Tecnologia
Brasileiros enviam 140 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT, diz OpenAI
(FOLHAPRESS) – O Brasil está entre os três países que mais usam o ChatGPT no mundo, com cerca de 140 milhões de mensagens enviadas por dia à ferramenta de inteligência artificial generativa lançada em 2022.
O primeiro estudo da OpenAI sobre o perfil do usuário brasileiro, divulgado nesta terça-feira (12), também mostra que desse número (cerca de 5,6% do total diário no mundo) 20% são comandos sobre comunicação escrita, 15% para aprendizado e 6% para programação.
A empresa não divulgou o número exato de usuários brasileiros da plataforma, hoje acessada por 700 milhões no mundo todo -taxa de adoção maior do que da internet ou de computadores pessoais.
Intitulado “Desbloqueando Oportunidades Econômicas para o Brasil”, o relatório afirma que a adoção do ChatGPT é responsável por uma revolução na produtividade do país, citando como exemplos o uso por estudantes, empreendedores e pequenas e médias empresas.
“A IA representa uma oportunidade para o Brasil manter o crescimento a longo prazo, acelerar sua transição para uma economia digital e alcançar a inclusão social e econômica plena”, afirma. A empresa, contudo, não divulgou dados que comprovem o aumento da produtividade na economia.
Entre os principais temas, a OpenAI afirma que o uso para escrita e comunicação permite que profissionais redijam emails, textos de marketing e documentos em minutos em vez de horas. No Brasil, de acordo com o relatório, há um uso mais frequente dessa funcionalidade do que no resto do mundo.
Além dos três usos principais do ChatGPT no país, aparecem também na sequência ideação criativa (5%) e tradução (2%).
O estudo da OpenAI cita também um relatório da Microsoft, um de seus principais financiadores, que mostrou que 75% das micro, pequenas e médias empresas brasileiras afirmaram estar otimistas em relação ao impacto da inteligência artificial.
O Brasil também está entre os cinco países com maior uso da API (interface de programação) do ChatGPT para a criação de programas personalizados.
O relatório cita, por exemplo, a varejista Bemol, segunda maior usuária corporativa da OpenAI no país, e a empresa agrícola Solinftec, que conseguiu obter aumentos na produtividade por hectare usando tecnologia da empresa.
Ainda há, no entanto, uma barreira geracional. 60% dos usuários no país têm até 34 anos, com 27% tendo entre 18 e 24 anos e 33% entre 25 e 34 anos. São Paulo é o estado com maior proporção de usuários, enquanto Tocantins foi o que mais cresceu nos últimos 90 dias. Os dados absolutos não foram divulgados.
“O uso do ChatGPT pelos brasileiros já é amplo e impactante, mesmo nesta fase inicial. As evidências iniciais sugerem que a IA está complementando os trabalhadores em muitos casos, atuando como um multiplicador de força para o capital humano e acelerando a inovação. O desafio agora é escalar esses ganhos de forma equitativa e garantir que os benefícios cheguem a todos, não apenas aos que adotaram a tecnologia mais cedo”, afirma a empresa, hoje avaliada em US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão).
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Tecnologia
Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026
Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.
Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.
Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.
“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”
Lucros recordes impulsionados pelo iPhone
A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.
Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.
“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.
Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.
A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.
Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.
Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.
Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.
Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.
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Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam
Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.
Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.
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