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Conheça dez tecnologias próximas de virar realidade que podem transformar a sociedade

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Promessas ainda elusivas como a fusão nuclear e a inteligência artificial geral dão lugar, em um relatório do Fórum Econômico Mundial, a tecnologias promissoras que podem, em três a cinco anos, causar um impacto positivo na sociedade.

A edição de 2025 do “Top 10 Emerging Technologies”, divulgado pela organização em colaboração com a editora Frontiers, apresenta inovações que estão no ponto de encontro entre progresso científico, aplicações práticas e oportunidades de mercado.

Entre as novidades, o estudo destaca avanços nos reatores nucleares, o surgimento das marcas-d’água para conteúdos gerados por IA e soluções para produção de fertilizantes com menos emissões de CO2.

Segundo o relatório, as inovações refletem quatro tendências: confiança e segurança, sustentabilidade na indústria, saúde humana e convergência entre energia e materiais.

“A pesquisa fornece aos principais líderes globais uma visão clara de quais tecnologias estão se aproximando da prontidão, como elas podem resolver os problemas urgentes do mundo e o que é necessário para escalá-las de forma responsável”, disse em comunicado Jeremy Jurgens, diretor-executivo do Fórum Econômico Mundial.

A lista foi obtida através de um processo envolvendo mais de 300 especialistas do mundo todo dos Conselhos do Futuro Global do Fórum Econômico Mundial, da University and Research Network, da rede editorial da Frontiers e dos copresidentes Mariette DiChristina e Bernard Meyerson.
Conheça as dez tecnologias que poderão, em breve, transformar o mundo.

1. COMPÓSITOS ESTRUTURAIS DE BATERIA (SBCS)

A tecnologia combina o armazenamento de energia com componentes estruturais de um veículo ou edifício, como painéis de carros elétricos e peças de aeronaves. Enquanto as baterias convencionais de íons de lítio ficam dentro de um compartimento que não oferece nenhuma função estrutural, os SBCs se valem das duas funções ao mesmo tempo.

Essas partes podem ser compostas por fibras de carbono, resina epóxi ou outros materiais leves e de alta resistência. O resultado, no caso dos carros, são modelos mais leves, eficientes e com melhor desempenho, contribuindo também para a redução de emissões. A Airbus já testa o uso de SBCs em aviões.

Além de cortar custos de fabricação e reduzir a necessidade de materiais, os SBCs podem beneficiar a reutilização e a reciclagem. No entanto, a alta densidade de energia, a durabilidade a longo prazo e a falta de marcos regulatórios ainda são desafios.

2. SISTEMAS DE ENERGIA OSMÓTICA

Aproveitando a diferença de concentração de sal entre duas fontes de água separadas por uma membrana, esses sistemas podem gerar eletricidade limpa, constante e de baixo impacto, uma vantagem em relação às fontes solar e eólica.

Se concretizada, essa tecnologia tem o potencial de gerar cerca de 20% das necessidades globais de eletricidade, ou seja, 5.177 terawatts-hora anualmente. Além da geração de energia, pode ser integrada ao tratamento de água e na recuperação de lítio, nitrogênio e CO2.

O desenvolvimento da tecnologia, idealizada em 1975, empacou em um primeiro momento devido ao desempenho de membranas que separavam as duas fontes de água. Avanços recentes nesse aspecto permitiram testes maiores em laboratórios e projetos comerciais. Os desafios restantes são de natureza técnica e econômica.

3. TECNOLOGIAS NUCLEARES AVANÇADAS

Em um cenário de crescente demanda energética e busca por descarbonização, surgem usinas nucleares novas e menores, como os pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês), e sistemas de resfriamento alternativos.

Os novos reatores prometem energia limpa, mais segura e de menor custo. Reatores modulares e construídos em fábricas para serem transportados para outras localidades podem atender comunidades remotas e apoiar a estabilidade da rede elétrica.

A longo prazo, a meta é alcançar a fusão nuclear, prometendo uma fonte de energia limpa quase ilimitada em uma ou duas décadas, segundo o relatório. Para aumentar a abrangência da energia nuclear avançada, há desafios como os altos custos iniciais, o acesso às matérias-primas, a escassez de talentos em engenharia nuclear e a necessidade de reconstruir a confiança pública.

4. TERAPIAS BASEADAS EM ORGANISMOS VIVOS GENETICAMENTE PROJETADOS

A inovação utiliza microrganismos (bactérias, células, fungos) geneticamente projetados para produzir substâncias terapêuticas, como medicamentos ou hormônios, diretamente dentro do corpo.

O benefício principal é a redução drástica dos custos de produção (até 70%) e a entrega sustentada e eficaz de tratamentos, especialmente para condições crônicas. Empresas como a americana Chariot Bioscience e a finlandesa Aurealis Therapeutics já estão desenvolvendo essa técnica.

