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Neil Armstrong, nascido em 5 de agosto de 1930, foi um astronauta e engenheiro aeroespacial americano que se tornou uma figura icônica na história da exploração espacial. Ele é amplamente reconhecido por ser o primeiro ser humano a pisar na superfície da Lua em 20 de julho de 1969, durante a missão Apollo 11 da NASA. Sua famosa frase, “Um pequeno passo para [um] homem, um grande salto para a humanidade”, ressoou em todo o mundo, simbolizando não apenas a conquista individual, mas também o avanço da ciência e da tecnologia.
Antes de se tornar astronauta, Neil Armstrong formou-se em engenharia aeronáutica pela Universidade de Purdue e serviu como piloto naval durante a Guerra da Coreia. Após a guerra, ele trabalhou como piloto de testes, onde ganhou experiência valiosa que o preparou para sua futura carreira na NASA. Em 1962, Armstrong foi selecionado como astronauta e rapidamente se destacou em várias missões, incluindo a Gemini 8, onde realizou o primeiro acoplamento espacial bem-sucedido.
A Apollo 11 foi a missão que levou Neil Armstrong e seus colegas astronautas, Buzz Aldrin e Michael Collins, à Lua. O lançamento ocorreu em 16 de julho de 1969, e após uma viagem de quatro dias, o módulo lunar, chamado Eagle, se separou do módulo de comando. Armstrong pilotou o Eagle durante a descida, enfrentando desafios técnicos e uma área de pouso repleta de rochas. Sua habilidade e calma sob pressão foram cruciais para o sucesso da missão.
O legado de Neil Armstrong transcende sua conquista na Lua. Ele se tornou um símbolo de exploração e inovação, inspirando gerações de cientistas, engenheiros e sonhadores. Após sua carreira na NASA, Armstrong lecionou engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati e continuou a promover a importância da exploração espacial. Seu impacto na cultura popular é evidente em filmes, livros e documentários que celebram sua vida e realizações.
A contribuição de Neil Armstrong para a exploração espacial é inestimável. Ele não apenas ajudou a abrir caminho para futuras missões à Lua e além, mas também desempenhou um papel fundamental na promoção da pesquisa científica e da tecnologia aeroespacial. A missão Apollo 11 não apenas demonstrou a capacidade humana de viajar para outros corpos celestes, mas também estabeleceu as bases para a exploração de Marte e outros planetas no futuro.
Neil Armstrong recebeu numerosos prêmios e honrarias ao longo de sua vida, incluindo a Medalha de Ouro do Congresso dos Estados Unidos e a Medalha de Honra da NASA. Ele também foi induzido ao Hall da Fama da NASA e recebeu prêmios de várias instituições acadêmicas e científicas. Esses reconhecimentos refletem não apenas suas realizações como astronauta, mas também seu compromisso com a educação e a promoção da ciência.
A figura de Neil Armstrong permeia a cultura popular, com sua história sendo retratada em filmes, livros e programas de televisão. Documentários como “Apollo 11” e filmes como “First Man” exploram sua vida e a missão histórica que o tornou famoso. Essas representações ajudam a manter viva a memória de suas conquistas e a inspirar novas gerações a olhar para as estrelas.
Após sua aposentadoria da NASA, Neil Armstrong dedicou-se à educação, acreditando firmemente na importância de inspirar jovens a seguir carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Ele frequentemente participava de eventos educacionais e palestras, compartilhando sua experiência e incentivando estudantes a sonhar grande. Seu legado educacional continua a influenciar programas de STEM em todo o mundo.
O espírito de exploração de Neil Armstrong continua a ser uma força motriz na atualidade, especialmente com os planos da NASA e outras agências espaciais de retornar à Lua e explorar Marte. A visão de Armstrong sobre a exploração espacial como uma empreitada coletiva e inspiradora permanece relevante, à medida que a humanidade se prepara para novos desafios e descobertas no espaço. Seu nome será sempre associado a essa busca contínua por conhecimento e aventura.
“Minha intervenção atual, a convite dos moradores, tem a função de atualizar e adequar a grande casa à vida da família”, diz o arquiteto Carlos Boeschenstein, que criou o espaço artístico e a sala de ginástica, além de retrabalhar toda a iluminação para valorizar as madeiras da estrutura típica de Zanine e, ao mesmo tempo, destacar as peças da “artista residente” – neste caso, literalmente. Raquel estudou sua arte na Heatherleys School of Fine Arts, no Morley College e na University of the Arts of London, e já expôs suas obras, desde 2019, na Casa Brasil, no Centro Cultural dos Correios e no Consulado da Argentina, além de galerias diversas, sempre no Rio de Janeiro.

A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.
O bazar se insere com firmeza nessa categoria. Ele não pode ser entendido por um único desenho ou por uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, é ensaiada diariamente. O que o sustenta não é apenas a composição arquitetônica, mas o tempo compartilhado, a memória coletiva e padrões de uso construídos ao longo dos anos. A convivência no bazar não nasce de decisões formais de projeto; ela é produzida por encontros repetidos, proximidades negociadas e familiaridade social acumulada no tempo.
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Observar um bazar com atenção é reconhecer a arquitetura operando como um sistema temporal. Mercados não funcionam de maneira contínua e uniforme. Eles se montam, se intensificam, pausam, se transformam e se dissolvem — muitas vezes dentro de um único dia. Da atividade noturna do Mercado de Flores Dadar, em Mumbai, à precisão matinal do Mercado de Tsukiji, em Tóquio, esses ambientes são regidos menos por fechamentos espaciais e mais por coordenação no tempo.
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A regulação acontece por repetição, não por imposição. A orientação se dá pela familiaridade, não pela sinalização. A memória assume o papel que, em geral, caberia às paredes e aos limites físicos. Ao longo do dia, ferramentas arquitetônicas convencionais começam a perder relevância. Plantas não conseguem registrar o movimento; diagramas de zoneamento falham em captar a sobreposição. Em seu lugar, é preciso outro tipo de leitura espacial — uma que reconheça o tempo como estrutura organizadora e o comportamento como um material arquitetônico central.

