Arquitetura
Colégio de Artes de Shenzhen / O-office Architects

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Sobreposição de Espaços como Resposta à Densidade
Luohu, como o polo leste do desenvolvimento urbano linear de Shenzhen, não priorizou, em seu planejamento e construção iniciais, a relação entre cidade e meio natural. Em vez disso, limitou-se a aplicar de forma simples e rígida um modelo de planejamento funcional e de transporte moderno. Os edifícios e espaços de vida urbana foram dispostos no território a partir das demandas de funcionalidade e eficiência, enquanto a natureza assumia apenas o papel de cenário para a cidade artificial. Nesse processo, as pessoas — independentemente de idade, identidade, gênero ou origem — e suas atividades foram reduzidas a meros objetos de um planejamento voltado à eficiência.



Essa lógica de governar sistematicamente a vida social em nome da racionalidade e da eficiência tem raízes no distanciamento da sociedade tradicional promovido pelo Iluminismo ocidental. O urbanismo e o planejamento arquitetônico passaram a tratar a construção das cidades como uma operação mecânica complexa, relegando natureza e tradição à condição de obstáculos à modernização — a serem eliminados. Assim, comunidades e ruas perderam sua dimensão humana, tornando-se frias e sem vitalidade. Tal como nas cidades, também os campi escolares, construídos nesse contexto de rápido crescimento socioeconômico, foram se distanciando do espírito do lugar e da relevância espacial, transformando-se em partes do sistema social maquínico.



Nos projetos do O-OFFICE para a Escola Primária Experimental de Hongling e para o novo Centro de Artes e Esportes da Escola de Ensino Médio de Hongling, ambos localizados na recém-desenvolvida região de Futian, buscou-se incorporar uma perspectiva de geografia humana, promovendo uma reflexão crítica ao paradigma espacial de Shenzhen, centrado na eficiência. Os dois campi, em certa medida, reativam a paisagem tradicional do Delta do Rio das Pérolas — marcada pela integração entre pessoas, território, paisagem e arquitetura — e, assim, revitalizam o campus como espaço de formação do espírito humano. Já no antigo distrito de Luohu, o crescimento urbano acelerado e padronizado deu lugar, após décadas de evolução, a ruas e comunidades mais estáveis. A vegetação, que se consolidou ao longo dos anos, contribuiu para tornar a escala local mais atrativa e habitável do que em áreas de expansão recente. Isso levou os arquitetos a defender que o novo campus deveria respeitar e dialogar com esse contexto no nível da rua.



O terreno disponível para o campus é extremamente limitado, com uma taxa de ocupação de 3,0. O plano obrigatório de implantação só permitia a inclusão de uma pista circular de corrida com menos de 200 metros, gerando forte déficit de espaço para salas de aula e alojamento de um colégio de 24 turmas. Para enfrentar essa alta densidade, os arquitetos converteram a tradicional justaposição horizontal de salas e áreas esportivas em uma disposição vertical. A área de esportes — com pista circular de quase 300 metros, reta de 115 metros e campo de grama natural — foi suspensa sobre os edifícios de ensino de cinco andares, criando uma vasta área sombreada para todo o campus.



Essa solução ecoa geograficamente o potencial de futuras extensões do verde público urbano em direção ao campus, impulsionadas pelo Weiling Park, localizado ao norte. As áreas de ensino e alojamento se integram ao tecido urbano existente, formando um agradável sistema tridimensional de pátios em torno de um jardim rebaixado longitudinal. O campo esportivo suspenso funciona como uma grande aba protetora que cobre todo o campus, protegendo-o do sol intenso e reduzindo significativamente o consumo de energia durante os longos verões de Shenzhen.

