Tecnologia
Eleições e Inteligência Artificial: saiba como identificar fake news
Longe do tempo em que Inteligência Artificial (IA) era um conceito ambicioso, presente apenas em filmes de ficção científica, hoje em dia seu uso é amplo, aplicado até a tarefas cotidianas. E uma das formas mais populares e difundidas dessa tecnologia é a IA generativa. Ferramentas como ChatGPT, Gemini e outras são capazes de criar novos textos, imagens e até vídeos a partir de comandos do usuário, com base em dados previamente inseridos durante seu desenvolvimento. Com enorme potencial para se tornar uma aliada da produtividade e criatividade humana, a popularização da IA também traz preocupações.
Imagine o seguinte: você recebe um áudio encaminhado por um colega, em um aplicativo de mensagens, com uma fala inaceitável de um político local, supostamente gravada por alguém de seu gabinete. Você não pode confirmar a veracidade da gravação, mas a voz é idêntica, e a pessoa que encaminhou a mensagem é confiável. Você acreditaria na mensagem? Encaminharia para outras pessoas?
A situação citada poderia se tratar de deepfake, imagens e sons que imitam pessoas reais, mas criados por IA, sem qualquer envolvimento das pessoas representadas. Além de vídeos com músicas engraçadas e animais inusitados, ou montagens de pessoas abraçadas com suas celebridades favoritas, a IA pode ser utilizada para espalhar desinformação. Montagens e textos que antes demandavam muito tempo, esforço e recursos técnicos sofisticados, não acessíveis a qualquer um, agora podem ser feitos em poucos minutos com a ferramenta escolhida. Isso acaba facilitando a criação de conteúdo falso com propósitos lesivos.
Como identificar textos gerados por IA
Apesar de existirem ferramentas para detecção de textos escritos por máquina, muitas elaboradas com a própria IA, o fato é que elas podem não ser confiáveis e têm baixo índice de sucesso. Textos feitos por IA são por vezes difíceis de apontar, mas é possível desconfiar daqueles com informações incoerentes, ou que apresentem informações incorretas com muita confiança – as chamadas “alucinações”.
Esses textos costumam abusar dos clichês, ao mesmo tempo em que evitam o uso de metáforas e expressões de sentido figurado, ou as definem incorretamente. Desenvolvimento falho de ideias, generalizações constantes e conclusões imprecisas também são comuns.
Assim, um texto aparentemente bem escrito, sem erros de ortografia e gramática grosseiros, mas com muitos clichês, repetições e incoerências pode ser fruto de IA.
Como identificar imagens geradas por IA
O sinal mais óbvio de que uma imagem foi gerada por IA é normalmente encontrado nas mãos. Seis dedos e posições anormais não são raras, mas as ferramentas estão cada vez melhores em replicar mãos humanas com fidelidade, então é importante reconhecer outros sinais.
A textura da pele chama atenção, é excessivamente lisa, como se houvesse um filtro sobre a imagem. Além disso, um grande ponto fraco de imagens e vídeos gerados por IA são os textos, que quase sempre aparecem como caracteres ilegíveis e distorcidos. Logos de marcas também aparecem embaralhados.
Como identificar vídeos gerados por IA
Além das dicas dadas para identificação de imagens, é possível citar detalhes específicos dos vídeos. Sincronia dos lábios com as palavras sendo ditas, microexpressões faciais pouco naturais, objetos que desaparecem e reaparecem, ou ações que quebram as leis da física são os maiores fatores para reconhecimento de um vídeo sintético.
Muitos deles incluem imagens e narrações, ambas feitas com IA. As vozes da narração podem ser robóticas, os títulos sensacionalistas e o conteúdo usar linguagem alarmista sem citar fontes precisas.
É recomendável utilizar a busca reversa para imagens e frames de vídeos quando se duvida da veracidade dos fatos. Ao inserir a imagem em uma ferramenta de busca, serão mostrados outros sites em que ela foi publicada, se houver.
Esforços coletivos e individuais
A Justiça Eleitoral passou a disciplinar a utilização de IA em propagandas eleitorais com a Resolução nº 23.732/2024, proibindo deepfakes e tornando obrigatória a sinalização de emprego de IA nas peças de campanha. O artigo 9-E da norma ainda estabelece responsabilização solidária de provedores que não retirem do ar, imediatamente, materiais com desinformação, discurso de ódio e antidemocrático, entre outros. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo produziu uma cartilhainformando quais condutas são permitidas pela lei eleitoral.
A IA está constantemente se aperfeiçoando e os detalhes que podem alertar sobre a sua presença estão cada vez mais sutis. Como o acesso a ferramentas de detecção de IA é limitado, é necessário que existam políticas públicas focadas em educação midiática e informacional.
O Glossário de termos-chave do Programa de Combate à Desinformação do STF define educação midiática como uma forma de desenvolver a capacidade para lidar criticamente com produções digitais. Já a educação informacional busca fortalecer a capacidade de avaliar a credibilidade da informação.
Na esfera individual, o mais importante é que exista uma mudança de postura em cidadãs e cidadãos, usuários assíduos de redes sociais e grupos de aplicativos de mensagem. É saudável nutrir um pouco de ceticismo, aquela pulga atrás da orelha, pensar criticamente sobre cada conteúdo que se apresenta on-line. Ao prestar atenção aos detalhes, é possível identificar padrões que revelam a origem artificial, ou sintética do material.
