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Descrição enviada pela equipe de projeto. Em um lote arborizado, em Parque Leloir, projetou-se uma habitação de dimensões mínimas que, em um curto prazo, mudaria de função. Concebeu-se, assim, um refúgio em meio à vegetação, inicialmente pensado como sala de ensaio para uma banda de música, mas que, com a pandemia e o desejo de viver em um lugar com mais contato com a natureza, acabou transformando-se em uma casa para a família.

Cada espaço foi pensado para atender às necessidades de quem o habitasse por um tempo determinado, buscando que as medidas fossem mínimas para reduzir custos e para que, no futuro, a sala de ensaios tivesse dimensões adequadas ao seu uso.


Assim, criou-se um espaço social integrado e um quarto separado, com ampla área de armazenamento. Uma grande expansão da sala, orientada a noroeste, permite que, durante grande parte do ano, esse espaço seja utilizado quase tanto quanto o interior; no verão, a sombra das árvores ao redor cria outros locais alternativos de convivência.



Implantação no terreno e conexão com o espaço exterior. O posicionamento das árvores e a orientação foram duas premissas fundamentais no projeto e em sua localização no lote, que se materializou pelo uso da madeira tanto no interior quanto no exterior, buscando uma integração total da casa com o entorno. No exterior, foram utilizadas tábuas de pinus; no interior, empregou-se compensado fenólico de guatambú em pisos, paredes, teto, espaços de armazenamento e cozinha.

Considerando a função futura do espaço como sala de ensaios, uma das principais necessidades ao projetar este pavilhão foi garantir a existência de várias paredes livres, sem aberturas, para atender às exigências acústicas. Assim, propôs-se uma janela no dormitório e uma porta-janela na sala de estar e jantar; no entanto, o grande diferencial foi a linha perimetral envidraçada que percorre toda a casa, permitindo a visão das copas das árvores a partir de qualquer ponto.

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Fonte: Archdaily

