Tecnologia
95% dos projetos de IA não geram retorno às empresas, diz estudo
MAURÍCIO MEIRELES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um novo estudo do MIT (Massachussetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, acendeu um alerta no mercado de tecnologia americano: segundo o relatório, 95% das empresas não receberam retorno financeiro algum de seus investimentos em inteligência artificial generativa entre janeiro e junho deste ano. Além disso, o levantamento mostra que, ainda que a adoção da IA seja ampla, essa tecnologia em geral não trouxe grandes mudanças estruturais nos negócios.
O relatório, intitulado “The GenAI Divide: State of AI in Business 2025”, foi desenvolvido a partir de 150 entrevistas com executivos, 350 com funcionários das empresas e análise de 300 iniciativas de IA nas empresas. Os pesquisadores apontam um abismo nos resultados desses projetos, com só 5% das empresas vendo retorno financeiro -segundo eles, essa tecnologia só tem sido realmente disruptiva nos mercados de mídia e tecnologia.
O estudo assustou o mercado financeiro americano, reforçando receios de que IA não vá render um retorno à altura do entusiasmo dos investidores com a novidade tecnológica. Para piorar, o CEO da OpenAI, Sam Altman, disse no fim de semana, em um jantar com jornalistas, que a inteligência artificial pode ser uma bolha e que acha provável que “alguns investidores percam muito dinheiro”.
Nesta terça-feira (20), por exemplo, as ações da empresa de chips Nvidia caíram 3,5% e as da Palantir, 9,4%.
O relatório do MIT estima que as empresas investiram entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões em IA de janeiro a junho deste ano, mas diz que a maior parte dos projetos morre ainda na fase experimental. O motivo, segundo o estudo, seria não a qualidade da tecnologia ou questões regulatórias, mas um problema de aprendizado, tanto dos modelos em si quanto das empresas, além da dificuldade de integrar as ferramentas ao fluxos de trabalho.
O cenário é pior quando as empresas resolvem desenvolver as ferramentas dentro de casa. Nesses casos, só uma em cada três iniciativas dá certo. Quando se compram ferramentas de fornecedores externos, as iniciativas costumam dar certo mais do que o dobro das vezes, percentualmente.
A pesquisa também mostra que os investimentos estão mal alocados, sugerindo um erro de estratégia. Mais da metade dos recursos para IA generativa vai para vendas e marketing, atividades visíveis aos clientes. O problema é que o retorno é maior em áreas internas, como compras, jurídico e análise de risco.
Mas, mesmo entre as poucas empresas que conseguem retorno de seus investimentos em IA, os ganhos vêm principalmente da redução de custos com fornecedores. A economia com a terceirização, por exemplo, vai de US$ 2 milhões a US$ 10 milhões entre as empresas entrevistadas, e os custos com agências criativas e de conteúdo caíram 30%. Com análise de risco, a economia foi de US$ 1 milhão.
Os autores do estudo apontam que esses dados sugerem que a ideia de que a IA vá gerar demissões em massa nos próximos anos é um mito. Segundo eles, a tecnologia ajuda a cortar esses gastos externos, como terceirizações, consultorias e contratação de agências.
A pesquisa mostra que a maior parte das demissões tem se dado em funções que não essenciais e que já eram terceirizadas, como atendimento ao cliente e processos administrativos -nessas áreas, executivos relataram cortes de 5% a 20% da força de trabalho prévia.
Nos setores de mídia e tecnologia, contudo, a previsão de impacto é maior: 80% dos executivos entrevistados preveem reduzir contratações nos próximos dois anos.
O estudo termina com uma recomendação: quem quiser sair do prejuízo vai ter que ir além das ferramentas de IA que exigem comandos humanos, os chamados “prompts”. É preciso ir além até da IA com agência, que funciona com menos intervenção humana, e criar uma “rede de agentes” capazes de executar tarefas e aprender -segundo os pesquisadores, é essa a próxima fronteira.
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Tecnologia
SpaceX propõe lançar até um milhão de data centers em órbita da Terra
A SpaceX apresentou uma proposta à Comissão Federal de Comunicações dos EUA na qual afirma ter planos para colocar em órbita uma “constelação” de até um milhão de data centers.
No documento, a empresa controlada por Elon Musk informa que esses data centers seriam alimentados por energia solar e teriam capacidade de se comunicar entre si por meio de lasers.
Segundo o site The Verge, é improvável que a Comissão Federal de Comunicações aprove um projeto dessa dimensão, e a versão final autorizada, caso avance, deve prever um número bem menor de unidades.
Apesar disso, a SpaceX afirma na proposta que “data centers orbitais são a forma mais eficiente de atender à crescente demanda por poder de computação voltado à Inteligência Artificial”.
