Arquitetura
Chrissy Teigen e John Legend mostram detalhes de casa que compraram de Rihanna
John Legend e Chrissy Teigen sempre foram abertos sobre suas vidas juntos ao longo dos anos, compartilhando trechos nas redes sociais a medida que cresciam e se tornavam uma grande família de seis pessoas.
Agora, eles estão abrindo as portas para que os fãs tenham uma visão completa de sua nova residência arejada e em tons de terra em Beverly Hills, que foi comprada recentemente de Rihanna.
As casas de John e Chrissy têm sido “capítulos” importantes em suas vidas, disse a modelo à revista Architectural Digest (AD). Na edição global de setembro da AD, eles estão virando uma nova página, dando as boas-vindas aos leitores para conhecerem seu espaço recém-renovado.
Para a capa, o casal posou com três de seus filhos, Luna, Miles e Esti – o recém-nascido Wren, que chegou em junho, não aparece na foto – no espaçoso imóvel, que foi reformado pelo arquiteto e designer de interiores Jake Arnold. Arnold fez sua mágica nas casas de Katy Perry, Rashida Jones e Aaron Paul, e também trabalhou anteriormente no estúdio de gravação de Legend.

“Estamos sempre abertos a uma nova casa ou a mudar a casa em que estamos”, disse Teigen à AD na matéria de capa. “Quando ela diz ‘nós’, ela quer dizer ela”, acrescentou Legend. “Mas é verdade. Não temos medo de mudar as coisas.”
Santuário Convidativo
Legend disse à AD que sua última casa era um pouco “mais escura” e “clausurada”, e que ele e Teigen foram atraídos para a nova propriedade por causa da qualidade de sua luz. “Adoramos como ela é aberta e a forma como está tão conectada ao ar livre. Queríamos criar algo mágico, especialmente para as crianças”, explicou.
Arnold é conhecido por sua experiência com tons neutros suaves e elevados e pela criação de espaços calorosos e acolhedores – que ele adaptou ao gosto do casal.
“Eles gostam de elementos com um pouco de glamour e diversão, e são atraídos pelo trabalho de artesãos ousados e contemporâneos, o que não é meu hábito”, disse Arnold à AD. “Mas Chrissy e John são as pessoas mais acolhedoras e solidárias e confiaram em mim. Meu desafio foi pegar esta casa nova e contemporânea e aplicar minha filosofia a ela – torná-la convidativa e habitável, uma versão do que faço que fale diretamente com suas personalidades.”


O casal já havia dito à revista que ambos são atraídos pelo design romântico e feminino, que ecoa na casa de plano aberto através de detalhes em blush e dourado, móveis sinuosos e lustres esculturais.
Arnold enfatizou formas curvas em toda a casa, com arestas vivas quase impossíveis de encontrar em móveis, decoração e detalhes internos. Ele chegou ao ponto de substituir inteiramente a antiga escada angular de aço e vidro da casa.
“Eu queria fazer muitas silhuetas arredondadas para compensar a arquitetura retilínea”, explicou Arnold. “Eles usam todos os cômodos da casa e nenhum lugar é proibido para as crianças, então tudo tinha que ser casual e confortável.”

Nos quartos das crianças, Arnold ampliou as cores, com um paraíso rosa e lilás para Luna, de sete anos, completo com um escorregador para uma piscina de bolinhas e um espaço com tema de safári para cinco. Miles, de um ano, que apresenta girafas enormes, um jipe beliche e uma parede de escalada.
“Sabemos que os quartos irão evoluir à medida que as crianças crescerem, mas são perfeitos para agora. Eles são como pequenos mundos de sonho”, disse Arnold.
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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