Entre a meia-noite e o início da manhã, muitos mercados se formam fora do olhar da cidade. No Mercado de Flores KR, em Bengaluru, essa lógica temporal está ligada ao papel da cidade como polo agrícola e comercial regional. As flores chegam durante a noite, vindas de distritos vizinhos e outros estados, sincronizadas com a demanda do atacado nas primeiras horas do dia e com a necessidade de evitar o calor e o trânsito diurnos. O mercado ocupa um tecido urbano denso, sobreposto por rotas de transporte, instituições religiosas e ruas comerciais históricas. Sua montagem segue o hábito, não a alocação formal.

Superfícies temporárias são estendidas. Feixes de flores definem bordas e caminhos. Poucos estandes existem no sentido arquitetônico tradicional, mas os limites espaciais são claramente compreendidos. Os vendedores retornam aos mesmos pontos todos os dias, guiados pelo reconhecimento social, não por marcações físicas. O território se mantém pela continuidade, não pela posse. A ordem espacial é construída coletivamente, sem infraestrutura visível ou controle centralizado. Aqui, o bazar revela uma inteligência arquitetônica raramente reconhecida: ambientes feitos pela repetição, e não pela permanência; legibilidade sustentada pela memória, e não pelo fechamento material.
Nas primeiras horas da manhã, a atividade se intensifica. Troca no atacado, compras no varejo, logística e demandas rituais se sobrepõem num intervalo de tempo extremamente comprimido. A proximidade do mercado com ruas comerciais e áreas de culto o insere num tecido urbano historicamente denso. Do ponto de vista do planejamento, essa concentração costuma ser lida como desordem. No nível do chão, porém, o espaço opera com precisão.

Os fluxos se ajustam em torno de carrinhos, motos e carregadores. Certos caminhos se alargam ou se estreitam conforme o volume, não conforme a dimensão física. Limiares mudam de função sem alteração arquitetônica. O que parece caótico de cima funciona como um sistema calibrado por hábito, familiaridade e ajuste mútuo. Aqui, a densidade não indica falha do planejamento — indica sucesso da organização temporal. A arquitetura atua menos como separação e mais como estrutura para negociação constante.
Com o avanço do dia, a intensidade diminui. A ênfase passa da transação ao descanso, à manutenção e à troca social. Em mercados como o de Mapusa, em Goa, essa desaceleração é estrutural. O ritmo do mercado se vincula mais aos ciclos agrícolas semanais e sazonais do que à demanda diária. O pico ocorre pela manhã; depois, o tempo se alonga.

Nessas horas, o mercado se expande e se contrai no tempo, não no espaço. A forma construída oferece sombra, bordas e superfícies duráveis, mas recua em protagonismo. A organização se dá por expectativa mútua. Conversas se estendem. Assentos improvisados surgem onde nada foi projetado. O mercado continua ocupando o espaço sem produzir troca material. Essa pausa não é ineficiência — é inteligência espacial. Ela permite que o sistema se recupere e se sustente ao longo das semanas e estações.
À medida que o comércio se encerra, muitos mercados se transformam profundamente. No Campo de’ Fiori, em Roma, a retirada das barracas revela uma praça cívica. O mesmo chão que sustentava caixas e circulação pela manhã passa a acolher encontros e lazer à noite.

Essa mudança acontece sem qualquer intervenção arquitetônica ou reprogramação formal. O uso se transforma, mas a memória do espaço permanece. Mesmo sem as barracas e objetos, os vestígios do mercado continuam legíveis, e as pessoas ainda reconhecem onde a atividade acontecia, orientando-se pela familiaridade — não por placas ou dispositivos de design. O espaço não precisa anunciar sua nova função; ele simplesmente a incorpora. O êxito desses ambientes não está na “flexibilidade” como recurso projetado, mas na ausência de restrições. A arquitetura se mantém aberta o suficiente para acolher diferentes condições sociais ao longo do tempo, sem impor hierarquias nem fixar permanências. Ao evitar definir o uso com excesso de precisão, o mercado garante continuidade entre o comércio e a vida pública, mostrando como a arquitetura permanece relevante quando permite que os programas evoluam, em vez de exigir estabilidade.
À noite, o bazar quase desaparece. Estruturas temporárias somem. Os objetos vão embora. Em mercados como o Ballarò, em Palermo, quase nada resta fisicamente — mas a ordem espacial continua viva na memória coletiva. O mercado não depende de preservação formal. Ele sobrevive por ensaio diário.

Com o tempo, a questão muda: não é mais como projetar mercados, mas como os mercados moldam o comportamento espacial. O bazar ensina negociação, timing e convivência. Ele produz coletividade não pela forma, mas pelo uso contínuo. Não se trata de romantizar a informalidade, mas de ampliar o modo como a arquitetura observa o espaço vivido. Quando espaço e tempo são inseparáveis, a representação também precisa ser. O bazar não pede outra arquitetura. Ele pede outras formas de enxergar a arquitetura como ela é vivida.
Este artigo é parte dos Temas do ArchDaily: Construindo lugares de encontro. Mensalmente, exploramos um tema em profundidade através de artigos, entrevistas, notícias e projetos de arquitetura. Convidamos você a conhecer mais sobre os temas do ArchDaily. E, como sempre, o ArchDaily está aberto a contribuições de nossas leitoras e leitores; se você quiser enviar um artigo ou projeto, entre em contato.
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