Arquitetura
Projeto de revitalização da área central do distrito histórico e cultural de Xinhepu / Atelier cnS

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- Área:
45435 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. O Conjunto Histórico e Cultural de Xinhepu é marcado por camadas históricas profundas e por uma forte memória urbana. Esta iniciativa de requalificação evita deliberadamente demolições e reconstruções em larga escala. Em vez disso, adota uma estratégia de “micro-regeneração e aprimoramento refinado”, com foco na reconexão da malha espacial do conjunto. Orientado pelo princípio de “uma edificação, uma solução sob medida” para a restauração arquitetônica e impulsionado pela melhoria da habitabilidade cotidiana, o projeto recorre a técnicas construtivas cuidadosas e de alta precisão. O objetivo final é criar um conjunto vivo, no qual o caráter histórico e a vida contemporânea coexistam de forma simbiótica.
I. Otimização Espacial Global: construção de um sistema espacial coeso e acessível para o conjunto – Partindo da estrutura espacial em escala macro, o projeto organiza de forma sistemática os fluxos de pedestres ao longo das ruas Dongshan, Xinhepu e Xuguyuan, criando um percurso cultural contínuo. Pontos-chave — como o Memorial do Terceiro Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, o Conjunto Jiandong e a Praça do Canto Noroeste de Xinhepu — são integrados de maneira orgânica a edifícios históricos como Xinyuan e o nº 4 da Rua Guangdongqian, configurando uma experiência de caminhada imersiva. Com foco na “integração funcional e abertura espacial”, o projeto conecta três grandes praças públicas em uma estrutura espacial em forma de fuso, articulando funções históricas e contemporâneas e transformando o conjunto de espaços fragmentados em um todo interligado.


A Rua Guangdongqian é concebida como o eixo cerimonial do conjunto. Por meio do reforço da sequência espacial e da orientação do percurso, integra as relações espaciais entre Xinyuan, o nº 4 da Rua Guangdongqian e a praça de entrada do Edifício Jiandong, formando uma interface de acesso coesa e altamente reconhecível. Um sistema contínuo de circulação de pedestres é implantado em toda a área. A introdução de iluminação, mobiliário de descanso, equipamentos de ginástica e a qualificação das interfaces dos estacionamentos elevam significativamente a qualidade do ambiente caminhável. Os ajustes de topografia seguem uma estratégia leve, incorporando micro-relevos, pavimentação uniforme e soluções integradas de degraus e rampas, garantindo um percurso fluido e agradável.


II. Restauração Arquitetônica no Conjunto Histórico e Cultural: “uma edificação, uma solução” a partir de classificação e coordenação – Diante da diversidade tipológica das edificações, o projeto estabelece um sistema de intervenção orientado pela “coordenação por categorias e reparos conforme as necessidades”.
1. Edificações tombadas: restauração precisa para preservação da autenticidade
Para os edifícios de valor histórico, aplica-se o princípio de “restaurar o antigo como antigo”. Por meio de reforço estrutural, recuperação de fachadas, retomada de técnicas construtivas tradicionais e restauro de elementos de detalhe, preservam-se ao máximo os materiais originais e as marcas do tempo.


2. Edificações comuns: harmonização da linguagem visual
Nos edifícios sem proteção patrimonial específica, mantêm-se os volumes e proporções originais. A unificação de cores, molduras, materiais e proporções de aberturas permite sua integração ao caráter geral do conjunto, evitando interferências visuais abruptas. O princípio de “uma edificação, uma solução” é aplicado de forma rigorosa, com avaliação individual de cada construção e definição de estratégias específicas que conciliam segurança, habitabilidade e respeito à aparência e textura originais. Problemas recorrentes em áreas residenciais antigas — como infiltrações, descascamento de fachadas, drenagem deficiente e falta de áreas para secagem — são solucionados por meios econômicos e de baixa intervenção, melhorando efetivamente a qualidade de vida dos moradores. O sistema da “quinta fachada” (coberturas) integra funções de secagem, abrigo contra a chuva e vegetação, ampliando a coerência visual e a conveniência cotidiana.


3. Conjunto Jiandong: interface entre o antigo e o novo
O Conjunto Jiandong exemplifica a simbiose entre passado e presente. A renovação da fachada do Edifício Jiandong utiliza um sistema de fachada cortina composta por painéis de terracota e alumínio, combinado com pintura vermelha nos espaços internos, adicionando uma camada material contemporânea ao conjunto histórico. Um corredor sombreado se estende a partir do canto sudoeste do edifício, conectando o primeiro e o segundo pavimentos a um ponto de ônibus e a uma área de atividades públicas. Esse elemento oferece abrigo, assentos e continuidade para pedestres, articulando naturalmente o edifício com a praça e formando uma interface urbana contínua. No térreo, o átrio “Lembrar a Origem” é pavimentado com tijolos cerâmicos vermelhos e incorpora elementos aquáticos, criando uma cena central que dialoga visualmente com as ruínas preservadas do antigo Salão Guangdong. A luz natural zenital, o som da água e os vestígios históricos produzem uma atmosfera serena e imersiva. No segundo pavimento, a sala de exposições organiza-se em torno do átrio em um percurso em forma de U, conduzindo naturalmente o olhar e o movimento até a varanda. Esta funciona como área de descanso ao ar livre, reforçando o jogo de cheios e vazios da fachada e complementando os usos externos. Instalações de apoio, como sanitários públicos, também são integradas ao conjunto, utilizando técnicas de alvenaria que dialogam com o contexto histórico.


