Arquitetura
O que está em alta nas cozinhas modernas e como aplicar em casa
Integradas, amplas, funcionais e preparadas para receber. As cozinhas contemporâneas englobam uma série de funções que extrapolam o espaço de trabalho e a preparação de alimentos. Mais do que nunca, arquitetos, designers e marcas do segmento de casa vêm desenvolvendo verdadeiros espaços de convivência, que são, ao mesmo tempo, confortáveis, acolhedores e repletos de tecnologia, revestimentos e acabamentos de ponta.
Cozinhas integradas e com identidade
A busca por interiores cheios de identidade é uma das tendências de 2026 — e esse movimento também se reflete nos projetos de cozinha. Os espaços minimalistas, austeros e excessivamente neutros passam a dar lugar a cozinhas coloridas, ricas em texturas, memórias e narrativas.
“Nossos clientes estão buscando uma estética mais pessoal e talvez mais voltada para o artesanato, abandonando a cozinha futurista e uniforme em favor de uma variedade de visuais diferentes, incluindo paletas coloridas e materiais naturais”, diz a designer Lisa Odyniec, cofundadora do ES-LO Design Studio, sediado em São Francisco.

No Brasil, onde a cozinha sempre foi a alma da casa, esse movimento é natural. “Hoje, a gente projeta pensando no dia a dia real das pessoas. Uma bancada que vira apoio para receber, um layout que permite circular enquanto conversa, iluminação acolhedora… Tudo isso cria essa atmosfera de encontro”, opina a arquiteta Claudia Lopes, do Studio Canto.


É o que se vê, por exemplo, na cozinha da criadora de conteúdo e cozinheira Isa Scherer, projetada pelo escritório Fatta Arquitetura. Usado tanto no cotidiano quanto como cenário para suas produções digitais, o espaço ganhou azulejos estampados, muita cor e uma parede que expõe a coleção de menus emoldurados da proprietária — uma forma afetiva e bem-humorada de traduzir sua personalidade.

Já no apartamento do chef Claude Troisgros, no Rio de Janeiro, a cozinha aberta para a sala também assume esse papel de espaço de convivência, com panelas, objetos decorativos e utensílios expostos em estantes e prateleiras.
Tecnologia incorporada à rotina
Não dá para falar de cozinhas modernas sem abordar a tecnologia. De eletrodomésticos inteligentes a sistemas que otimizam o consumo de energia e água, passando por dispositivos que facilitam tarefas cotidianas, a inovação está presente — mas de forma cada vez mais discreta.
“Costumávamos ver grandes coifas industriais nas cozinhas, depois surgiram os microhoods (micro-ondas que funcionam como coifas) e, mais recentemente, coifas embutidas em armários ou até mesmo integradas ao cooktop”, diz Noam Dvir, cofundador do escritório de arquitetura e interiores BoND, de Nova York. “Isso faz com que a cozinha pareça mais uma peça sofisticada de marcenaria.”

Apostar em marcenaria sob medida, inclusive, segue sendo uma das principais decisões de projeto, já que ela é capaz de definir o layout e dar o tom da decoração. “Eletrodomésticos integrados ajudam a manter o visual limpo, e a marcenaria entra como protagonista para organizar tudo sem perder praticidade”, afirma Claudia Lopes, do Studio Canto.
Revestimentos naturais e soluções práticas
Combinar um bom projeto de marcenaria planejada com revestimentos práticos é outro ponto-chave. E, em sintonia com a busca por espaços com identidade e alma, materiais naturais — ou com aparência natural — permanecem em alta. Pedras, madeiras, superfícies minerais e acabamentos que remetem ao artesanal continuam em destaque.
Há diferentes formas de explorar esses materiais de maneira criativa. Pedras naturais podem aparecer não apenas em bancadas, mas também em ilhas esculturais, frontões e painéis. Cerâmicas e porcelanatos entram como alternativas duráveis. Já a madeira surge com tratamentos tecnológicos, em versões mais resistentes à umidade e ao calor, aplicada em portas, nichos ou forros.


A ilha esculpida em quartzito Patagônia domina o espaço com ângulos marcantes, dialogando com a planta de fachada angulada, que orientou também os recortes do forro e as floreiras inclinadas da varanda.

Já na cozinha desenvolvida pela equipe da Casa Vogue para o evento Casa Vogue Experience, a marcenaria propõe um balcão que avança em direção ao living, criando uma verdadeira cozinha social.
Esse tipo de solução dialoga diretamente com a questão da praticidade, outro ponto fundamental para projetar estes espaços hoje em dia. É aí que entram os acessórios multifuncionais, cada vez em alta com as marcas dedicadas ao segmento de casa.
De torneiras que produzem água com gás a cubas que já vêm com acessórios incorporados — como escorredores, tábuas de madeira, baldes de gelo e bowls para petiscos —, tudo é pensado para otimizar o uso do espaço, reduzir a bagunça e, é claro, facilitar a rotina.
Arquitetura
Casa Terra / Tomohiro Hata Architect and Associates

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Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto teve início com a seguinte pergunta do cliente ao arquiteto:
“A sociedade ao nosso redor parece muito madura; no entanto, muitos edifícios estão sendo demolidos um após o outro, mesmo quando ainda têm vida útil suficiente. Isso não acontece justamente por causa da perda de algo essencial?”

Fonte: Archdaily
Arquitetura
5ª edição da ABERTO ocupa Casa Bola, obra icônica de Eduardo Longo
Paralelamente, a ABERTO estreia a ABERTO Rua, iniciativa que leva mais de 15 obras comissionadas para o espaço público da Avenida Faria Lima, expandindo a mostra para o tecido urbano. “Na rua, a arte encontra quem não foi convidado”, afirma Filipe Assis, sintetizando o gesto de abrir a experiência artística ao acaso, ao trânsito e à diversidade da cidade.
Arquitetura
Bairro em Paris – Biblioteca Multimídia e Edifícios Residenciais / La Architectures + Atelier Régis Roudil Architectes + Nicolas Hugoo Architecture

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Nicolas Hugoo Architecture concluiu 36 unidades de habitação social; a LA Architectures, uma biblioteca pública e 75 apartamentos familiares; e o atelier Régis Roudil, uma moradia estudantil com 75 apartamentos no bairro Paul Bourget, no 13º arrondissement de Paris. A operação de revitalização do bairro Paul-Bourget teve início em 2014, com o objetivo de romper o isolamento da área e assegurar a melhoria duradoura do panorama urbano para seus habitantes. Liderado pela Elogie Siemp e pela Semapa, e projetado pela Urban Act, este ambicioso projeto de renovação urbana possibilitou a criação de uma nova geração de habitações nesse terreno de 4 hectares, além de restaurar a presença de áreas verdes e da biodiversidade.

Fonte: Archdaily
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