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O gerenciamento de cronograma é uma prática essencial em projetos que envolve a definição, planejamento e controle do tempo necessário para a execução de atividades. Essa técnica visa garantir que os prazos sejam cumpridos, otimizando recursos e aumentando a eficiência do projeto. Ao implementar um gerenciamento de cronograma eficaz, as equipes podem identificar possíveis atrasos e tomar medidas corretivas antes que se tornem problemas significativos.
A importância do gerenciamento de cronograma reside na sua capacidade de proporcionar uma visão clara do progresso do projeto. Com um cronograma bem estruturado, é possível monitorar o andamento das atividades, alocar recursos de forma adequada e garantir que todos os membros da equipe estejam cientes de suas responsabilidades. Além disso, um cronograma eficaz ajuda a minimizar riscos e a maximizar a produtividade.
Existem diversas ferramentas disponíveis no mercado que facilitam o gerenciamento de cronograma. Softwares como Microsoft Project, Trello e Asana permitem que as equipes criem cronogramas visuais, atribuam tarefas e acompanhem prazos. Essas ferramentas também oferecem funcionalidades de colaboração, permitindo que todos os membros da equipe atualizem o status de suas atividades em tempo real.
O gerenciamento de cronograma envolve várias etapas cruciais, começando pela definição das atividades necessárias para a conclusão do projeto. Em seguida, as atividades devem ser sequenciadas, estimando-se a duração de cada uma. Após isso, é fundamental desenvolver um cronograma que reflita essas informações e, por fim, monitorar e controlar o progresso ao longo do projeto, realizando ajustes conforme necessário.
Os desafios no gerenciamento de cronograma podem incluir mudanças inesperadas nas prioridades do projeto, atrasos na entrega de recursos e a falta de comunicação entre os membros da equipe. Para superar esses desafios, é vital que as equipes mantenham uma comunicação aberta e estejam preparadas para se adaptar a novas circunstâncias, revisando o cronograma sempre que necessário.
Os benefícios do gerenciamento de cronograma são amplos e impactam diretamente a qualidade do projeto. Entre eles, destacam-se a melhoria na organização das atividades, a redução de custos devido à otimização de recursos e a satisfação do cliente, que se traduz em entregas pontuais e dentro das expectativas. Um cronograma bem gerenciado também contribui para um ambiente de trabalho mais colaborativo e produtivo.
Dentre as metodologias de gerenciamento de cronograma, destacam-se o Método do Caminho Crítico (CPM) e a Técnica de Avaliação e Revisão de Programa (PERT). O CPM é utilizado para identificar as atividades críticas que determinam a duração total do projeto, enquanto o PERT é útil para lidar com incertezas nas estimativas de tempo. Ambas as metodologias oferecem uma abordagem estruturada para o planejamento e controle de cronogramas.
O gerente de projetos desempenha um papel fundamental no gerenciamento de cronograma, sendo responsável por garantir que todas as etapas sejam cumpridas conforme o planejado. Esse profissional deve ter habilidades de liderança, comunicação e resolução de problemas, além de um profundo conhecimento das ferramentas e técnicas de gerenciamento de cronograma. A capacidade de motivar a equipe e manter o foco nos objetivos do projeto é crucial para o sucesso.
O monitoramento e controle do cronograma são atividades contínuas que envolvem a comparação entre o cronograma planejado e o cronograma real. Essa prática permite identificar desvios e tomar ações corretivas rapidamente. O uso de indicadores de desempenho, como o Índice de Desempenho de Prazo (SPI), pode ajudar a avaliar a eficiência do cronograma e a eficácia das ações implementadas.
O gerenciamento de cronograma é uma competência essencial para o sucesso de qualquer projeto. Ao dominar as técnicas e ferramentas disponíveis, as equipes podem garantir que os prazos sejam cumpridos e que os objetivos sejam alcançados de forma eficiente. A prática contínua e a adaptação às novas demandas do mercado são fundamentais para aprimorar essa habilidade e obter resultados cada vez melhores.

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2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

“Minha intervenção atual, a convite dos moradores, tem a função de atualizar e adequar a grande casa à vida da família”, diz o arquiteto Carlos Boeschenstein, que criou o espaço artístico e a sala de ginástica, além de retrabalhar toda a iluminação para valorizar as madeiras da estrutura típica de Zanine e, ao mesmo tempo, destacar as peças da “artista residente” – neste caso, literalmente. Raquel estudou sua arte na Heatherleys School of Fine Arts, no Morley College e na University of the Arts of London, e já expôs suas obras, desde 2019, na Casa Brasil, no Centro Cultural dos Correios e no Consulado da Argentina, além de galerias diversas, sempre no Rio de Janeiro.

A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.
O bazar se insere com firmeza nessa categoria. Ele não pode ser entendido por um único desenho ou por uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, é ensaiada diariamente. O que o sustenta não é apenas a composição arquitetônica, mas o tempo compartilhado, a memória coletiva e padrões de uso construídos ao longo dos anos. A convivência no bazar não nasce de decisões formais de projeto; ela é produzida por encontros repetidos, proximidades negociadas e familiaridade social acumulada no tempo.
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Observar um bazar com atenção é reconhecer a arquitetura operando como um sistema temporal. Mercados não funcionam de maneira contínua e uniforme. Eles se montam, se intensificam, pausam, se transformam e se dissolvem — muitas vezes dentro de um único dia. Da atividade noturna do Mercado de Flores Dadar, em Mumbai, à precisão matinal do Mercado de Tsukiji, em Tóquio, esses ambientes são regidos menos por fechamentos espaciais e mais por coordenação no tempo.
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A regulação acontece por repetição, não por imposição. A orientação se dá pela familiaridade, não pela sinalização. A memória assume o papel que, em geral, caberia às paredes e aos limites físicos. Ao longo do dia, ferramentas arquitetônicas convencionais começam a perder relevância. Plantas não conseguem registrar o movimento; diagramas de zoneamento falham em captar a sobreposição. Em seu lugar, é preciso outro tipo de leitura espacial — uma que reconheça o tempo como estrutura organizadora e o comportamento como um material arquitetônico central.

