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Política

Ministério Público vai ao TCU para investigar maquiadores na assessoria de Erika Hilton

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(FOLHAPRESS) – O Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) solicitou uma investigação a respeito dos dois maquiadores contratados como secretários parlamentares pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

O subprocurador-geral Lucas Furtado pede que sejam adotadas “medidas necessárias para confirmar a contratação de maquiadores” e que, se houver ratificação, haja uma tomada de contas especial para devolução de recursos gastos com salários e outras despesas desses assessores.

“Ocorrências como a ora denunciada comprometem a confiança nas autoridades públicas e projetam sobre as instituições a sombra de práticas arcaicas, como o patrimonialismo, o nepotismo, o apadrinhamento e o favorecimento pessoal”, escreveu o subprocurador-geral na representação enviada ao TCU na quinta-feira (26).

Furtado afirma que o caso desmoraliza a administração pública e que a contratação dos dois maquiadores pode ter tido desvio de finalidade, além de “desmedida pessoalidade”. Segundo ele, a seleção teria seguido interesses pessoais da deputada, desvinculados da atividade parlamentar.

“As despesas com salários e viagens desses assessores, caso confirmadas as suspeitas de desvio de finalidade e violação ao princípio da impessoalidade, devem ser consideradas indevidas e ilegítimas, sujeitando-se à restituição ao erário, ainda que revestidas de aparente legalidade formal”, escreveu.

Deputados têm o direito de contratar pessoas de sua confiança para trabalhar em seus gabinetes, com salários bancados pela Câmara. Entre os contratados por Erika Hilton estão os maquiadores Ronaldo Hass e Indy Montiel.

O caso foi noticiado primeiramente pelo site Metrópoles na última semana. Erika Hilton admitiu que conheceu os dois como maquiadores, mas disse que eles hoje exercem atividades relacionadas a seu mandato. Tanto Hass quanto Montiel têm postagens em redes sociais divulgando seus trabalhos como maquiadores usando a deputada como modelo.

“Conheci eles como maquiadores, identifiquei outros talentos e os chamei para trabalhar comigo. Quando podem, fazem minha maquiagem e eu os credito por isso. Mas se não fizessem, continuariam sendo meus secretários parlamentares”, declarou Erika Hilton em seu perfil em rede social.

Após a divulgação das contratações, a parlamentar foi alvo de críticas de adversários políticos. A deputada disse, em rede social, que existe uma perseguição contra ela, que foi, em 2022, a primeira transgênero eleita para o Congresso, junto com Duda Salabert (PDT-MG).

Hass foi contratado como secretário parlamentar em novembro de 2024 e teve dois remanejamentos de cargo dentro do gabinete. Seu posto atual tem remuneração de R$ 9.700, de acordo com o sistema de transparência da Câmara.

A primeira nomeação de Montiel foi em dezembro. No início deste mês, houve um remanejamento para o cargo atual. Em maio, a remuneração foi de cerca de R$ 2.100. Os dados também foram extraídos do sistema da Câmara.

O registro mais recente de trabalho de maquiagem com a deputada divulgado por Hass no Instagram é de 22 de fevereiro. Foi para um ensaio da escola de samba carioca Paraíso do Tuiuti. O perfil o identifica como alguém do ramo de beleza.

Hass também foi marcado, entre outros profissionais e uma marca de roupas, em foto de Erika em Paris divulgada no Instagram pelo stylist Bruno Pimentel. Ela foi a show da cantora Beyoncé na cidade neste mês.

No caso de Montiel, o registro mais recente é de 27 de maio. A deputada foi maquiada para receber a Ordem do Rio Branco, maior honraria concedida pelo Ministério das Relações Exteriores. O perfil de Montiel no Instagram o identifica como artista da beleza, entusiasta da moda e assessor parlamentar, entre outras atividades.

O subprocurador Lucas Furtado escreveu na representação que o fato de Hass e Montiel terem sido contratados por causa da qualificação como maquiadores e terem exercido essa atividade em benefício da deputada mostra “o desvio de finalidade”.

“Tal circunstância evidencia o desvio de finalidade na contratação, acarretando não apenas a nulidade dos vínculos funcionais, mas também das respectivas despesas, caracterizando dano ao erário e demandando a atuação do Tribunal de Contas da União para adoção das providências cabíveis à reparação do prejuízo”, afirma a representação de Furtado.

Leia Também: Acusada de ser “ex-garota de programa”, Michelle Bolsonaro entra com ação



Fonte: Notícias ao Minuto

Política

Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.

Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.


Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

Folhapress | 05:30 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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