Engenharia
Casa na Granja Viana tem escada de porcelanato plissada, cabeceira de pedra e cristaleira divisória
Áreas sociais generosas e integradas, suítes privativas e personalizadas, lazer completo…cada detalhe da concepção desta residência de 560 m², na Granja Viana, em São Paulo, foi muito bem cuidado para traduzir os desejos e a essência de um jovem casal com dois filhos. O trabalho minucioso é assinado pelos arquitetos Mariana Meneghisso e Alexandre Pasquotto, à frente do escritório Meneghisso & Pasquotto Arquitetura.
Hall: recepção calorosa

Pensado como transição entre o exterior e o interior, o hall de entrada cumpre a função de receber com sutileza e destaca o mancebo Caraiva, feito pela designer Luisa Moysés. Ele faz o papel de chapelaria, oferecendo um lugar para as pessoas pendurarem casacos e bolsas, além de banco para tirar os sapatos e um espelho.

Servindo de apoio para o hall, o lavabo sai do convencional para surpreender com recursos de iluminação, a bancada escultural de lâmina ultracompacta com visual de Mármore Calacata e o revestimento chamativo da parede.
Living com pé-direito duplo e integração máxima

O living foi projetado como o coração social da residência e é marcado pela imponência do pé-direito de 6 metros – as esquadrias de vidro e alumínio emolduram a vista da piscina e ajudam a trazer o paisagismo para dentro da casa.
“O layout foi pensado para valorizar a conexão com a área externa. O sofá se volta para a piscina, e o grande vão envidraçado permite que a luz natural invada o estar, criando um espaço saudável e vibrante. Ainda adicionamos diversas poltronas para adequar o descanso e a contemplação da paisagem”, comenta Mariana.

Outra surpresa da área social é a escada plissada revestida de porcelanato branco, que atua como elemento escultural, onde sua estética minimalista permite que ela se imponha sem sobrecarregar o espaço.

“Tenho paixão por projetar escadas, pois acredito muito que elas excedem a função estrutural e se tornam elementos artísticos do projeto. Nesta casa, projetei um modelo linear, de um único lance, que se destaca pela leveza e proporção”, explica Alexandre.
Sala de jantar: delimita, mas mantém a integração das áreas
Para os arquitetos, o ambiente de jantar é sobre compartilhar. “A sala de jantar é o lugar onde as histórias familiares se entrelaçam. Pensamos em um espaço que fosse elegante, mas sem perder a intimidade, de modo que todos se sentissem à vontade para permanecer e celebrar”, afirma Mariana Meneghisso.
Cozinha iluminada e prática

Projetada em diálogo com as áreas sociais, a cozinha conta com marcenaria planejada em acabamentos que equilibram rusticidade com modernidade. A bancada funcional dispõe da área de preparo de refeições, bem como da área para consumo em uma das pontas. Além disso, eletrodomésticos de última geração foram incorporados para atender tanto ao dia a dia quanto às ocasiões especiais. A proposta foi unir técnica e afetividade.

A cristaleira iluminada substitui a parede convencional, trazendo charme ao dividir a despensa da cozinha.

Além disso, o vidro reflecta em bronze permite certa visualização e privacidade das louças.
Área gourmet: convivência com sabor

Dispondo de um living e uma mesa de refeição únicos, a área gourmet traduz o estilo de vida dos moradores.

O ambiente ainda foi equipado com duas churrasqueiras, chopeira, cervejeira, frigobar, máquina de gelo, bancada generosa e mobiliário resistente ao uso intenso, criando um cenário ideal para confraternizações. A paleta de cores dialoga com o exterior, reforçando a sensação de continuidade.
Piscina e lazer: diversão para todos

A área externa é um dos grandes atrativos do projeto, marcada pela piscina que funciona como elemento central de lazer e contemplação. O desenho valoriza a integração visual, criando uma atmosfera de resort privado com uma piscina de dois níveis – sendo a área de prainha e outra para mergulho, e um spa com hidromassagem, ambos aquecidos. .
Sala de cinema

O espaço possui um mobiliário acolhedor, iluminação indireta e o uso de texturas para criar um ambiente propício a longas sessões de filmes e séries do momento. A acústica projetada garante qualidade sonora e privacidade.
Sala íntima dos quartos

Ao subir o segundo pavimento, um ambiente multifuncional se revela como sala de TV ao mesmo tempo que guarda os quartos dos moradores. É um ambiente que se tornou um ponto de encontro mais reservado tanto para conversas tranquilas quanto para momentos de leitura ou descanso, por isso desfruta de um sofá confortável e televisão na altura certa.
Quartos das crianças

No quarto do menino, hoje com 10 anos, tons neutros se combinam a cores suaves e soluções inteligentes com um mix de marcenaria de MDF e serralheria criam um espaço que cresce com ele.