4. Transformação dos interiores: Centro Comunitário de Xinhepu

III. Projeto e qualificação dos espaços públicos: da integração espacial ao aprimoramento da qualidade – O projeto integra a Praça do Canto Noroeste de Xinhepu, a Praça do Canto Sudoeste e a praça de entrada do Edifício Jiandong em um sistema paisagístico unificado, formando uma rede de espaços públicos interconectados e complementares. A Praça do Canto Noroeste funciona como uma sala de estar urbana aberta. Mantendo a escultura existente, sua estrutura espacial é redefinida por ajustes sutis de relevo e pavimentação contínua. Degraus, rampas, assentos e paisagismo resolvem com elegância as diferenças de nível, melhorando a fluidez dos percursos e a coerência visual. O projeto incorpora ainda soluções de cidade-esponja, como jardins de chuva e pavimentos permeáveis, fortalecendo a resiliência ecológica do local.


A Praça do Canto Sudoeste adota elementos refinados — canteiros curvos para árvores, assentos integrados e pavimentação permeável — criando um ambiente mais acolhedor e interativo. A abertura de suas bordas em direção à área residencial melhora o acesso visual e físico, tornando o espaço mais permeável e convidativo. A praça de entrada do Edifício Jiandong concentra-se na harmonização entre o ponto de ônibus e uma árvore antiga preservada. O canteiro da árvore integra assentos, formando uma área de espera confortável e protegida. Uma cobertura de policarbonato transparente permite a passagem da luz, projetando sombras dinâmicas em conjunto com a figueira centenária, reforçando seu papel como marco simbólico e depositário da memória coletiva. A partir dessa estrutura, o projeto desenvolve um sistema coordenado de mobiliário urbano, com a inserção estratégica de bancos, sinalização e iluminação. Elementos como guarda-corpos, divisórias, corredores e balizadores são projetados para desempenhar múltiplas funções — oferecer descanso, orientar fluxos e definir espaços de forma sutil — resultando em um sistema de espaços públicos flexível, adaptável e de alta qualidade.



IV. Estrutura técnica sistemática: reinterpretação e integração de materiais tradicionais com técnicas contemporâneas – Durante a fase de construção, o projeto priorizou o equilíbrio entre o saber-fazer tradicional e os materiais e métodos contemporâneos.
1. Precisão artesanal e inovação técnica
Para a restauração dos edifícios históricos, foram mobilizados artesãos experientes, responsáveis por técnicas tradicionais como a recuperação de alvenarias aparentes em tijolo vermelho, portas e janelas de madeira, molduras decorativas e acabamentos em pedra lavada. Esses métodos foram combinados com materiais modernos e sustentáveis de reforço estrutural, como fibras de carbono, aplicadas em estruturas de madeira e alvenaria. Paralelamente, o projeto inova ao empregar soluções contemporâneas, como alvenaria perfurada e revestimentos em terracota. Destaca-se o desenvolvimento de um sistema inédito de painéis de terracota perfurada fixados a seco, associado a acabamentos em granilite, configurando uma releitura atual de materiais tradicionais e oferecendo um modelo técnico e conceitual replicável para a requalificação de áreas históricas.


2. Qualificação integrada das infraestruturas
Enterramento das redes aéreas: As fiações antes expostas na fachada do Edifício Jiandong foram sistematicamente redirecionadas para um novo corredor técnico subterrâneo implantado ao lado do edifício, alcançando ocultação visual e maior ordenação urbana.
Relocação de estruturas fixadas em fachada: A estrutura metálica instalada na fachada norte dos edifícios nº 702–680 da Rua Donghua East foi desmontada e reinstalada ao nível do solo, atrás do muro paisagístico da praça leste. Essa intervenção eliminou completamente a poluição visual da fachada e suprimiu riscos de segurança associados.



Consolidação e ocultação de serviços: Para resolver a desordem visual das fachadas, realizou-se a reorganização sistemática das instalações externas, com a integração das condensadoras de ar-condicionado, remoção de painéis de alumínio salientes e ocultação de tubulações, eletrodutos e intradorsos de escadas em invólucros unificados.
Integração de postes inteligentes multifuncionais: Elementos urbanos antes dispersos — iluminação pública, câmeras de vigilância, sinalização e painéis inteligentes de tráfego — foram reunidos em postes inteligentes unificados, simplificando a paisagem urbana e conferindo identidade visual coesa ao conjunto.

Arquitetura
Centro de Cuidados Paliativos Bagchi Karunashraya / Mindspace

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- Área:
12000 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Century, Delianate Facade system, Featherlite Furniture, Hattich, Havells, Hindware, Jaquar, Listo Paints, MYK, Merino, Somany Tile, welspun

Descrição enviada pela equipe de projeto. Bagchi Karunashraya, que significa “Morada da Compaixão”, é uma instalação de cuidados paliativos localizada em Bhubaneswar, Odisha, dedicada a oferecer cuidados gratuitos e de qualidade a pacientes com câncer em estágio terminal. O centro constitui uma resposta compassiva ao cuidado no fim da vida, profundamente enraizada na filosofia: “Onde não há cura, há cuidado.” Trata-se de um lugar onde arquitetura, natureza e dignidade humana convergem para criar um ambiente de acolhimento e cuidado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Residência RDJ / Jacobsen Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em um grande declive, em meio a uma reserva florestal, o projeto da Residência RDJ buscou mimetizar topograficamente o terreno no qual se insere. O objetivo era criar uma casa que, à primeira vista, parecesse térrea, mas que fosse lentamente se desdobrando através do subsolo e de outros pavilhões que compõem o percurso da sua descida.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa no Meco / DNSJ.arq

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- Área:
272 m²
Ano:
2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

Fonte: Archdaily
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