Arquitetura
Casa Kivikhusen / STADSTUDIO | ArchDaily Brasil

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- Área:
3300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Ballingslöv, Hunton, Interni, Masonite Beams, Nordan, Organowood, PREFA, WISAPLYWOOD, YALE HOME

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado no pitoresco coração de Österlen, onde a paisagem cultural se encontra com o mar, está “Kivikhusen”. Este projeto apresenta uma comunidade de pequeno porte, cuidadosamente projetada, composta por 33 casas de madeira, jardins e espaços na rua interconectados que se ligam perfeitamente ao núcleo histórico da vila de Kivik. O ambiente construído é intricadamente entrelaçado com a vegetação próxima e se inspira no estilo tradicional de Skåne de pátios emoldurados. A disposição espacial dos volumes não apenas cria percursos convidativos para caminhadas e espaços de encontro comunitário, mas também molda o pomar comunitário de maçãs, que serve como um ponto central da área. As características topográficas da paisagem são acentuadas pela composição ordenada do ambiente construído e seu dinâmico telhado.


Kivikhusen surgiu como resultado de uma competição de alocação de terras realizada em 2018, impulsionada por uma visão de planejamento urbano convincente, onde os espaços compartilhados para residentes e visitantes desempenham um papel fundamental. O projeto se inspira na própria estrutura da vila, caracterizada por suas configurações espaciais íntimas, incluindo becos estreitos, jardins frontais, linhas de visão estratégicas e dimensões cuidadosamente consideradas. Era essencial preservar essas qualidades, que ressoam com os princípios de sustentabilidade social, enquanto as adaptava de maneira contemporânea, adequada para um novo local e era.

Em Kivikhusen, a rua principal atua como uma sequência de pátios convidativos, levando a pátios de entrada mais privados, discretamente limitados por cercas de madeira. Notavelmente, alguns dos pátios na parte posterior da casa fornecem acesso direto ao pomar comunitário de maçãs. Este layout promove uma atmosfera urbana, onde espaços privados e públicos coexistem em estreita proximidade, enriquecendo a experiência de cada um. Simultaneamente, a área mantém seu charme rural, oferecendo aos residentes acesso constante a uma vegetação exuberante, garantindo uma mistura harmoniosa de ambientes urbanos e naturais.


O empreendimento apresenta dois tipos distintos de residências, ambos podendo evocar a imagem de barcos prontos para serem lançados ao mar. Cada unidade é totalmente envolvida em painéis de madeira, complementada por um telhado de metal perfilado. Internamente, as casas são predominantemente construídas com dois materiais principais: madeira compensada não tratada e concreto bruto. As paredes e os tetos são totalmente revestidos em madeira, enquanto o isolamento de fibra de madeira traz ainda mais sustentabilidade ao projeto.

A Suécia possui uma rica tradição de casas de madeira, com inúmeras estruturas preservadas que datam da Idade Média. A madeira é reconhecida como um material natural sustentável e ambientalmente amigável, caracterizada por ser renovável e por suas emissões de dióxido de carbono significativamente mais baixas em comparação com outros materiais de construção. Além disso, a madeira promove um clima interno agradável, melhorando a experiência geral de habitação.


O projeto se inspira no ambiente da vila de Kivik, bem como nos princípios da construção de barcos. Os volumes internos espaçosos, sobrepostos a espaços externos relativamente compactos, são reminiscentes de casas-estúdio. As áreas internas e externas, cada uma pertencente distintamente à casa e ao jardim, se fundem perfeitamente, promovendo uma fluidez nos espaços de habitação. No pátio, encontra-se um pequeno estúdio, projetado para acomodar diversos usos, incluindo uma casa de hóspedes, estúdio criativo ou refúgio de escrita, entre outros. Essa integração cuidadosa de espaço e função exemplifica uma abordagem de vida que honra a tradição enquanto abraça as necessidades contemporâneas.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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