Arquitetura
Todeschini celebra projetos arquitetônicos em evento proprietário no Masp, em São Paulo | Marcas Parceiras
O fim do ano é um momento de retrospectiva: revisitar conquistas, reconhecer louros e fortalecer parcerias. Nessa toada, a Todeschini, empresa de móveis planejados com mais de 85 anos de mercado, armou um evento para comemorar a trajetória de profissionais aliados. A ocasião, que ocupou o Masp, em São Paulo, no último dia 13, contou com a premiação do programa de relacionamento Todeschini Por, que existe desde 2017 para celebrar o design brasileiro e coroar os melhores projetos arquitetônicos do ano feitos com seus produtos. “A missão é aproximar ainda mais a marca da comunidade de arquitetos e designers. Gerar diálogo, colaboração e reforçar nosso compromisso com a criatividade brasileira”, explica o gerente de marketing Arthur Lerina.

Esta é a primeira edição do programa com um evento exclusivo da premiação. 27 projetos de destaque deste ano ganharam as redes sociais oficiais da marca e, no dia 13, seus autores receberam das mãos dos diretores executivos, José Antonio Mossmann e Marlei Pena Vian, um troféu para simbolizar a conquista. Desse grupo, apenas cinco foram eleitos a partir da análise de um júri especializado para participar de uma viagem ao Salone del Mobile, a maior feira de design do mundo, que ocorre anualmente em Milão, na Itália.
“A imersão no Salone del Mobile conecta os vencedores ao que há de mais avançado no design mundial. Isso amplia repertório, inspira novas narrativas e fortalece o networking internacional, fatores que podem acelerar suas trajetórias profissionais”, analisa Arthur. O júri, composto pelos diretores executivos, pelo arquiteto especialista Felipe Romagna, pelo coordenador de pós-graduação de design de interiores do IED Brasil, Alê Salles, pelo arquiteto e empresário Thales Lucchesi e por Mariana Maran, da OKA Arquitetura, avaliou critérios como criatividade, inovação, impacto visual, soluções de mobiliário, funcionalidade, acabamentos e mais.

“Os vencedores exploraram muito bem texturas naturais, paletas neutras sofisticadas, integração de ambientes e uso inteligente da iluminação. Também notamos uma abordagem consistente de funcionalidade aliada ao aconchego, traduzindo um morar contemporâneo alinhado ao design afetivo”, indica Arthur. Os vencedores foram os arquitetos Carlos Eduardo Mayresse, Hugo Ribeiro, Giovana Munhoz, Maria Fernanda Gevaerd Garcia e Marcela Rossi.

A cerimônia também inaugurou a participação da categoria Novos Talentos, voltada para estudantes e recém-formados, que contou com mais de 60 inscritos. A vencedora foi Júlia Borges Klaumann, da Uniosesc, que projetou o ambiente “Casa Arbo” com produtos Todeschini. O sucesso foi tanto que, a partir do próximo ano, a categoria passa a integrar o concurso de forma definitiva.
O grande prêmio da noite
Além de todas essas emoções, a Todeschini guardou o melhor para o final: um grande vencedor do concurso estampará uma sobrecapa publicitária na Casa Vogue em fevereiro de 2026. Para escolhê-lo, franqueados de diversas regiões do país presentes no evento votaram entre os cinco finalistas. A escolha ocorreu ao vivo e coroou o projeto Saint Remy, do arquiteto Hugo Ribeiro, de Feira de Santana, na Bahia. “Estou muito honrado de estar aqui no Masp representando o Nordeste. Saber que eu era um dos finalistas e ia para Milão já me deixou sem palavras”, comenta ele. Além de mobiliário assinado, sua decoração destaca o uso das melaminas Taiga, Ouro Preto e Barroco – mix de cores e texturas que abrilhanta o espaço.

Para o ano que vem, o concurso promete ainda mais novidades. O gerente de marketing adianta que ele terá um período ampliado, de fevereiro a dezembro, e que as premiações seguirão o mesmo nível de relevância deste ano, já que o compromisso é valorizar o talento e a criatividade dos participantes. Acesse o site oficial para mais informações.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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