Arquitetura
Apartamento Módulo Habitat / MEII ESTUDIO

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- Área:
200 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. A exploração espacial nos deixou um legado além da ciência: a capacidade de otimizar ao máximo os espaços habitáveis. Os “módulos habitat” formam uma parte integral das naves espaciais, funcionando como unidades autônomas e compactas que concentram em seu interior todas as necessidades básicas para a vida no espaço.

Nesta ocasião, Módulo Habitat aterrissa em frente ao porto de Cartagena, Espanha, sobre uma construção situada no alto da Muralha do Mar, colonizando-a e dotando-a dos serviços necessários para transformá-la em um lar confortável e funcional.

A dualidade entre o núcleo central (compacto e técnico) e seu entorno imediato se reflete na escolha de sistemas e acabamentos: enquanto o módulo recorre a soluções construtivas inovadoras, o espaço circundante se configura como uma paisagem quente e terrestre, definida por texturas naturais e geometrias orgânicas.

Módulo Habitat se materializa como um núcleo compacto que agrupa os serviços essenciais: cozinha, banheiros, depósito, instalações e climatização. Inspirado no design modular espacial, este projeto permite liberar superfície útil e facilita uma distribuição interior mais flexível e fluida.

A concentração de todas as instalações em um único volume não só otimiza o espaço, mas também reduz custos de execução e simplifica a manutenção. Ao agrupar redes de encanamento, saneamento, eletricidade e climatização em um corpo acessível e ordenado, melhora-se a eficiência técnica e a clareza do sistema construtivo.

O módulo é construído com uma estrutura metálica pré-fabricada e painéis de policarbonato multicamadas que isolam do exterior e deixam visíveis as instalações. Sua envoltória brilhante e translúcida reflete o entorno e reforça o caráter tecnológico. Os acessos ao núcleo são sinalizados por meio de telas de LED que ativam a fachada como uma interface legível e ativa.

Internamente, os ambientes são organizados através de uma cuidadosa estratégia cromática que define seu caráter. Alguns são resolvidos em uma única tonalidade viva, aplicada em superfícies limpas, gerando uma identidade visual clara. Outros recorrem a transições de cor em degrade, criando ambientes dinâmicos que intensificam a percepção espacial.

O caráter futurista do módulo contrasta com o entorno imediato, concebido como um espaço quente e natural. Pisos arenosos e paredes rugosas, sem linhas retas ou brancos puros, conformam uma paisagem orgânica e acolhedora.

Concebido para uma família internacional de espírito nômade e aventureiro, o projeto se articula como um espaço flexível e permeável, capaz de acolher tanto a vida cotidiana quanto encontros sociais e eventos diversos.

Além de seus habitantes, o lugar se enche de vida com a presença de artistas e designers da Região de Murcia, cujas intervenções não só enriquecem o espaço do ponto de vista visual e material, mas o conectam culturalmente com seu entorno. Marcas como DelAmorYlaBelleza, Sancal, PottProject, Catalina Catarsis, SomosFino, martasanchez ia, Omar Miranda ou Gonzalo M.Moreno contribuem para construir um ambiente singular, com uma identidade autêntica e profundamente enraizada em seu contexto local.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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