Arquitetura
Clube Gulmohar / Khosla Associates

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CLIENTE E BRIEF – Nossos clientes nos encomendaram o planejamento de um empreendimento de 17 hectares em Raipur — o Rama Greens — composto por 90 vilas de quatro tipos, um clube bem equipado e amplos espaços verdes e áreas de respiro, com o objetivo de promover a convivência comunitária.


LOCAL E CONTEXTO – Localizado na cidade de Raipur, Índia, com calor intenso e seco, e temperaturas de verão atingindo de 42 a 45 graus Celsius, o clube está situado em um empreendimento de 17 hectares planejado por nós. Localizado na entrada de um lote triangular, o Gulmohar desfruta de acesso conveniente tanto para residentes quanto para visitantes. A forma única do local inspirou uma planta onde dois retângulos se encontram em um ângulo reto, culminando em um círculo. O cruzamento abriga uma biblioteca, enquanto a porção circular acomoda o restaurante, spa e piscina. Cada espaço se abre para jardins ou pátios cuidadosamente projetados os quais permitem que luz e ventilação permeiem os interiores.




RESPOSTA ARQUITETÔNICA SENSÍVEL AO CLIMA – Integramos a arquitetura com uma vegetação exuberante, esfumaçando as fronteiras entre o interior e o exterior. O clube mantém uma forma horizontal e aterrada com telhados amplos de terracota que se misturam perfeitamente com a paisagem. Apesar de seu tamanho de 5100 metros quadrados, a estrutura de um andar complementa o contexto residencial de baixa altura.




O telhado principal inclinado revestido com telhas de argila se projeta para fora, protegendo o edifício do forte sol de verão de Raipur. Um corredor coberto vai da entrada até o restaurante, com o telhado suspenso por suportes de aço para evitar pilares, permitindo vistas ininterruptas do jardim. Materiais naturais dominam a paleta: granito Sadharhalli de empilhamento seco, pedra Kota nas calçadas, piso de terrazzo cinza polido e tetos de cimento polido. Essas superfícies táteis criam uma experiência material em camadas. Um acabamento de óxido vermelho marcante em pilares-chave adiciona um elemento de design ousado na entrada e na piscina.



Funcionalmente, o clube acomoda salões de banquete e quartos para estadias curtas, um teatro, quadras de squash e badminton, uma biblioteca, café, sala de jogos, restaurante, piscina, spa, sala de ioga e academia. Cada área é projetada para se abrir para a natureza. A biblioteca e o café fazem fronteira com corpos d’água serenos e suas árvores, enquanto o restaurante circular e o spa têm vista para elementos aquáticos tropicais emoldurados por pérgulas cobertas de plantas.


INTERIOR – Arquitetonicamente, o volume é definido por elementos lineares, ortogonais e horizontais. Para equilibrar isso, introduzimos características internas fluidas—linhas curvas nos móveis, telas feitas com ripas de madeira e uma paleta de cores suaves e terrosas de verdes, ocres, azuis e ferrugem, ecoando os arredores naturais.


CONCLUSÃO – Baseando-se no vocabulário de design de nosso trabalho residencial tropical, estendemos esses princípios a um espaço público. A integração entre arquitetura, interiores, paisagem e até mesmo a sinalização reflete a abordagem de design holística e coesa desse projeto.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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