Não é a primeira vez que Musk manifesta interesse em levar data centers ao espaço com o objetivo de acelerar o desenvolvimento da IA. A possibilidade de uma eventual integração entre a SpaceX e a xAI também reforça essa estratégia.
Em paralelo, Musk anunciou em uma publicação na rede social X que o primeiro teste da nova geração do foguete Starship deve ocorrer em algum momento do mês de março.
Tecnologia
Instagram vai permitir sair da lista de “amigos próximos” de outra pessoa
Se você já se encontrou, sem entender muito bem o motivo, na lista de “amigos próximos” de alguém no Instagram e teve vontade de sair dela, a boa notícia é que a plataforma está trabalhando justamente nessa possibilidade.
A Meta confirmou ao site TechCrunch que está desenvolvendo um novo recurso que permitirá ao usuário deixar a lista de “amigos próximos” de outra pessoa. Vale lembrar que, embora a ferramenta exista desde 2018, esta será a primeira vez que quem foi incluído poderá decidir se quer ou não continuar na lista.
Segundo a Meta, a funcionalidade ainda está em estágio inicial de desenvolvimento e, por enquanto, não está sendo testada, o que indica que a liberação para todos os usuários ainda deve levar algum tempo.
A confirmação veio depois de o engenheiro Alessandro Paluzzi compartilhar em seu perfil no Instagram imagens que mostram como o recurso deve funcionar.
Pelas telas divulgadas, será possível sair da lista de “amigos próximos” de outra pessoa com um simples comando. O aviso informa ainda que a única forma de voltar a fazer parte da lista será se o dono do perfil decidir adicionar o usuário novamente.
#Instagram is working on a feature that lets users remove themselves from another user’s Close Friends list pic.twitter.com/ftgDSfxE7p
— Alessandro Paluzzi (@alex193a) January 29, 2026
Qualquer pessoa pode criar uma lista de “amigos próximos”?
Sim. Todos os usuários do Instagram podem criar sua própria lista de “amigos próximos” para compartilhar publicações, Stories ou vídeos mais pessoais e restritos a um grupo selecionado.
Para montar a sua lista de “amigos próximos”, siga o passo a passo:
Abra o aplicativo do Instagram
Toque na sua foto de perfil, no canto inferior direito
Acesse o menu com três linhas horizontais, no canto superior direito
Entre em Configurações e atividade
Na seção Quem pode ver seus conteúdos, selecione Amigos próximos
Pesquise os perfis desejados e adicione-os à lista
Para remover alguém, basta retornar a essa área e desmarcar o nome do usuário
Detalhes sobre a lista de “amigos próximos” do Instagram
Muitos usuários ainda têm dúvidas sobre como funciona a lista de “amigos próximos”. Para facilitar o uso da ferramenta, a Meta esclarece alguns pontos importantes em sua página oficial.
Pessoas adicionadas ou removidas da lista não recebem qualquer notificação. Isso significa que a lista pode ser alterada a qualquer momento sem que amigos, familiares ou colegas de trabalho sejam avisados.
A escolha de quem faz parte da lista é exclusiva do dono do perfil. Não é possível solicitar inclusão na seleção de “amigos próximos”.
Quando alguém da lista comenta, compartilha ou reage a um Reel, os demais “amigos próximos” conseguem ver o nome do usuário e as interações realizadas.
Por outro lado, caso alguém faça uma captura de tela, o conhecido print screen, o Instagram não envia nenhum aviso sobre essa ação.
A lista de “amigos próximos” serve para restringir o acesso a determinadas publicações. No caso dos Stories, o funcionamento é semelhante ao das publicações comuns, com a diferença de que apenas os usuários selecionados conseguem visualizá-los.
Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Windows: Confira 5 dicas para tornar o seu computador mais rápido
Ninguém gosta de trabalhar em um computador com Windows lento, mas, infelizmente, a passagem do tempo faz com que o uso contínuo resulte em um desempenho cada vez pior. No entanto, isso não precisa ser necessariamente assim.
A boa notícia é que existem algumas medidas que você pode adotar para cuidar do seu computador e deixá-lo um pouco mais rápido. Para isso, vale assumir uma postura proativa e seguir determinadas práticas que ajudam a acelerar o funcionamento da sua máquina de trabalho.
O site TechTudo reuniu cinco dicas simples que podem ser colocadas em prática imediatamente para melhorar o desempenho do computador. Algumas delas, inclusive, podem ter efeito imediato logo ao iniciar o dispositivo.
Como melhorar o desempenho do computador:
- Desative os programas que iniciam junto com o Windows;
- Ative o modo “Melhor desempenho”;
- Reduza a quantidade de efeitos visuais do sistema;
- Libere espaço de armazenamento e exclua arquivos temporários;
- Verifique quais programas estão sendo executados em segundo plano.
Fontes: Notícias ao Minuto
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