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Scheduling, ou agendamento, é um termo amplamente utilizado em diversos setores, especialmente em serviços, para descrever o processo de planejar e organizar atividades, compromissos e recursos. No contexto de negócios, o scheduling é essencial para otimizar o uso do tempo e garantir que as tarefas sejam realizadas de forma eficiente. A prática de scheduling pode incluir desde a marcação de reuniões até a alocação de recursos em projetos complexos.
A importância do scheduling em serviços não pode ser subestimada. Um bom sistema de agendamento permite que as empresas maximizem a produtividade, minimizem conflitos de horários e melhorem a experiência do cliente. Ao garantir que os serviços sejam prestados no momento certo, as empresas podem aumentar a satisfação do cliente e, consequentemente, a fidelização. Além disso, um scheduling eficaz ajuda a evitar o desperdício de recursos e tempo.
Existem diversos tipos de scheduling que podem ser aplicados em diferentes contextos. O scheduling de tarefas é comum em ambientes de trabalho, onde as atividades são organizadas por prioridade e prazo. O scheduling de recursos, por outro lado, foca na alocação de equipamentos e pessoal para garantir que todos os recursos necessários estejam disponíveis quando necessário. Já o scheduling de eventos é utilizado para planejar conferências, reuniões e outros encontros, assegurando que todos os participantes estejam disponíveis.
Com o avanço da tecnologia, diversas ferramentas de scheduling foram desenvolvidas para facilitar o agendamento de atividades. Softwares como Google Calendar, Microsoft Outlook e plataformas específicas de agendamento de serviços permitem que empresas e indivíduos organizem seus compromissos de maneira eficiente. Essas ferramentas frequentemente oferecem recursos como lembretes automáticos, integração com outras aplicações e a capacidade de compartilhar agendas com outras pessoas.
Apesar de suas vantagens, o scheduling também apresenta desafios. Um dos principais problemas é a sobrecarga de compromissos, que pode levar a conflitos de horários e estresse. Além disso, mudanças inesperadas, como cancelamentos ou atrasos, podem complicar ainda mais o processo de agendamento. Para mitigar esses desafios, é fundamental ter um sistema flexível que permita ajustes rápidos e eficazes.
Implementar um sistema de scheduling eficiente requer planejamento e a escolha das ferramentas adequadas. É importante analisar as necessidades específicas da empresa e selecionar uma solução que se alinhe a essas necessidades. Além disso, a formação da equipe para utilizar as ferramentas de forma eficaz é crucial. Um bom sistema deve ser intuitivo e acessível, permitindo que todos os colaboradores possam utilizá-lo sem dificuldades.
Um sistema de scheduling bem implementado pode transformar a experiência do cliente. Ao garantir que os serviços sejam prestados de forma pontual e organizada, as empresas podem aumentar a satisfação do cliente. Além disso, um bom agendamento permite que os clientes tenham maior controle sobre seus compromissos, podendo escolher horários que melhor se adequem às suas necessidades. Isso resulta em um relacionamento mais positivo entre a empresa e seus clientes.
O scheduling também desempenha um papel fundamental na produtividade da equipe. Quando as tarefas são bem organizadas e os horários são respeitados, os colaboradores conseguem se concentrar em suas atividades sem interrupções. Isso não só melhora a eficiência, mas também contribui para um ambiente de trabalho mais harmonioso. Uma equipe que sabe exatamente o que deve fazer e quando, tende a ser mais motivada e produtiva.
O futuro do scheduling está intimamente ligado à evolução da tecnologia. Com o surgimento de inteligência artificial e automação, espera-se que os sistemas de agendamento se tornem ainda mais inteligentes e adaptáveis. Ferramentas que aprendem com o comportamento dos usuários e que podem prever necessidades futuras estão se tornando cada vez mais comuns. Isso promete revolucionar a forma como as empresas gerenciam seus compromissos e recursos.
“Minha intervenção atual, a convite dos moradores, tem a função de atualizar e adequar a grande casa à vida da família”, diz o arquiteto Carlos Boeschenstein, que criou o espaço artístico e a sala de ginástica, além de retrabalhar toda a iluminação para valorizar as madeiras da estrutura típica de Zanine e, ao mesmo tempo, destacar as peças da “artista residente” – neste caso, literalmente. Raquel estudou sua arte na Heatherleys School of Fine Arts, no Morley College e na University of the Arts of London, e já expôs suas obras, desde 2019, na Casa Brasil, no Centro Cultural dos Correios e no Consulado da Argentina, além de galerias diversas, sempre no Rio de Janeiro.

A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.
O bazar se insere com firmeza nessa categoria. Ele não pode ser entendido por um único desenho ou por uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, é ensaiada diariamente. O que o sustenta não é apenas a composição arquitetônica, mas o tempo compartilhado, a memória coletiva e padrões de uso construídos ao longo dos anos. A convivência no bazar não nasce de decisões formais de projeto; ela é produzida por encontros repetidos, proximidades negociadas e familiaridade social acumulada no tempo.
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Observar um bazar com atenção é reconhecer a arquitetura operando como um sistema temporal. Mercados não funcionam de maneira contínua e uniforme. Eles se montam, se intensificam, pausam, se transformam e se dissolvem — muitas vezes dentro de um único dia. Da atividade noturna do Mercado de Flores Dadar, em Mumbai, à precisão matinal do Mercado de Tsukiji, em Tóquio, esses ambientes são regidos menos por fechamentos espaciais e mais por coordenação no tempo.
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A regulação acontece por repetição, não por imposição. A orientação se dá pela familiaridade, não pela sinalização. A memória assume o papel que, em geral, caberia às paredes e aos limites físicos. Ao longo do dia, ferramentas arquitetônicas convencionais começam a perder relevância. Plantas não conseguem registrar o movimento; diagramas de zoneamento falham em captar a sobreposição. Em seu lugar, é preciso outro tipo de leitura espacial — uma que reconheça o tempo como estrutura organizadora e o comportamento como um material arquitetônico central.