Justiça Eleitoral contra a desinformação
No combate ativo contra a desinformação, a Justiça Eleitoral disponibiliza a cidadãs e cidadãos o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE). A ferramenta possibilita a qualquer pessoa denunciar desinformação, inclusive aquela propagada com o uso de IA, ameaças à democracia e discurso de ódio. O SIADE é parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação da Justiça Eleitoral (PPED), que inclui uma coalizão para checagem de notícias falsas relacionadas ao processo eleitoral, a página Fato ou Boato, que centraliza verificações de informações falsas pertinentes ao sistema eleitoral, e mais. Da mesma forma, o TRE-SP mantém uma página em seu site que desmente notícias falsas e boatos relativos ao estado de São Paulo, o Verifica TRE-SP.
Em janeiro, a Revista Eletrônica de Direito Eleitoral e Sistema Político (Redesp) trouxe em sua 15ª edição o artigo “Eleições e desinformação: como a inteligência artificial influencia as campanhas e as propagandas eleitorais?”, explorando o impacto da IA nas campanhas eleitorais com base em estudo de casos recentes. A publicação é organizada pela Escola Judiciária Eleitoral Paulista (Ejep).
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Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Tecnologia
Apesar de lucros recorde, líder da Apple admite preocupação com 2026
Apesar do tom positivo da mais recente apresentação de resultados da Apple, o CEO Tim Cook admitiu, durante o evento, que o ano de 2026 pode ser desafiador devido ao aumento no preço da memória RAM.
Vale lembrar que esses componentes estão cada vez mais disputados por empresas de tecnologia que investem no desenvolvimento de infraestrutura para o treinamento de modelos de Inteligência Artificial.
Embora o aumento da demanda por esses componentes não tenha afetado as margens de lucro da Apple no último trimestre, Cook afirmou que o tema pode se tornar uma preocupação maior nos próximos meses.
“Continuamos observando um aumento significativo nos preços de mercado da memória”, afirmou o CEO da Apple, segundo o site Business Insider. “Como sempre, vamos analisar diversas opções para lidar com isso. Há algumas alavancas que podemos acionar. Não sabemos se serão bem-sucedidas, mas temos várias alternativas à disposição.”
Lucros recordes impulsionados pelo iPhone
A Apple divulgou na quinta-feira um lucro trimestral de 42 bilhões de dólares, o que representa um crescimento anual de 16%. O iPhone, principal produto da empresa, alcançou um recorde histórico de vendas.
Os dados financeiros, divulgados após o fechamento de Wall Street, mostram uma receita recorde de 143,756 bilhões de dólares, alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelas vendas do iPhone, que cresceram 23%, chegando a 85,269 bilhões de dólares.
“O iPhone teve seu melhor trimestre graças a uma demanda sem precedentes, com recordes em todas as regiões geográficas, e o segmento de Serviços também alcançou uma receita recorde”, afirmou Tim Cook em comunicado.
Durante a videoconferência sobre os resultados, Cook atribuiu a “extraordinária” demanda ao iPhone 17 e às versões Pro e Pro Max, destacando que a linha apresenta o melhor desempenho, o sistema de câmeras mais avançado e maior leveza já vistos.
A receita com produtos da Apple — incluindo iPhone, Mac e iPad — totalizou 113,743 bilhões de dólares, enquanto a área de Serviços, que engloba App Store, iCloud e Apple Music, alcançou 30 bilhões de dólares.
Cook também destacou que há mais de 2,5 bilhões de dispositivos da Apple ativos em todo o mundo.
Geograficamente, todas as regiões registraram crescimento nas vendas. Na China e em mercados próximos, como Taiwan e Hong Kong, o aumento foi de 38%. Nas Américas, que concentram a maior parte das vendas, a alta foi de 11%.
Ao final do exercício fiscal de 2025, encerrado em outubro — já que o ano fiscal da empresa não coincide com o ano civil —, a Apple registrou crescimento anual de 19% no lucro, que atingiu 112 bilhões de dólares, sustentado por um aumento de 6% na receita, que chegou ao patamar inédito de 416 bilhões de dólares.
Atualmente, a Apple possui a terceira maior capitalização de mercado do mundo, avaliada em 3,8 trilhões de dólares.
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Fontes: Notícias ao Minuto
Tecnologia
Por que Plutão não é mais planeta? Como as classificações na astronomia funcionam
Durante séculos, desde que o Sol foi declarado o centro do sistema solar no século XVI, a sociedade manteve a crença de que qualquer objeto orbitando a estrela brilhante seria considerado um planeta. De Mercúrio a Plutão, todo corpo celeste considerado grande o suficiente foi incluído nessa categoria.
Mas, com o tempo, essa categorização tornou-se confusa, especialmente à medida que ficou claro que nem todos os “planetas” são iguais. A astronomia mudou significativamente desde então, e até mesmo Plutão viu seu status de planeta rebaixado a um mero planeta anão. Mas o que exatamente é isso? E o que é necessário para que um planeta seja incluído nessa categoria? Clique nesta galeria para descobrir.
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