Arquitetura
Casa JN109 / SUAV | ArchDaily Brasil

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- Área:
85 m²
Ano:
2024
Fotografías:SUAV
Fabricantes: Corian, JUNG, imex

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada no bairro de Chamberí, em Madrid, ao longo do Paseo de la Habana, esta residência ocupa o último andar de um edifício construído em 1973 — um exemplar da linguagem arquitetônica espanhola dos anos 1970, marcada pelo pragmatismo, pelo uso de materiais industriais e pelo impulso à modernização. Os elementos originais da construção — como o tijolo aparente e as treliças metálicas — refletem essa época, priorizando a funcionalidade em detrimento da ornamentação.

A intervenção busca estabelecer um diálogo respeitoso com a arquitetura existente, transformando um antigo sótão anteriormente usado como escritório em uma morada luminosa e acolhedora. Um dos principais desafios do projeto foi valorizar a estrutura original — treliças metálicas aparentes e alvenaria de tijolos — ao mesmo tempo em que se adaptava o espaço ao uso residencial. As alturas reduzidas e as janelas altas impuseram uma abordagem centrada na otimização espacial e na criação de uma escala mais íntima.


Como ponto de partida conceitual, o projeto segue o pensamento arquitetônico de Alison e Peter Smithson, com foco na organização prática da vida cotidiana desde o início, além da busca por espaços amplos e desobstruídos. Esses princípios se materializam aqui na valorização da materialidade existente, na clareza formal e no uso da cor como elemento articulador dos ambientes. Os moradores — um casal jovem apaixonado por moda e por cores vibrantes — buscavam um lar que não fosse apenas um refúgio, mas também a expressão de sua personalidade e estilo de vida. A cor desempenha, portanto, um papel central no projeto, sendo incorporada por meio de tons ousados que trazem energia, alegria e identidade ao espaço, convertendo-o em um santuário para momentos de descanso e convivência.


Duas estratégias programáticas principais estruturam o projeto: a primeira consiste em utilizar todo o perímetro com menor altura para armazenamento e funções específicas; a segunda, em liberar o espaço central. Esse núcleo é organizado em torno de uma estante-biblioteca que atua como coluna vertebral do projeto. Por meio de seus cheios e vazios, essa estrutura define e conecta os diferentes ambientes — como cozinha, banheiro e área de estar.

A luz natural entra por janelas altas, iluminando as zonas internas de forma desigual e criando uma atmosfera mutável ao longo do dia. Por estar situada no topo do edifício, a residência paradoxalmente desfruta da altura sem oferecer amplas vistas externas — uma vez que as aberturas estão posicionadas na parte superior das paredes. Essa limitação visual se transforma em uma condição de projeto, guiando a composição espacial e atmosférica do interior.

A estética do projeto foi inspirada no universo visual de Wes Anderson, com uma paleta de cores nostálgica e suave — como verdes menta e amarelos mostarda — que trazem serenidade e um ar onírico ao ambiente. A organização dos espaços gira em torno da estante central, articulando as zonas de estar, cozinha e dormitório de forma fluida e funcional.


Cada elemento do lar foi cuidadosamente projetado para aliar funcionalidade e expressividade. O mobiliário sob medida atende às necessidades do casal, enquanto a decoração — escolhida pelos próprios moradores — inclui gravuras e obras que adicionam cor, vivacidade e personalidade ao espaço.

Neste cenário elevado e introspectivo, a ausência de janelas convencionais deixa de ser uma limitação. A luz natural, a paleta cromática e a clareza espacial dissolvem as fronteiras do lugar, permitindo que o interior se torne um campo fértil para a contemplação e o imaginário.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Cobertura no 80º andar de edifício tem vista para quatro estados nos EUA; fotos
Situada no 80º andar do edifício Mandarin Oriental, em Nova York, a cobertura do imóvel luxo chama a atenção pelas vistas do horizonte. Localizado em um ponto estratégico, o imóvel proporciona que sejam observados quatro estados norte-americano: Manhattan, Connecticut, Nova Jersey e Pensilvânia.
Ocupando um andar inteiro com amplos espaços de convivência e entretenimento, o apartamento tem cinco quartos e oito banheiros. Com 743 m² no total, o imóvel conta com uma sala de estar de 140 m². Janelas do chão ao teto circundam o espaço em formato de losango.
O apartamento conta um escritório e uma sala de jantar, ambos com vista para todo o Central Park, e a cozinha de 14 metros de comprimento, configurada em torno de uma ilha. Sala de café da manhã, lavanderia, copa com duas adegas climatizadas e sala de lareira estão entre os ambientes.

A suíte principal ocupa toda a lateral sul do apartamento e conta com um quarto de 8,8 metros de comprimento, dois closets e banheiros, copa e sala de segurança.

Os outros quatro quartos — para familiares e hóspedes — ficam na ala oeste do imóvel, cada um com banheiro privativo. Uma sala multimídia — para assistir a filmes e TV — também pode ser convertida em um quarto.

Os moradores dispõem de regalias dignas de hotel, como serviço de quarto, tratamentos de spa, estacionamento com manobrista e uma piscina coberta de 23 metros.









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