 168 apartamentos. Esses átrios, com amplas fachadas envidraçadas voltadas para a rua e para o jardim, claraboias e continuidade dos materiais exteriores nas superfícies internas, funcionam como “salas de estar urbanas”. O pátio interno compartilhado se configura como um espaço público acolhedor, integrando o 5TRACKS de maneira orgânica ao tecido urbano. O desenho dos espaços internos e externos incentiva a interação, favorecendo a formação de comunidades.


Interiores para conexão
O design de interiores, desenvolvido em colaboração com o coletivo Dutch Invertuals, cria um percurso flexível entre zonas de foco, áreas para encontros informais e espaços de estar relaxados. Motivos de carpetes remetem a prados, cortinas azul-celeste com estampas de nuvens evocam leveza, e materiais táteis estimulam os sentidos. Ao longo dos interiores, a cor desempenha papel central, com atenção especial à relação entre tonalidade e materialidade.

Sustentabilidade como essência
Desde a concepção em 2015, a sustentabilidade foi o alicerce do 5TRACKS. O empreendimento compacto e denso em pleno centro da cidade baseia-se em princípios técnicos e organizacionais: estratégias de flexibilidade espacial, ambientes voltados à convivência e um jardim que promove biodiversidade. Sua estrutura aberta e os núcleos estrategicamente posicionados permitem que o conjunto evolua de acordo com as necessidades futuras.

Essa visão sustentável se estende da arquitetura à materialidade e à paisagem. As fachadas utilizam tijolos reciclados FrontⓇ, reduzindo em 385.000 quilos os resíduos de construção. Cada tijolo é cortado em quatro lâminas, expondo tanto o lado liso quanto o lado serrado, criando uma textura estratificada. Aplicados em diferentes padrões de assentamento, esses tijolos acrescentam um detalhe de escala intermediária ao conjunto. Sobre a garagem subterrânea, o parque se apoia em uma cobertura de retenção capaz de armazenar 400.000 litros de água da chuva, integrando a gestão hídrica ao projeto e aliviando a infraestrutura urbana de Breda em períodos de fortes precipitações.

Os sistemas de energia reforçam esse fundamento sustentável. Um sistema de armazenamento geotérmico fornece aquecimento e resfriamento para apartamentos, escritórios e hotel, utilizando calor do subsolo e do ar externo. Nos telhados, painéis solares geram eletricidade renovável para os espaços compartilhados, fortalecendo a infraestrutura energética do empreendimento.

Paris Proof e WELL Platinum
Nos escritórios do 5TRACKS, a responsabilidade ambiental se alia ao bem-estar humano. Eles atendem ao Paris Proof, alinhando-se ao Acordo de Paris por meio da drástica redução do consumo energético e da manutenção do orçamento de emissões de CO₂. Da mesma forma, oferecem espaços que valorizam a saúde e o conforto de moradores, usuários e visitantes. Isso se reflete na certificação WELL Platinum, conquistada pelo cuidado com ar, água, luz, nutrição, vitalidade, conforto e mente.

Ao unir o desempenho Paris Proof à qualidade espacial do WELL Platinum, o 5TRACKS estabelece um novo padrão para distritos urbanos sustentáveis e preparados para o futuro, bem no coração da cidade.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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