Os principais desafios são segurança, para evitar transferências genéticas indesejadas e respostas imunes, e a elaboração de marcos regulatórios para que autoridades de saúde possam avaliar a eficácia da tecnologia.

5. GLP-1 PARA DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS

Conhecidos pelo uso no controle de diabetes tipo 2 e obesidade, os agonistas do receptor de GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, agora demonstram potencial no tratamento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Estudos iniciais sugerem que esses medicamentos possuem propriedades neuroprotetoras, como efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, que podem retardar a progressão da doença.

Com mais de 55 milhões de pessoas vivendo com demência globalmente, essa aplicação pode ter um grande impacto econômico e social, reduzindo os custos de cuidado e melhorando a qualidade de vida. A necessidade de ensaios clínicos rigorosos e o alto custo inicial dos medicamentos são os desafios a serem superados.

6. MONITORAMENTO BIOQUÍMICO AUTÔNOMO

Sensores inteligentes que monitoram ininterruptamente parâmetros bioquímicos, como marcadores de doenças ou mudanças químicas no solo ou na água, mas sem a necessidade de intervenção humana.

O exemplo mais bem-sucedido até agora são os sensores vestíveis de glicose conectados a smartphones. Empresas como Abbott Laboratories, Roche e DuPont investem em projetos envolvendo essa tecnologia.

Embora promissor para saúde humana, segurança alimentar e monitoramento ambiental, o monitoramento autônomo ainda enfrenta desafios como a vida útil curta dos sensores, enquanto projetos com biossensores geneticamente modificados ainda enfrentam questões éticas e regulatórias.

7. FIXAÇÃO DE NITROGÊNIO VERDE

A produção de fertilizantes, crucial para a agricultura, é hoje um processo intensivo em carbono que consome 2% da energia global. A fixação de nitrogênio verde oferece novas maneiras de produzir amônia, o principal componente dos fertilizantes, usando energia limpa.

Empresas já estabelecidas e startups têm estudado essa tecnologia, como a australiana Jupiter Ionics e a americana Ammobia. O modelo permitirá uma produção descentralizada, reduzindo custos de transporte e armazenamento.

O uso de energia limpa para produzir amônia se provou viável e está ganhando escala ao redor do mundo. Já a viabilidade comercial de alternativas químicas e biológicas para a fixação do nitrogênio ainda está em aberto.

8. NANOENZIMAS

São materiais sintéticos em nanoescala (da ordem dos bilionésimos do metro) que imitam a função das enzimas naturais, mas são mais estáveis, baratos e fáceis de produzir.

A maior robustez expande as possibilidades, com usos previstos na biomedicina, indústria e meio ambiente. Na saúde, mostram potencial para entrega direcionada de medicamentos no tratamento do câncer e para mitigar o estresse oxidativo em doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. O mercado global de nanoenzimas deve crescer a uma taxa média de 27% nos próximos anos, valendo US$ 57,95 bilhões até 2034, segundo projeções.

9. MONITORAMENTO COLABORATIVO

A ideia parte da ampla presença de sensores em lugares como casas, carros e escritórios para criar uma rede interconectada capaz de trocar informações em tempo real.

O relatório cita vantagens no monitoramento climático e na mobilidade urbana. Por exemplo, semáforos conectados podem se ajustar automaticamente com base no trânsito observado por câmeras inteligentes.

A chave para alavancar essas redes são os algoritmos multimodais, capazes de processar diversas categorias de dados coletados pelos sensores. Os principais desafios estão relacionados à infraestrutura de conectividade e à segurança dos dados.

10. MARCA-D’ÁGUA EM CONTEÚDO GERADO POR IA

O aumento da presença de textos, imagens e vídeos gerados por inteligência artificial generativa na internet fez surgir soluções para ajudar a verificar a autenticidade e a procedência de conteúdo desse tipo.

As marcas-d’água invisíveis, como o SynthID do Google, podem, no caso da produção textual, incluir palavras específicas e imperceptíveis ao longo do texto para criar uma espécie de digital, enquanto nos vídeos é possível inserir mudanças imperceptíveis nos pixels que sobrevivem às edições.

A Meta também trabalha em um sistema parecido chamado VideoSeal, para conteúdo gerado no Facebook, Instagram e Threads. Apesar dos avanços recentes, ainda há desafios como adulterações, falsos positivos e a falta de padrões universais.



Fontes: Notícias ao Minuto

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Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?

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O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.

Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.

Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.

A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.

É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.

A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.

Leia Também: Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano



Fontes: Notícias ao Minuto

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Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026

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Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.

Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.

Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.

“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”

Lucros recordes impulsionados pelo iPhone

A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.

Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.

“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.

Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.

A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.

Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.

Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.

Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.

Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.

Leia Também: Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam



Fontes: Notícias ao Minuto

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Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam

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Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.

Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.



Fontes: Notícias ao Minuto

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