Arquitetura
Casa em Panshet / Opolis architects

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- Área:
1005 m²
Ano:
2018
Descrição enviada pela equipe de projeto. Este projeto, concebido para um casal na faixa dos 50 anos, está localizado em Panshet, na periferia de Pune, Índia, e se abre para as paisagens dos lagos de Panshet e Varasgaon. Implantada em um terreno acidentado, a residência é acessada pela parte superior do lote, revelando-se gradualmente em direção às vistas ao fundo. A casa desenvolve-se predominantemente em um único nível, preservando praticidade e fluidez, enquanto um quarto de hóspedes foi discretamente acomodado sob a varanda da sala de estar.

A residência se acomoda nas encostas do terreno, articulando com naturalidade as diferenças de nível — cerca de 5 metros no eixo oeste-leste e quase 20 metros no sentido sul-norte. A garagem, discretamente integrada à topografia, é coberta por um telhado verde plano que se funde ao plantio da colina, recoberto por gramíneas nativas. Esse gesto transforma a cobertura no ponto de entrada da casa, marcada por uma laje com aberturas circulares que permitem a passagem da luz natural, criando um espaço de chegada ao mesmo tempo funcional e poético.

Uma árvore existente foi cuidadosamente preservada no pátio de entrada, marcando de forma natural o acesso principal. Os espaços sociais — sala de estar, sala de jantar e cozinha — foram concebidos como ambientes distintos, cada um com identidade própria, mas organizados em torno de um pátio central com piscina de borda infinita, que atua como coração da casa. A suíte master se abre para uma varanda privativa e incorpora um estúdio para a esposa artista, oferecendo um refúgio criativo dentro desta residência de férias. O espaço de jantar assume a forma de um pavilhão em madeira, banhado por luz difusa filtrada por janelas moduladas. Terraços paisagísticos e pátios de luz complementam a implantação, reforçando a integração entre os volumes construídos e a topografia.


Materiais – A casa utiliza uma paleta de pedras naturais juntamente com superfícies rebocadas. Uma parede de laterita vermelha é a característica constante ao longo dos pátios de luz à medida que é usada na garagem e em todos os quartos, servindo como um fundo. A casa é assentada em uma base de alvenaria de basalto preto, sobre a qual o telhado projeta sombras profundas nas superfícies rebocadas. O arenito branco em texturas variadas é utilizado como piso em toda a casa e integra o interior e o exterior através do acabamento em pedra.

A cobertura de telhas de Mangalore, combinada ao acabamento interno em madeira, junto às portas e janelas também em madeira, dialoga harmoniosamente com o piso de pedra off-white, criando uma experiência contínua em todo o projeto. As calhas de cobre são aplicadas apenas onde realmente necessárias, acompanhadas por um sistema de queda também em cobre, que enriquece a vivência do espaço durante as chuvas. A estrutura metálica do telhado foi cuidadosamente articulada para acomodar as particularidades da forma e do desenho da cobertura.


Características Especiais – A casa estabelece um microclima próprio por meio de pátios de luz, que garantem ventilação natural eficiente em todos os ambientes. O deck elevado, com juntas abertas, promove a continuidade entre espaços internos e externos, ao mesmo tempo em que dispensa o uso de uma base convencional — solução especialmente eficaz em uma região de chuvas intensas. Cada quarto foi projetado para desfrutar de vistas privilegiadas para lagos e represas, enquanto a implantação da residência segue uma orientação clara em relação à paisagem. Nesse contexto, a piscina infinita e o deck que a circunda configuram o ponto focal, em torno do qual todas as atividades se organizam.



Um sistema solar supre integralmente as demandas energéticas da residência, que permanece totalmente desconectada da rede elétrica principal. A gestão da água é conduzida de forma sustentável: tanques coletam a chuva captada nos pátios, enquanto muros de contenção estrategicamente posicionados reduzem o escoamento superficial e favorecem a percolação no lençol freático. O telhado contínuo e modular, com amplos beirais, protege de maneira eficaz contra as chuvas intensas e oblíquas típicas da região, garantindo estanqueidade total à casa. A laje de concreto da garagem foi projetada de forma inteligente, integrando-se à encosta e fazendo com que o estacionamento seja ocultado na chegada. Já as janelas com venezianas — horizontais e verticais — asseguram ventilação cruzada e permitem controlar e modular a entrada de luz natural nos ambientes internos.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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