Um Templo Verde para a Cidade Genérica
Para o O-OFFICE, os campi urbanos não devem se limitar a responder tecnicamente a necessidades funcionais: devem constituir importantes nós espaciais públicos da cidade, funcionando como marcos urbanos e até mesmo monumentos. Entre Luohu e Longgang, ainda existem grandes extensões de colinas e áreas verdes que formam um sistema ecológico essencial para a metrópole. Esse contexto geomorfológico inspirou a concepção espacial memorial do novo campus, que foi tratado como extensão urbana desse sistema orgânico. Essa base urbanística sustentou a ideia de um campus tridimensional, entendido como um “templo verde” no coração do antigo distrito de Luohu. O termo “templo” simboliza a dimensão espiritual e pública do campus. Em cidades obcecadas pela eficiência, como Shenzhen, os espaços tradicionais de espiritualidade foram quase todos eliminados. Assim, espera-se que edifícios públicos como campi possam tornar-se pontos de regeneração do espírito e da vida pública comunitária, permitindo que a cidade contemporânea volte a ter dimensões espirituais, assim como ocorria nas sociedades tradicionais.



A realização desse “templo urbano” depende da construção de uma morfologia espacial clara, que se articula por meio do sistema estrutural. O campus organiza-se verticalmente em três níveis. A base rebaixada concentra os equipamentos públicos em torno de um jardim no nível -1 e a garagem no nível -2. No meio, distribuem-se três pavimentos de salas de aula e áreas residenciais. No topo, abre-se o campo esportivo suspenso. Entre esses três níveis, há espaços elevados que se conectam ao jardim, adaptam-se ao clima subtropical e permitem a circulação livre dos usuários. Cada nível possui sua própria lógica estrutural: algumas estruturas se conectam de forma contínua, enquanto nas áreas abertas ocorrem transformações estruturais que garantem independência.



Essa continuidade estrutural, ora oculta pelos usos funcionais, ora exposta nos espaços abertos, transforma os elementos construtivos em marcos visuais tanto para o interior quanto para o exterior do campus. A unidade vertical, combinada às variações de altura dos pátios e à hierarquia espacial entre interior e exterior, gera uma experiência arquitetônica simultaneamente coesa e diversificada.



No interior, colunas delgadas em “V” surgem do pátio rebaixado e se misturam à vegetação. O campo esportivo aéreo é sustentado por uma treliça espacial apoiada em colunas de aço em “V”, que criam uma passarela suspensa sobre a cidade. O campus se revela em camadas e percursos sinuosos, enquanto sua silhueta externa apresenta ritmos ascendentes e beirais projetados. Ele se estabelece, ao mesmo tempo, como monumento à memória do espaço e do tempo da cidade e como lugar de vida cotidiana para sua comunidade urbana.

Arquitetura
Centro de Visitantes Volcano-In / PLAT ASIA

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- Área:
3532 m²
Ano:
2025
Fabricantes: LifeSmart

Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto está implantado no interior de um vulcão extinto em forma de “C”, que entrou em erupção há aproximadamente 150.000 anos, durante o Período Pleistoceno da Época Quaternária. Trata-se de um dos 108 vulcões da Área de Estepes e Vulcões de Baiyinkulun. A região é rica em recursos naturais e apresenta uma paisagem selvagem composta por montanhas, vulcões, zonas úmidas, florestas, campos, lagos, estepes, terras arenosas e campos de neve, que, em conjunto, favorecem uma biodiversidade abundante e contextos culturais diversos.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Vizinha de Kortney Kardashian e Kevin Costner, mansão na Califórnia é vendida por mais de R$ 200 milhões
Vizinha aos imóveis de personalidades como Kevin Costner e Kourtney Kardashian, uma mansão à beira-mar em Santa Barbara, na Califórnia, nos Estados Unidos, foi vendida por 47 milhões de dólares (R$ 247 milhões, em valores convertidos na cotação atual). A casa está localizada na rua Carpenteria, onde também moram Ashton Kutcher e Mila Kunis.
Arquitetura
Casa no Limite da Planície / Skupaj Arhitekti

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- Área:
120 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Donar, Flos, Ligne Roset, Rex Kralj, TON

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situada no limite da planície de Murska Sobota, esta casa unifamiliar é concebida como um pavilhão na paisagem, onde a vida cotidiana se desenrola entre o interior e o jardim. Em vez de se impor ao entorno, a casa se abre para ele.

Fonte: Archdaily
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