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Descrição enviada pela equipe de projeto. Este projeto residencial, implantado em um condomínio urbano consolidado, propõe a criação de uma casa que se afasta simbolicamente da cidade para assumir o caráter de refúgio, evocando a atmosfera de uma casa de campo mesmo estando inserida no tecido urbano. A implantação em formato de “U” organiza a volumetria de maneira clara e acolhedora, envolvendo a área central do lote e criando um pátio externo que se torna o núcleo da vida cotidiana. Essa configuração favorece a integração visual e funcional entre os ambientes, estabelecendo uma relação direta e constante entre interior e exterior.


O projeto foi desenvolvido para uma família que já possuía forte vínculo com o condomínio e desejava transportar para um novo lote a sensação de pertencimento e integração que marcava sua moradia anterior. A principal diretriz do programa foi atender a uma rotina familiar bem estruturada, capaz de acomodar diferentes personalidades e usos simultâneos, sem perder o caráter coletivo da casa. A convivência aparece, assim, como elemento central do projeto, orientando decisões espaciais, construtivas e sensoriais.

No pavimento térreo, os ambientes sociais se organizam de forma integrada, permitindo uma leitura contínua dos espaços e facilitando a circulação. A ausência de pé-direito duplo reforça a intenção de criar uma escala mais próxima e acolhedora, remetendo a referências afetivas de casas tradicionais, onde o conforto está associado à proximidade e à permanência. As amplas aberturas promovem uma relação fluida com o pátio central, permitindo que a luz natural, a ventilação e a vegetação façam parte da experiência cotidiana dos ambientes internos, além de possibilitar que todos os moradores se mantenham visualmente conectados a partir de qualquer ponto da casa.
A materialidade reforça essa narrativa. Pedra, madeira e tijolo aparente compõem a base do projeto, conferindo textura, solidez e um caráter atemporal à residência. A construção adota um sistema misto, combinando alvenaria convencional e estrutura metálica, solução que permitiu maior liberdade formal e estrutural. A volumetria em “U”, associada ao terreno de formato quadrado, demandou a utilização de laje maciça, possibilitando grandes vãos e garantindo o suporte necessário ao pavimento superior. Um gesto simbólico marca o início da obra: o primeiro tijolo foi assentado pelos filhos do casal, evidenciando o papel da família como fundamento conceitual do projeto.

No pavimento superior, os dormitórios se voltam para uma sala íntima aberta, concebida como espaço de encontro exclusivo da família, com mobiliário confortável e atmosfera reservada. Ao articular implantação, materialidade e uso de forma sensível, a casa se estabelece como um lugar de permanência, onde arquitetura e afeto se constroem de maneira indissociável, contribuindo para o contexto ao valorizar a convivência como principal expressão do morar contemporâneo.

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Fonte: Archdaily