Já no quarto da menina, o preto aparece com delicadeza e equilíbrio, revelando um ambiente romântico, atemporal e cheio de significados. Acima da cama, um lustre especial ilumina o espaço no pórtico criado pelos arquitetos que adicionaram uma poltrona próximo a janela. O quarto ainda possui penteadeira, closet e banheiro.
Suíte master dos sonhos

O quarto do casal traduz serenidade com paleta suave, tecidos acolhedores e soluções que unem tecnologia e conforto.

O painel de pedra natural na cabeceira acende quando acionado, o closet em U com camarim e a penteadeira sob medida garantem funcionalidade e aconchego.

No banheiro, a banheira de hidromassagem se abre para o horizonte, com vidro inteligente que alterna transparência e opacidade, garantindo privacidade e bem-estar.
Engenharia
Pisos para áreas externas: arquiteta lista principais opções, vantagens e desvantagens
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Resistência às intempéries, conforto térmico, aderência e praticidade na hora da manutenção são fatores decisivos na hora da escolha o piso para a área externa e cada material apresenta comportamentos distintos diante dessas exigências.
Em vista disso, as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, à frente do escritório Dantas & Passos Arquitetura, destacam as sete opções que, para elas, agregam mais estética e funcionalidade ao projeto.
“As áreas externas são espaços mais expostos da residência e, por isso, exigem materiais que resistam à umidade, sol e às variações de temperatura. Além disso, precisam oferecer segurança e conforto ao caminhar, especialmente quando falamos de bordas de piscina ou jardins”, comenta a dupla.
Porcelanatos antiderrapantes

Entre as opções mais versáteis do mercado, os porcelanatos antiderrapantes são destaque por combinarem estética refinada e alta resistência. “São ideais para áreas molhadas, como em torno de piscinas, porque reduzem consideravelmente o risco de escorregões e quedas”, explica Paula.
Com baixa absorção de água e praticamente impermeáveis, eles resistem bem às manchas e às condições climáticas. Além disso, são fáceis de limpar, demandando apenas água e sabão neutro.
Para áreas de tráfego intenso, as arquitetas lembram que é importante observar a classificação PEI, sendo o PEI 5 o mais indicado. A ampla gama de cores, texturas e estampas permite ainda criar visuais que remetem à madeira, ao mármore ou ao cimento, adaptando-se a diferentes estilos de projeto.
Cimentícios e de concreto

Resistentes, duráveis e visualmente neutros, os pisos cimentícios e de concreto são ótimas escolhas para quem busca um estilo urbano. “Eles se destacam pela versatilidade, podendo ser moldados em diferentes tamanhos e texturas, e podem até ser pigmentados ou pintados, o que amplia suas possibilidades estéticas”, aponta Danielle.
Outra vantagem são as de versões atérmicas, quando o piso não absorve tanto calor, sendo agradável para caminhar descalço. Além disso, sua superfície antiderrapante garante segurança mesmo em áreas molhadas.
Flat de 65 m² mistura piso vinílico e cerâmico
Decks de madeira

Os decks continuam sendo um clássico quando a intenção é trazer sofisticação e calor visual para o espaço. Para garantir longevidade, é fundamental optar por madeiras tratadas e resistentes à umidade, como ipê ou cumaru, e manter manutenções periódicas.
“A madeira tem esse poder de criar uma sensação acolhedora e orgânica, integrando-se bem com a paisagem externa e com o cuidado certo, o deck se mantém bonito por muitos anos e valoriza o projeto”, afirma Paula.
Cerâmicas rústicas

Para quem busca uma alternativa mais acessível, as cerâmicas rústicas se destacam pelo visual acolhedor e preço popular. Produzidas a partir do barro cozido, elas têm aparência artesanal e resistem bem às variações climáticas. “São práticas de limpar, exigem apenas atenção na paginação e o uso de juntas de dilatação para evitar trincas”, explicam as arquitetas.
Disponíveis em diversas cores e acabamentos, podem ser aplicadas em quintais, varandas e caminhos, mantendo a estética natural e simples, típica de casas de campo.
Pisos drenantes

