Arquitetura
Casa da Vila / StudioDuas Arquitetura

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- Área:
101 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Ladrilhos Petrópolis, Microreve, Prado Marmoraria

Renovação residencial em Laranjeiras, um novo olhar para uma casa dos anos 1950. Este projeto nasceu do desejo de transformar uma casa antiga no bairro de Laranjeiras, trazendo mais leveza, funcionalidade e contemporaneidade aos espaços internos, sem abrir mão da arquitetura original dos anos 1950. A proposta foi renovar com respeito à história da construção, valorizando seus elementos arquitetônicos e integrando móveis, cores e texturas que dialogassem com seu estilo original.


A integração dos ambientes e a ampliação dos vãos foram estratégias centrais para melhorar a circulação de ar e a entrada de luz natural. Com a reorganização do layout, os espaços ganharam nova fluidez e uma atmosfera mais leve e acolhedora. A escolha cuidadosa de materiais e cores contribuiu para iluminar os ambientes, ao mesmo tempo em que manteve a essência da casa.

Por ser tombada pela APAC Laranjeiras, a residência exigiu atenção especial durante todo o processo de reforma. Foram seis meses de projeto, seguidos por um ano de espera pela aprovação na prefeitura e mais sete meses de obra. Todo o trabalho foi conduzido de forma criteriosa, garantindo que as intervenções respeitassem os parâmetros da preservação patrimonial.

Entre os principais pedidos dos moradores estava a valorização do pátio interno, antes subutilizado, que foi transformado em uma área de lazer para o dia a dia, com banco, mesa e chuveirão. A cozinha original, que ocupava o atual espaço da sala de jantar, foi redimensionada e transferida para a antiga área de serviço — um ambiente amplo que foi convertido em uma nova cozinha, mais funcional e integrada ao pátio. Essa conexão se dá por meio de uma porta de correr larga, que trouxe ainda mais ventilação e luminosidade para o ambiente.

No segundo pavimento, o casal — que buscava um quarto com closet e espaço para escritório — recebeu uma solução prática e elegante: dois ambientes distintos separados por uma porta de correr em madeira maciça, no mesmo padrão da utilizada entre o pátio e a cozinha. Essa integração permite versatilidade no uso e mantém a unidade visual entre os espaços.

Outras intervenções relevantes incluíram a ampliação do banheiro social, que aproveitou o espaço de um antigo armário externo, e a substituição de uma cobertura opaca de telhas marrons no pátio por uma cobertura translúcida, permitindo mais entrada de luz na sala e contribuindo para o conforto térmico e visual.

A escolha do mobiliário teve como norte o equilíbrio entre o antigo e o novo. Muitos itens do acervo pessoal dos moradores foram incorporados ao projeto — como o baú metálico, laqueado de azul e integrado ao rack da sala, a mesa de jantar herdada da avó, cadeiras Thonet e quadros coloridos — reforçando a identidade e a história da casa. Elementos contemporâneos, como almofadas geométricas e cores vibrantes, foram usados com sutileza para trazer jovialidade ao ambiente.

A base neutra e aconchegante do projeto se revelou essencial para equilibrar essas camadas: piso em taco de madeira restaurado, marcenaria em lâmina de carvalho, tijolinhos aparentes da estrutura original e peças em madeira natural. Em pontos específicos, cores como azul e verde musgo foram aplicadas para criar contrastes e destacar elementos do mobiliário e da marcenaria.

Na sala, a marcenaria clara em carvalho contrasta com os tons escuros da escada e dos tijolinhos, criando uma composição elegante. Um móvel desenhado especialmente para o ambiente incorpora o baú antigo reformado, com prateleiras ao redor da TV, enquanto o tapete de fibras naturais reforça o conforto do espaço.

Já na cozinha, o piso em cimento queimado e os ladrilhos hidráulicos nas paredes conversam com a marcenaria em carvalho e a laca verde musgo, criando uma atmosfera contemporânea e acolhedora. Uma das paredes recebeu tinta no mesmo tom da laca, reforçando a continuidade visual do espaço.

O resultado é uma casa renovada que preserva sua alma. Um projeto que equilibra memória e modernidade, com ambientes integrados, personalizados com elementos afetivos e repletos de luz, conforto e autenticidade — exatamente como o casal sonhava ao retornar ao Brasil.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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