Entre a meia-noite e o início da manhã, muitos mercados se formam fora do olhar da cidade. No Mercado de Flores KR, em Bengaluru, essa lógica temporal está ligada ao papel da cidade como polo agrícola e comercial regional. As flores chegam durante a noite, vindas de distritos vizinhos e outros estados, sincronizadas com a demanda do atacado nas primeiras horas do dia e com a necessidade de evitar o calor e o trânsito diurnos. O mercado ocupa um tecido urbano denso, sobreposto por rotas de transporte, instituições religiosas e ruas comerciais históricas. Sua montagem segue o hábito, não a alocação formal.

Superfícies temporárias são estendidas. Feixes de flores definem bordas e caminhos. Poucos estandes existem no sentido arquitetônico tradicional, mas os limites espaciais são claramente compreendidos. Os vendedores retornam aos mesmos pontos todos os dias, guiados pelo reconhecimento social, não por marcações físicas. O território se mantém pela continuidade, não pela posse. A ordem espacial é construída coletivamente, sem infraestrutura visível ou controle centralizado. Aqui, o bazar revela uma inteligência arquitetônica raramente reconhecida: ambientes feitos pela repetição, e não pela permanência; legibilidade sustentada pela memória, e não pelo fechamento material.
Nas primeiras horas da manhã, a atividade se intensifica. Troca no atacado, compras no varejo, logística e demandas rituais se sobrepõem num intervalo de tempo extremamente comprimido. A proximidade do mercado com ruas comerciais e áreas de culto o insere num tecido urbano historicamente denso. Do ponto de vista do planejamento, essa concentração costuma ser lida como desordem. No nível do chão, porém, o espaço opera com precisão.

Os fluxos se ajustam em torno de carrinhos, motos e carregadores. Certos caminhos se alargam ou se estreitam conforme o volume, não conforme a dimensão física. Limiares mudam de função sem alteração arquitetônica. O que parece caótico de cima funciona como um sistema calibrado por hábito, familiaridade e ajuste mútuo. Aqui, a densidade não indica falha do planejamento — indica sucesso da organização temporal. A arquitetura atua menos como separação e mais como estrutura para negociação constante.
Com o avanço do dia, a intensidade diminui. A ênfase passa da transação ao descanso, à manutenção e à troca social. Em mercados como o de Mapusa, em Goa, essa desaceleração é estrutural. O ritmo do mercado se vincula mais aos ciclos agrícolas semanais e sazonais do que à demanda diária. O pico ocorre pela manhã; depois, o tempo se alonga.

Nessas horas, o mercado se expande e se contrai no tempo, não no espaço. A forma construída oferece sombra, bordas e superfícies duráveis, mas recua em protagonismo. A organização se dá por expectativa mútua. Conversas se estendem. Assentos improvisados surgem onde nada foi projetado. O mercado continua ocupando o espaço sem produzir troca material. Essa pausa não é ineficiência — é inteligência espacial. Ela permite que o sistema se recupere e se sustente ao longo das semanas e estações.
À medida que o comércio se encerra, muitos mercados se transformam profundamente. No Campo de’ Fiori, em Roma, a retirada das barracas revela uma praça cívica. O mesmo chão que sustentava caixas e circulação pela manhã passa a acolher encontros e lazer à noite.

Essa mudança acontece sem qualquer intervenção arquitetônica ou reprogramação formal. O uso se transforma, mas a memória do espaço permanece. Mesmo sem as barracas e objetos, os vestígios do mercado continuam legíveis, e as pessoas ainda reconhecem onde a atividade acontecia, orientando-se pela familiaridade — não por placas ou dispositivos de design. O espaço não precisa anunciar sua nova função; ele simplesmente a incorpora. O êxito desses ambientes não está na “flexibilidade” como recurso projetado, mas na ausência de restrições. A arquitetura se mantém aberta o suficiente para acolher diferentes condições sociais ao longo do tempo, sem impor hierarquias nem fixar permanências. Ao evitar definir o uso com excesso de precisão, o mercado garante continuidade entre o comércio e a vida pública, mostrando como a arquitetura permanece relevante quando permite que os programas evoluam, em vez de exigir estabilidade.
À noite, o bazar quase desaparece. Estruturas temporárias somem. Os objetos vão embora. Em mercados como o Ballarò, em Palermo, quase nada resta fisicamente — mas a ordem espacial continua viva na memória coletiva. O mercado não depende de preservação formal. Ele sobrevive por ensaio diário.

Com o tempo, a questão muda: não é mais como projetar mercados, mas como os mercados moldam o comportamento espacial. O bazar ensina negociação, timing e convivência. Ele produz coletividade não pela forma, mas pelo uso contínuo. Não se trata de romantizar a informalidade, mas de ampliar o modo como a arquitetura observa o espaço vivido. Quando espaço e tempo são inseparáveis, a representação também precisa ser. O bazar não pede outra arquitetura. Ele pede outras formas de enxergar a arquitetura como ela é vivida.
Este artigo é parte dos Temas do ArchDaily: Construindo lugares de encontro. Mensalmente, exploramos um tema em profundidade através de artigos, entrevistas, notícias e projetos de arquitetura. Convidamos você a conhecer mais sobre os temas do ArchDaily. E, como sempre, o ArchDaily está aberto a contribuições de nossas leitoras e leitores; se você quiser enviar um artigo ou projeto, entre em contato.
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