Cada vez mais presentes em projetos contemporâneos, os pisos drenantes se destacam pela permeabilidade. “Eles permitem que a água da chuva infiltre no solo, contribuindo para evitar alagamentos e ajudando na drenagem urbana”, comenta Paula.
Compostos por pedras e cimento, são resistentes, antiderrapantes e atérmicos, sendo ideais para áreas com pets, jardins e bordas de piscina. Além de ecológicos, demandam baixa manutenção e estão disponíveis em diferentes cores e texturas, possibilitando composições criativas nos projetos paisagísticos.
Fulget

O fulget é uma escolha que une resistência, beleza e segurança. Produzido com cimento e pedras naturais, tem superfície granulada antiderrapante, ideal para rampas, calçadas e áreas molhadas. “É um piso durável, com ótimo desempenho em áreas externas e ainda possui propriedades atérmicas, o que o torna excelente para áreas de piscina”, destaca Danielle.
Sua aparência com pedras à mostra confere um visual rústico, e a variedade de cores e granulometrias permite personalização estética. A limpeza é simples, feita com água e sabão neutro, e o material ainda pode ser aplicado também em paredes e fachadas, trazendo unidade ao projeto.
Pedras naturais

Entre as opções mais nobres, as pedras naturais, como São Tomé, granito e pedra portuguesa, são sinônimo de resistência e exclusividade. “Cada peça é única e carrega uma beleza natural difícil de reproduzir em outros materiais”, comenta Paula.
A pedra São Tomé é uma das preferidas para áreas molhadas por ser atérmica e antiderrapante, enquanto o granito com acabamento escovado ou levigado oferece alta resistência e longa vida útil. Já a pedra portuguesa permite criar desenhos e mosaicos personalizados, valorizando calçadas e áreas de lazer.
Além de duráveis e resistentes ao fogo e ao desgaste, esses pisos demandam baixa manutenção, especialmente quando escolhidas versões menos porosas. “As pedras são sempre um investimento seguro para quem busca elegância e permanência no tempo”, finaliza Danielle.
Engenharia
Casa na Vila Mariana com brises galvanizados é sustentada por pórticos transversais
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Situada na Vila Mariana, em São Paulo, esta residência de 440 m² foi projetada do zero pelos arquitetos Eugenio Conte, José Guilherme Carceles e Gabriel Cesar e Santos, do escritório Península Arquitetura, em colaboração com a Sanpo Arquitetura, comandada por Thomas Yano — morador da casa e ex-integrante da equipe da Península. O arquiteto vive ali com os pais, para quem foi idealizado um lar urbano, funcional e repleto de luz natural.

A família decidiu trocar um terreno no interior do estado, cercado por verde, por um lote na capital com 10 metros de largura e 44 de profundidade, marcado por um desnível de três metros entre frente e fundos.

A diferença de cotas foi aproveitada de forma inteligente: o nível mais baixo abriga a garagem e os acessos, enquanto os demais pavimentos concentram os ambientes sociais e íntimos, distribuídos de modo fluido e conectado.

A construção é sustentada por nove pórticos transversais de concreto armado repetidos ao longo do terreno, com pilares embutidos nas alvenarias laterais e vigas aparentes que estruturam a cobertura. Essa solução garantiu liberdade de layout e um percurso visual contínuo pelos espaços.

As fachadas metálicas com brises galvanizados e aletas de PVC cumprem papel essencial no controle solar e conferem caráter marcante à edificação. A lógica estrutural dos pórticos norteou toda a organização interna, respeitando o desnível natural e estabelecendo um gradiente de privacidade entre os pavimentos.

A casa se desenvolve em três níveis — subsolo, térreo e superior —, abrigando garagem para dois veículos, oficina com depósito e lavabo, hall de entrada, estar, jantar e cozinha integrados, sala de banho, área de serviços, sala de TV reversível em quarto, duas suítes, ateliê de costura e elevador, além de pátios internos, churrasqueira e varanda.

A escadaria principal, envolta por um talude ajardinado, conecta a garagem ao hall de entrada, enquanto uma passarela metálica liga o elevador ao mesmo ponto. O paisagismo ao longo do percurso acrescenta frescor e acolhimento logo na chegada.

No pavimento social, a churrasqueira externa, voltada para os pátios, faz parte do conjunto integrado de estar e jantar, favorecendo a convivência. O piso em placas soltas e os tijolinhos vazados, que garantem ventilação e privacidade em relação às casas vizinhas, reforçam o caráter despojado do espaço. O paisagismo, ainda em desenvolvimento, promete acentuar a atmosfera descontraída e convidativa.