Entre a meia-noite e o início da manhã, muitos mercados se formam fora do olhar da cidade. No Mercado de Flores KR, em Bengaluru, essa lógica temporal está ligada ao papel da cidade como polo agrícola e comercial regional. As flores chegam durante a noite, vindas de distritos vizinhos e outros estados, sincronizadas com a demanda do atacado nas primeiras horas do dia e com a necessidade de evitar o calor e o trânsito diurnos. O mercado ocupa um tecido urbano denso, sobreposto por rotas de transporte, instituições religiosas e ruas comerciais históricas. Sua montagem segue o hábito, não a alocação formal.

Superfícies temporárias são estendidas. Feixes de flores definem bordas e caminhos. Poucos estandes existem no sentido arquitetônico tradicional, mas os limites espaciais são claramente compreendidos. Os vendedores retornam aos mesmos pontos todos os dias, guiados pelo reconhecimento social, não por marcações físicas. O território se mantém pela continuidade, não pela posse. A ordem espacial é construída coletivamente, sem infraestrutura visível ou controle centralizado. Aqui, o bazar revela uma inteligência arquitetônica raramente reconhecida: ambientes feitos pela repetição, e não pela permanência; legibilidade sustentada pela memória, e não pelo fechamento material.
Nas primeiras horas da manhã, a atividade se intensifica. Troca no atacado, compras no varejo, logística e demandas rituais se sobrepõem num intervalo de tempo extremamente comprimido. A proximidade do mercado com ruas comerciais e áreas de culto o insere num tecido urbano historicamente denso. Do ponto de vista do planejamento, essa concentração costuma ser lida como desordem. No nível do chão, porém, o espaço opera com precisão.

Os fluxos se ajustam em torno de carrinhos, motos e carregadores. Certos caminhos se alargam ou se estreitam conforme o volume, não conforme a dimensão física. Limiares mudam de função sem alteração arquitetônica. O que parece caótico de cima funciona como um sistema calibrado por hábito, familiaridade e ajuste mútuo. Aqui, a densidade não indica falha do planejamento — indica sucesso da organização temporal. A arquitetura atua menos como separação e mais como estrutura para negociação constante.
Com o avanço do dia, a intensidade diminui. A ênfase passa da transação ao descanso, à manutenção e à troca social. Em mercados como o de Mapusa, em Goa, essa desaceleração é estrutural. O ritmo do mercado se vincula mais aos ciclos agrícolas semanais e sazonais do que à demanda diária. O pico ocorre pela manhã; depois, o tempo se alonga.

Nessas horas, o mercado se expande e se contrai no tempo, não no espaço. A forma construída oferece sombra, bordas e superfícies duráveis, mas recua em protagonismo. A organização se dá por expectativa mútua. Conversas se estendem. Assentos improvisados surgem onde nada foi projetado. O mercado continua ocupando o espaço sem produzir troca material. Essa pausa não é ineficiência — é inteligência espacial. Ela permite que o sistema se recupere e se sustente ao longo das semanas e estações.
À medida que o comércio se encerra, muitos mercados se transformam profundamente. No Campo de’ Fiori, em Roma, a retirada das barracas revela uma praça cívica. O mesmo chão que sustentava caixas e circulação pela manhã passa a acolher encontros e lazer à noite.

Essa mudança acontece sem qualquer intervenção arquitetônica ou reprogramação formal. O uso se transforma, mas a memória do espaço permanece. Mesmo sem as barracas e objetos, os vestígios do mercado continuam legíveis, e as pessoas ainda reconhecem onde a atividade acontecia, orientando-se pela familiaridade — não por placas ou dispositivos de design. O espaço não precisa anunciar sua nova função; ele simplesmente a incorpora. O êxito desses ambientes não está na “flexibilidade” como recurso projetado, mas na ausência de restrições. A arquitetura se mantém aberta o suficiente para acolher diferentes condições sociais ao longo do tempo, sem impor hierarquias nem fixar permanências. Ao evitar definir o uso com excesso de precisão, o mercado garante continuidade entre o comércio e a vida pública, mostrando como a arquitetura permanece relevante quando permite que os programas evoluam, em vez de exigir estabilidade.
À noite, o bazar quase desaparece. Estruturas temporárias somem. Os objetos vão embora. Em mercados como o Ballarò, em Palermo, quase nada resta fisicamente — mas a ordem espacial continua viva na memória coletiva. O mercado não depende de preservação formal. Ele sobrevive por ensaio diário.

Com o tempo, a questão muda: não é mais como projetar mercados, mas como os mercados moldam o comportamento espacial. O bazar ensina negociação, timing e convivência. Ele produz coletividade não pela forma, mas pelo uso contínuo. Não se trata de romantizar a informalidade, mas de ampliar o modo como a arquitetura observa o espaço vivido. Quando espaço e tempo são inseparáveis, a representação também precisa ser. O bazar não pede outra arquitetura. Ele pede outras formas de enxergar a arquitetura como ela é vivida.
Este artigo é parte dos Temas do ArchDaily: Construindo lugares de encontro. Mensalmente, exploramos um tema em profundidade através de artigos, entrevistas, notícias e projetos de arquitetura. Convidamos você a conhecer mais sobre os temas do ArchDaily. E, como sempre, o ArchDaily está aberto a contribuições de nossas leitoras e leitores; se você quiser enviar um artigo ou projeto, entre em contato.
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