Arquitetura
Refúgio Doshi no Campus Vitra / Balkrishna Doshi + Khushnu Panthaki Hoof & Sonke Hoof

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O Refúgio Doshi, localizado no Campus Vitra em Weil am Rhein, é um santuário contemplativo concebido e projetado em colaboração entre o arquiteto laureado com o Prêmio Pritzker, Balkrishna Doshi, sua neta Khushnu Panthaki Hoof e o marido dela, Sönke Hoof. Inspirado na espiritualidade indiana e nas qualidades meditativas do som e do silêncio, o refúgio propõe uma jornada sensorial através do espaço e da luz — um lugar destinado à solidão, à reflexão e à transformação interior.


O projeto teve origem em uma conversa entre Rolf Fehlbaum, presidente emérito da Vitra, e Balkrishna Doshi, após a visita de Fehlbaum ao Templo do Sol de Modhera, na Índia. Inspirado por um pequeno santuário que encontrou naquele local, Fehlbaum convidou Doshi a conceber um espaço de contemplação para o Campus Vitra.


Doshi abraçou a ideia, e o que se seguiu foi um diálogo criativo e íntimo entre ele, Khushnu e Sönke, através do qual o Refúgio Doshi gradualmente tomou forma. Concebido em conjunto como uma narrativa arquitetônica de movimento e despertar, o projeto tornou-se o primeiro trabalho realizado fora da Índia por Doshi, Khushnu e Sönke — e o último em que Doshi trabalhou antes de seu falecimento, em janeiro de 2023. Desdobrando-se como um caminho sinuoso e descendente, o refúgio convida à exploração tanto física quanto metafísica: os visitantes percorrem paredes curvas que ressoam com sons sutis de gongos e flautas, evocando uma profunda sensação de transição interior.

De acordo com Khushnu Panthaki Hoof, “durante o processo de projeto, foram exploradas várias iterações do caminho e do modelo. Uma versão apresentava dois caminhos entrelaçados, que lembravam a Doshi um sonho que ele teve com duas cobras entrelaçadas. Intuitivamente, Sönke e eu tomamos isso como um sinal e desenvolvemos o projeto em torno dessa ideia. Para nós, a visão das cobras simbolizava renovação e transformação, temas que ressoavam com o espírito do refúgio. Assim, os caminhos entrelaçados se tornaram tanto uma expressão espacial quanto simbólica de despertar e renovação, guiando os visitantes em uma jornada de descoberta”.

A paisagem sonora, integrada por meio de reentrâncias acústicas ocultas, acompanha o visitante ao longo do percurso e culmina em uma câmara circular de contemplação. Dentro desse espaço de forma orgânica, um tanque de água da chuva, dois bancos de pedra semicirculares e um gongo central compõem uma atmosfera meditativa. A luz penetra por uma abertura no teto e se reflete em uma mandala de metal martelada à mão, produzida na Índia, projetando padrões delicados que dançam pelo espaço.

A estrutura é construída em aço XCarb® forjado e moldado — um material inovador e de baixas emissões, generosamente doado pela ArcelorMittal. Sua pátina quente e em constante transformação harmoniza com a paisagem natural, enquanto a geometria sinuosa convida a múltiplas perspectivas e a experiências sensoriais em contínua mudança.

O refúgio incorpora o processo de despertar e ascender por meio do som e do movimento. Como observa Khushnu, “o som ressoa através do corpo, dissolvendo a fronteira entre o eu e a estrutura. O próprio volume torna-se um instrumento vivo, responsivo e transformador.”


Os arquitetos deliberadamente se abstiveram de atribuir ao refúgio um rótulo singular. Ele se apresenta, em vez disso, como um espaço em aberto para contemplação, convidando à solidão, desorientação e encontro, uma jornada que espelha as dimensões invisíveis do ser. Através de sua visão compartilhada, Balkrishna Doshi, Khushnu Panthaki Hoof e Sönke Hoof deram forma a uma experiência que transcende a arquitetura: um refúgio de tranquilidade e ressonância espiritual dentro da paisagem em evolução do Campus Vitra.

Fonte: Archdaily
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