Multitasking
O que é Multitasking?
Multitasking, ou multitarefa, refere-se à capacidade de realizar várias tarefas simultaneamente. Essa habilidade é cada vez mais valorizada no ambiente de trabalho moderno, onde a eficiência e a produtividade são essenciais. O conceito de multitasking pode ser aplicado tanto em contextos pessoais quanto profissionais, abrangendo desde a execução de tarefas simples, como responder e-mails enquanto se participa de uma reunião, até atividades mais complexas que exigem concentração e foco.
Benefícios do Multitasking
Um dos principais benefícios do multitasking é a otimização do tempo. Ao realizar várias atividades ao mesmo tempo, é possível concluir tarefas mais rapidamente, o que pode levar a um aumento na produtividade geral. Além disso, o multitasking pode ajudar a desenvolver habilidades de gerenciamento de tempo e priorização, permitindo que os indivíduos se tornem mais eficientes em suas rotinas diárias.
Desafios do Multitasking
Apesar de seus benefícios, o multitasking também apresenta desafios significativos. A divisão da atenção entre várias tarefas pode resultar em uma diminuição da qualidade do trabalho, já que a concentração em uma única atividade é frequentemente comprometida. Estudos mostram que o multitasking pode levar a um aumento do estresse e da fadiga mental, dificultando a capacidade de foco e a retenção de informações.
Multitasking e Tecnologia
A tecnologia desempenha um papel crucial no conceito de multitasking. Com o advento de dispositivos móveis e aplicativos que permitem a execução de várias funções ao mesmo tempo, como chamadas de vídeo, mensagens instantâneas e navegação na internet, o multitasking se tornou uma prática comum. No entanto, é importante encontrar um equilíbrio, pois o uso excessivo da tecnologia pode contribuir para a sobrecarga de informações e a diminuição da produtividade.
Multitasking em Ambientes de Trabalho
No ambiente corporativo, o multitasking é frequentemente incentivado como uma forma de aumentar a eficiência. Muitas empresas implementam ferramentas e softwares que permitem que os funcionários gerenciem várias tarefas ao mesmo tempo. No entanto, é fundamental que as organizações reconheçam os limites do multitasking e promovam um ambiente que valorize a qualidade do trabalho em vez da quantidade de tarefas realizadas simultaneamente.
Como Melhorar suas Habilidades de Multitasking
Para aprimorar suas habilidades de multitasking, é essencial desenvolver uma boa organização e planejamento. Utilizar listas de tarefas e priorizar atividades pode ajudar a manter o foco e a eficiência. Além disso, é importante fazer pausas regulares para evitar a fadiga mental e garantir que a qualidade do trabalho não seja comprometida. Praticar a meditação e técnicas de mindfulness também pode contribuir para uma melhor concentração.
Multitasking e Saúde Mental
A prática constante de multitasking pode ter um impacto negativo na saúde mental. A pressão para realizar várias tarefas ao mesmo tempo pode levar a níveis elevados de estresse e ansiedade. É crucial que os indivíduos reconheçam quando estão se sentindo sobrecarregados e busquem estratégias para gerenciar sua carga de trabalho de maneira mais saudável, como delegar tarefas ou estabelecer limites claros.
Multitasking vs. Monotasking
O debate entre multitasking e monotasking (ou foco em uma única tarefa) é um tema recorrente. Enquanto o multitasking pode parecer uma solução eficiente, muitos especialistas defendem que o monotasking pode ser mais produtivo a longo prazo. Focar em uma única tarefa permite uma maior profundidade de pensamento e uma melhor qualidade de trabalho, reduzindo a probabilidade de erros e aumentando a satisfação pessoal.
Exemplos de Multitasking no Dia a Dia
O multitasking é uma prática comum em diversas situações cotidianas. Por exemplo, muitas pessoas ouvem música enquanto estudam, cozinham enquanto assistem a um programa de TV ou fazem compras online enquanto conversam com amigos. Esses exemplos ilustram como o multitasking pode se integrar à vida diária, mas também ressaltam a importância de estar ciente dos limites e das consequências dessa prática.
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
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