Todo o mobiliário foi adquirido especialmente para o novo endereço, com curadoria dos escritórios em parceria com o Atelier Fernando Jaeger. No ambiente social, destacam-se o sofá curvo Bardô, a poltrona Chico, a mesa de jantar Enseada, as cadeiras Nau e o tapete circular ocre; já na área externa, a mesa Vergalhão e as cadeiras Kinzo completam a composição.

A paleta neutra, dominada pelo branco em alvenarias, caixilhos e telhas, amplia a difusão da luz natural e realça a sensação de leveza. Pontos de cor aparecem em móveis e obras de arte, trazendo calor e personalidade sem comprometer a harmonia visual.

Nos materiais e acabamentos, o fulget foi usado na garagem e nas áreas externas, o porcelanato reveste os espaços sociais e molhados, e a madeira aparece nos dormitórios e no deck do spa. O piso aquecido no térreo e o teto em telhas metálicas termoacústicas asseguram conforto térmico. A marcenaria planejada reforça a integração entre função e estética.

De linguagem contemporânea e discreta, a casa se revela aos poucos, com ambientes que se sucedem de forma natural e coerente. O uso de elementos industriais reinterpretados confere personalidade sem rigidez, enquanto a modulação das vigas permite entrada generosa de luz natural, transformando a iluminação em protagonista.

O grande desafio — conciliar um programa extenso em um terreno estreito e inclinado — foi superado com soluções estruturais precisas e uma espacialidade fluida, que traduz o equilíbrio entre racionalidade construtiva e conforto cotidiano.
Engenharia
Impressionante! Sobrado de vila industrial foi construído em terreno estreito de 4m x 18m
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Um casal de triatletas tinha o sonho de morar em uma vila. Ao encontrarem esta casa próxima ao Parque Ibirapuera, em São Paulo, chamaram o escritório RUA 141, comandado pela arquiteta Mona Singal, para o desafio do desenvolvimento do projeto no terreno estreito de 4m x 18m.

A casa geminada existente era muito fragmentada e com pouco aproveitamento dos espaços, pé-direito baixo, escura e com aberturas pequenas. “Tinha uma escada robusta em concreto que era uma ruptura na área social e ocupava grande parte dela”, menciona Mona.

Depois de algumas visitas à casa, os clientes optaram pelo caminho da demolição da construção existente e da execução de uma nova casa. Começava então uma corrida contra o tempo, já que a primeira bebê do casal estava a caminho.

O pedido era uma casa aconchegante e com o estilo industrial, conectada à natureza, onde pudessem reunir os amigos e futuramente os filhos pudessem desfrutar.

“Um dos principais pedidos do casal, foi considerar as cinco bicicletas deles no partido do projeto, para que elas estivessem integradas aos ambientes e ficassem em destaque na casa”, explica a arquiteta.

Uma nova estrutura metálica foi erguida, junto às lajes treliçadas. As paredes estruturais laterais de tijolinhos, que fazem a divisa com as casas vizinhas, foram as únicas mantidas.

A área construída final da casa é de 135 m² e o período de duração da obra foi de um ano e meio. O imóvel é composto por dois volumes conectados por passarelas metálicas e três pavimentos. No centro, fica o jardim com a bela árvore Araçá, cuja função é colaborar com o conforto térmico.

Quintais e jardins lindos para aproveitar e curtir com a família
A integração entre os ambientes no térreo foi fundamental para trazer amplitude para a casa, possibilitando a ventilação cruzada e a entrada de luz natural, já que o terreno é muito estreito.

Por fim, a escada metálica com chapa dobrada e guarda-corpo em chapa perfurada conecta os pavimentos. O piso de madeira Tauari, na paginação espinha de peixe, e os caixilhos em madeira freijó aquecem a composição.

No pavimento superior a circulação linear conecta a suíte master ao quarto e ao banheiro. “Neste eixo criamos a claraboia para trazer a luz natural e um pedaço do céu para dentro da casa”, explica a profissional.
A suíte master fica voltada para a fachada principal, com uma generosa janela de correr.

Subindo a escada fica o rooftop, com acesso feito por uma cobertura metálica com vidro, motorizada e deslizante, possibilitando a entrada da iluminação natural nesta área da escada.

“Desenvolvemos nesse pavimento a área gourmet para receber os amigos e uma área de estar com pufes bem aconchegantes, rodeada pelo paisagismo”, comenta.

Criamos um pequeno oásis cujo perímetro é composto por floreiras. O paisagismo ganha destaque e torna-se o elemento fundamental para criar privacidade em relação às outras casas, além de aproximar os moradores da natureza.
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