Richard Feynman (Física, 1965)
Richard Feynman: Um Gênio da Física Moderna
Richard Feynman, um dos físicos mais influentes do século XX, é amplamente reconhecido por suas contribuições à física quântica e à teoria da eletrodinâmica quântica. Nascido em 1918, Feynman se destacou não apenas por suas descobertas científicas, mas também por sua habilidade em comunicar conceitos complexos de forma acessível. Em 1965, ele recebeu o Prêmio Nobel de Física, um reconhecimento que solidificou seu legado na comunidade científica.
O Método Feynman: Aprendizado e Ensino
O Método Feynman é uma técnica de aprendizado que enfatiza a simplicidade e a clareza na compreensão de conceitos. Feynman acreditava que, para realmente entender um assunto, era necessário ser capaz de explicá-lo a uma criança. Essa abordagem não só facilita o aprendizado, mas também ajuda a identificar lacunas no conhecimento, tornando-a uma ferramenta valiosa para estudantes e educadores.
Contribuições à Física Quântica
As contribuições de Richard Feynman à física quântica são vastas e impactantes. Ele desenvolveu o conceito de diagramas de Feynman, uma representação visual que simplifica a análise de interações entre partículas subatômicas. Esses diagramas se tornaram uma ferramenta essencial para os físicos, permitindo uma compreensão mais intuitiva dos processos quânticos e facilitando cálculos complexos.
Feynman e a Teoria da Eletrodinâmica Quântica
A teoria da eletrodinâmica quântica (QED) é uma das áreas em que Feynman fez contribuições significativas. Ele, junto com Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga, recebeu o Prêmio Nobel por seu trabalho nessa área. A QED descreve como a luz e a matéria interagem, e as inovações de Feynman ajudaram a estabelecer as bases para a física moderna, influenciando pesquisas futuras em várias disciplinas.
O Papel de Feynman no Projeto Manhattan
Durante a Segunda Guerra Mundial, Richard Feynman trabalhou no Projeto Manhattan, o esforço dos Estados Unidos para desenvolver a bomba atômica. Sua experiência em física teórica foi crucial para o sucesso do projeto, e ele se destacou por sua abordagem inovadora e criativa para resolver problemas complexos. Essa experiência moldou sua visão sobre ciência e ética, temas que ele explorou em suas palestras e escritos posteriores.
Feynman como Educador e Comunicador
Além de suas realizações científicas, Richard Feynman é lembrado como um educador excepcional. Suas palestras, especialmente as da série “The Feynman Lectures on Physics”, continuam a inspirar estudantes e professores em todo o mundo. Feynman tinha um talento especial para tornar a física emocionante e acessível, utilizando histórias e analogias que capturavam a imaginação de seus ouvintes.
Legado e Influência Cultural
O legado de Richard Feynman vai além da física. Ele se tornou uma figura cultural, aparecendo em documentários, livros e até mesmo em obras de ficção. Sua personalidade carismática e sua paixão pela ciência o tornaram um ícone, e suas citações sobre a curiosidade e a busca pelo conhecimento continuam a ressoar com novas gerações de cientistas e entusiastas da ciência.
Feynman e a Filosofia da Ciência
A filosofia da ciência foi uma área de interesse para Feynman, que frequentemente refletia sobre o papel da ciência na sociedade. Ele defendia a ideia de que a ciência é um processo contínuo de questionamento e descoberta, e que a incerteza é uma parte intrínseca da investigação científica. Essa perspectiva crítica e aberta influenciou muitos pensadores e cientistas contemporâneos.
Publicações e Obras Notáveis
Richard Feynman deixou um legado literário significativo, com várias publicações que abrangem desde textos técnicos até obras de divulgação científica. Livros como “O Que É a Física” e “A Vida de um Físico” oferecem uma visão única sobre sua abordagem à ciência e à vida. Essas obras são recomendadas para quem deseja entender não apenas a física, mas também a mente de um dos maiores pensadores do século XX.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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