Arquitetura
Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates
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![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Mais Imagens](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc73/562a/2d00/0133/fa42/newsletter/image_100A-WA_TAR__10_.jpg?w=740&ssl=1)
- Área:
150 m²
Ano:
2024
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Imagem 7 de 25](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc75/562a/2d00/0133/fa45/medium_jpg/image_100A-WA_TAR__22_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
Descrição enviada pela equipe de projeto. Em Bongseong-ri, Jeju, onde o Monte Hallasan e os oreums se harmonizam, Watar repousa sobre a terra como um espaço de hospedagem que captura a beleza de Tamna (antigo nome de Jeju) por meio de uma sensibilidade refinada. Buscamos incorporar as paisagens clássicas de Jeju e os reflexos que delas nascem em uma atmosfera contemplativa, única deste lugar — uma ambientação que flui para sua própria sensibilidade e emoção. A beleza narrativa da terra aprofunda a arquitetura com um gradiente silencioso de sombras, deixando uma impressão marcada por uma graça calma e atemporal.
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Imagem 6 de 25](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc74/562a/2d00/0133/fa44/newsletter/image_100A-WA_TAR__13_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Fotografia de Exterior, Madeira, Concreto](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc77/562a/2d00/0133/fa4a/newsletter/image_100A-WA_TAR__43_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Imagem 9 de 25](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc76/562a/2d00/0133/fa47/newsletter/image_100A-WA_TAR__33_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
Chamamos este lugar de Watar para conter a vontade de perseguir a beleza, a origem da existência extraída da terra e a atitude de mover-se silenciosamente em direção a essa origem. Essa postura, inerente ao nome, se manifesta naturalmente na materialidade e na sensibilidade da arquitetura, incorporando uma posição enraizada na natureza, mas voltada para o interior — uma postura arquitetônica que mantém uma força introspectiva.
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Fotografia de Exterior, Madeira, Concreto](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc77/562a/2d00/0133/fa4b/medium_jpg/image_100A-WA_TAR__47_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
A forma e a materialidade do edifício conectam-se de maneira fluida com o modo de vida indígena de Jeju. Ao dissolver a fronteira entre interior e exterior, o jogo fenomenológico de luz e vento se instala discretamente na imaginação interna de quem ocupa o espaço. Isso desperta os sentidos dos visitantes, conduzindo-os a uma experiência de contemplação que ressoa com a paisagem ao redor. A singularidade do território e da paisagem confere à arquitetura uma identidade autônoma, tornando-se uma representação interna do espírito e da consciência estética. Abraçando a humildade e a graça do entorno, esta arquitetura revela sua beleza silenciosa não pelo acréscimo, mas pela subtração.
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Imagem 25 de 25](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc77/562a/2d00/0133/fa5f/newsletter/_____________.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
No extremo do espaço situa-se uma sala de banho, concebida no espírito de Mok-yok Jae-gye* (沐浴齋戒) — um ritual de purificação do corpo e da mente —, tornando-se um lugar para Seong-ui Jeong-sim* (誠意正心), onde o coração é refinado com sinceridade e integridade. Isso nasce da abordagem do proprietário em relação ao espaço: uma mentalidade cultivada de sinceridade e clareza moral que fundamentou a arquitetura e se estendeu à forma de receber os hóspedes, materializando-se na configuração espacial do ritual de purificação. Este banho, portanto, não é apenas um espaço de higiene, mas um lugar onde o ethos do proprietário se traduz em forma física — um espaço de cortesia, onde os visitantes podem restaurar-se a um estado de clareza e tranquilidade.
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Imagem 4 de 25](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc77/562a/2d00/0133/fa54/newsletter/image_100A-WA_TAR__79_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Imagem 21 de 25](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc77/562a/2d00/0133/fa55/newsletter/image_100A-WA_TAR__80_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
Por meio de seu relacionamento íntimo com a natureza, Watar provoca reflexões sobre a postura da existência. É um lugar para sintonizar as texturas da mente e dos sentidos além do cotidiano — uma resposta arquitetônica silenciosa que convida à reflexão, ao repouso e à atenção à essência do ser.
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Fotografia de Interiores, Dormitório, Madeira, Vidro](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc77/562a/2d00/0133/fa57/newsletter/image_100A-WA_TAR__83_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Fotografia de Interiores, Madeira](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc77/562a/2d00/0133/fa5d/newsletter/image_100A-WA_TAR__97_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
*Mok-yok Jae-gye (沐浴齋戒): ritual de purificação para lavar impurezas do corpo e da alma.
*Seong-ui Jeong-sim (誠意正心): postura de intenção sincera e clareza moral.
![Watarstay [Wa:Tar] / 100A associates - Imagem 8 de 25](https://i0.wp.com/images.adsttc.com/media/images/68ca/cc75/562a/2d00/0133/fa46/newsletter/image_100A-WA_TAR__28_.jpg?resize=640%2C427&ssl=1)
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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