Arquitetura
Escritório Marie Thumas / tweestroom architecten

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
100 m²
Ano:
2024
Fabricantes: HAG-Office, Muller van Severen, On/off

Descrição enviada pela equipe de projeto. Na nossa busca por um novo escritório, encontramos esse espaço bruto na Marie Thumas, uma antiga fábrica de conservas em Leuven. Enquanto aguardamos uma grande renovação, nós, junto com outros criadores, estamos mantendo o edifício vivo. Descobrimos espaços abandonados, mas cheios de luz, com pintura descascada, e os transformamos em um ambiente fresco utilizando materiais encontrados dentro do próprio edifício. O que já existe é a nossa maior inspiração. Tudo o que criamos para este projeto segue o espírito de reutilização de materiais. Não somente projetamos usando o máximo possível de materiais recuperados, mas também mantemos elementos removíveis que não precisam ser permanentes, permitindo flexibilidade para mudanças futuras. Preservamos e destacamos o caráter rústico dos espaços, definidos por tijolos pintados e concreto exposto, e suavizamos isso com o uso de têxteis, que conferem a cada área um charme distinto sem custos excessivos.

A parede de vidro na sala de reuniões deve os seus detalhes únicos às limitações dos materiais encontrados. Só sobrepondo painéis de vidro grandes conseguimos incorporá-los ao espaço, o que ressaltou ainda mais o caráter do vidro fumê. Complementamos a parede com mármore reutilizado e uma nova porta de alumínio, além de uma maçaneta de porta encontrada no edifício. A estética eclética que surgiu é algo que nunca poderíamos ter imaginado usando somente materiais novos. A paleta de cores na sala de reuniões foi escolhida para complementar os tons existentes: amarelo para o gás e verde para a eletricidade. A mesa de reuniões, desenhada por Tweestroom, foi feita com madeira reutilizada e polida com alumínio escovado. O piso da sala de reuniões, irregular devido ao drenagem de água durante os dias de envasamento, foi nivelado com tábuas de pinho encontradas nos espaços abandonados, o que também melhorou a acústica.



A área principal de co-working é mantida simples, com elementos técnicos expostos que se integram perfeitamente ao espaço. As mesas estão dispostas ao redor de uma parede de tijolos existente, que terminamos com mármore. Para adicionar vibração, especialmente em dias cinzentos, escolhemos cortinas coloridas com uma base simples de linho natural.


A “sala de estar” foi projetada para evocar uma atmosfera acolhedora e tranquila. Os painéis acústicos, a mesa de café e o sofá são feitos de carvalho quente, criando uma sensação coesa e natural em todo o espaço. Como na área de co-working, adicionamos cor através de tecidos reaproveitados nas cortinas de linho natural, dando ao espaço calor e charme.

Para a cozinha, conseguimos uma unidade de cozinha de aço inoxidável de segunda mão, que complementa os elementos de alumínio cru usados em outras partes do espaço. Mais uma vez, as cortinas criam uma atmosfera alegre e acolhedora. Este projeto demonstra como reutilizar materiais existentes pode inspirar criatividade e transformar espaços esquecidos, criando algo novo e significativo, mesmo que seja por um tempo limitado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
LEIA MAIS
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
LEIA MAIS
A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
Revistas Newsletter
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


