Arquitetura
Edifício Sabines 242 / Grado Studio

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- Área:
410 m²
Ano:
2023
Fabricantes: Cemex, Cemix, Interceramic

Descrição enviada pela equipe de projeto. O município de Tuxtla Gutiérrez, capital do estado de Chiapas, é uma cidade relativamente jovem, com pouco menos de 600 mil habitantes distribuídos em uma área urbana inferior a 90 km2. Seu clima é marcado por extremos: registra chuvas intensas no meio do ano e mantém uma temperatura média próxima de 30°C. A topografia apresenta contrastes naturais significativos — ao norte, a cidade faz fronteira com a Reserva do Cânion do Sumidero, enquanto ao sul é limitada pelos morros Mactumatzá e El Zapotal, ecossistemas ricos em biodiversidade que condicionam o crescimento urbano, predominantemente linear, no sentido leste–oeste. Esse corredor urbano pode ser percorrido de ponta a ponta em menos de 40 minutos pelos seus principais eixos viários.



Grande parte de Tuxtla ainda apresenta predominantemente usos habitacionais H1, H2 ou H3 (zones de baixa e média densidade, conforme o zoneamento municipal), e apenas poucos setores avançam para padrões de densidade variável ou de uso misto. Essa condição, somada ao alto custo da terra, tem incentivado um crescimento periférico acelerado, marcado pela expansão de loteamentos de habitação popular e de classe média. Esse processo avança sobre áreas naturais protegidas, fragmenta o território e intensifica a segregação socioespacial. Como consequência, a desigualdade, a poluição e a degradação ambiental afetam diretamente a saúde, a segurança e a economia de toda a população.


O fato de Tuxtla ser uma cidade de pequeno porte não a torna menos relevante; ao contrário, coloca-a em um ponto de inflexão que permite construir um modelo urbano mais equitativo e sustentável. Cidades de pequena e média escala, como Tuxtla Gutiérrez, constituem hoje um cenário estratégico para a implementação de modelos urbanos mais eficientes: nelas, as mudanças de uso do solo e os investimentos intraurbanos produzem impactos imediatos e mensuráveis, fortalecem a estrutura existente e reduzem a pressão sobre áreas periféricas e ambientes naturais. Investir em cidades que já são compactas possibilita aproveitar a infraestrutura instalada, revitalizar bairros consolidados e promover uma mobilidade mais ativa e sustentável.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos convocam precisamente a agir frente às mudanças climáticas, proteger o meio ambiente e participar ativamente do desenho do espaço urbano. Desde a arquitetura e o urbanismo, devemos assumir esse compromisso e promover cidades resilientes, densas e habitáveis.


Nesse contexto, surge a proposta de habitação intraurbana e de mudança de uso do solo — uma alternativa inspirada em experiências nacionais que buscam modelos habitacionais flexíveis, adaptáveis e orientados para a conectividade e a vida coletiva. Em três lotes de 252 m2 (totalizando 756 m2), onde anteriormente só eram permitidas três unidades habitacionais, foi conduzido o processo de alteração do uso do solo para permitir uma densidade variável. O terreno foi então subdividido em seis frações de 126 m2 (9×14 m e 7×18 m), resultando em um master plan que integra habitações unifamiliares e multifamiliares.

O conjunto Sabines 242 se ergue sobre uma base de tijolo vermelho e reúne 410 m2 de área habitável. O térreo, concebido como andar livre, concentra os acessos principais, enquanto os materiais — tijolo, aço e vidro — estabelecem um diálogo direto com a paisagem ao redor. Subtrações reticulares nas fachadas frontal e lateral moldam os espaços internos e permitem a entrada generosa de luz e ventilação, integrando exterior e interior. As varandas projetam-se em direção à paisagem, e a cobertura de aço se abre como um terraço panorâmico voltado para a cidade. Suas tonalidades e aberturas criam diferentes atmosferas, favorecendo a apropriação livre dos espaços pelos moradores. No lado oeste, uma pele dupla de serralheria retrátil em forma de leque protege os quartos, controla a incidência solar e assegura ventilação constante proveniente do norte.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Pavilhão Kulhad / Wallmakers | ArchDaily Brasil

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- Área:
1025 ft²
Ano:
2025

‘Kulhads’ ou ‘canecos de barro’ (canecos de terracota) costumavam ser uma visão familiar nas estações de trem, usados para beber chá quente ou lassi (leite coalhado), e eventualmente jogados nas praias e trilhos de trem na Índia.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
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Arquitetura
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