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Young Innovators refere-se a um grupo de jovens que se destacam por suas ideias criativas e soluções inovadoras em diversos setores. Esses indivíduos, geralmente na faixa etária de 18 a 35 anos, têm a capacidade de transformar conceitos em realidades, utilizando tecnologia e pensamento crítico para resolver problemas contemporâneos. A inovação jovem é um fenômeno crescente, impulsionado pela facilidade de acesso à informação e pela cultura de empreendedorismo que se espalha pelo mundo.
Os Young Innovators possuem algumas características marcantes que os diferenciam de outros grupos. Eles são adaptáveis, criativos e têm uma mentalidade voltada para a solução de problemas. Além disso, esses jovens tendem a ser mais conectados às tendências globais e sociais, o que os ajuda a identificar oportunidades de inovação em suas comunidades. A paixão por aprender e a disposição para correr riscos são também traços comuns entre esses inovadores.
A tecnologia desempenha um papel crucial na vida dos Young Innovators. Com acesso a ferramentas digitais e plataformas de colaboração, esses jovens conseguem desenvolver e compartilhar suas ideias de forma rápida e eficaz. A internet, em particular, oferece um espaço onde eles podem se conectar com outros inovadores, investidores e mentores, ampliando suas redes e potencializando suas iniciativas. O uso de tecnologias emergentes, como inteligência artificial e blockchain, também é comum entre esses jovens.
Vários jovens ao redor do mundo têm se destacado como Young Innovators em suas áreas. Por exemplo, empreendedores que criaram startups de impacto social, desenvolvedores de aplicativos que facilitam a vida cotidiana e ativistas que utilizam a tecnologia para promover mudanças sociais. Esses exemplos demonstram a diversidade de talentos e a capacidade de inovação que os jovens podem trazer para o mercado, contribuindo para um futuro mais sustentável e inclusivo.
Apesar de seu potencial, os Young Innovators enfrentam diversos desafios. A falta de financiamento é um dos principais obstáculos, já que muitos investidores tendem a favorecer ideias mais consolidadas. Além disso, a pressão para ter sucesso rapidamente pode ser desmotivadora. A competição acirrada no mercado de inovação também exige que esses jovens se destaquem, o que pode ser uma tarefa difícil em um cenário tão dinâmico.
Para fomentar o crescimento dos Young Innovators, é essencial que haja um ecossistema de apoio. Isso inclui a criação de programas de mentoria, incubadoras de startups e acesso a recursos financeiros. Além disso, as instituições educacionais podem desempenhar um papel vital ao incentivar o pensamento crítico e a criatividade desde cedo, preparando os jovens para os desafios do futuro. O apoio da comunidade e do governo também é fundamental para criar um ambiente propício à inovação.
Os Young Innovators têm um impacto significativo na sociedade, trazendo novas perspectivas e soluções para problemas antigos. Eles são agentes de mudança, capazes de desafiar o status quo e promover a inclusão social. Através de suas inovações, esses jovens contribuem para o desenvolvimento econômico e social, criando empregos e melhorando a qualidade de vida em suas comunidades. O impacto positivo gerado por suas iniciativas pode ser visto em diversas áreas, como saúde, educação e meio ambiente.
O futuro dos Young Innovators parece promissor, especialmente com o aumento do interesse por inovação e empreendedorismo entre os jovens. À medida que mais pessoas se tornam conscientes da importância da inovação, espera-se que o número de Young Innovators continue a crescer. Com o apoio adequado, esses jovens poderão desenvolver soluções ainda mais criativas e eficazes, moldando um futuro que prioriza a sustentabilidade e a inclusão.
A sustentabilidade é uma preocupação central para muitos Young Innovators. Eles estão cada vez mais conscientes dos desafios ambientais e sociais que o mundo enfrenta e buscam soluções que não apenas atendam às necessidades atuais, mas que também preservem os recursos para as futuras gerações. Inovações em energia renovável, agricultura sustentável e tecnologias limpas são apenas algumas das áreas em que esses jovens estão fazendo a diferença, mostrando que a inovação pode e deve caminhar lado a lado com a responsabilidade ambiental.

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2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

“Minha intervenção atual, a convite dos moradores, tem a função de atualizar e adequar a grande casa à vida da família”, diz o arquiteto Carlos Boeschenstein, que criou o espaço artístico e a sala de ginástica, além de retrabalhar toda a iluminação para valorizar as madeiras da estrutura típica de Zanine e, ao mesmo tempo, destacar as peças da “artista residente” – neste caso, literalmente. Raquel estudou sua arte na Heatherleys School of Fine Arts, no Morley College e na University of the Arts of London, e já expôs suas obras, desde 2019, na Casa Brasil, no Centro Cultural dos Correios e no Consulado da Argentina, além de galerias diversas, sempre no Rio de Janeiro.

A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.
O bazar se insere com firmeza nessa categoria. Ele não pode ser entendido por um único desenho ou por uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, é ensaiada diariamente. O que o sustenta não é apenas a composição arquitetônica, mas o tempo compartilhado, a memória coletiva e padrões de uso construídos ao longo dos anos. A convivência no bazar não nasce de decisões formais de projeto; ela é produzida por encontros repetidos, proximidades negociadas e familiaridade social acumulada no tempo.
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Observar um bazar com atenção é reconhecer a arquitetura operando como um sistema temporal. Mercados não funcionam de maneira contínua e uniforme. Eles se montam, se intensificam, pausam, se transformam e se dissolvem — muitas vezes dentro de um único dia. Da atividade noturna do Mercado de Flores Dadar, em Mumbai, à precisão matinal do Mercado de Tsukiji, em Tóquio, esses ambientes são regidos menos por fechamentos espaciais e mais por coordenação no tempo.
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A regulação acontece por repetição, não por imposição. A orientação se dá pela familiaridade, não pela sinalização. A memória assume o papel que, em geral, caberia às paredes e aos limites físicos. Ao longo do dia, ferramentas arquitetônicas convencionais começam a perder relevância. Plantas não conseguem registrar o movimento; diagramas de zoneamento falham em captar a sobreposição. Em seu lugar, é preciso outro tipo de leitura espacial — uma que reconheça o tempo como estrutura organizadora e o comportamento como um material arquitetônico central.

Entre a meia-noite e o início da manhã, muitos mercados se formam fora do olhar da cidade. No Mercado de Flores KR, em Bengaluru, essa lógica temporal está ligada ao papel da cidade como polo agrícola e comercial regional. As flores chegam durante a noite, vindas de distritos vizinhos e outros estados, sincronizadas com a demanda do atacado nas primeiras horas do dia e com a necessidade de evitar o calor e o trânsito diurnos. O mercado ocupa um tecido urbano denso, sobreposto por rotas de transporte, instituições religiosas e ruas comerciais históricas. Sua montagem segue o hábito, não a alocação formal.

Superfícies temporárias são estendidas. Feixes de flores definem bordas e caminhos. Poucos estandes existem no sentido arquitetônico tradicional, mas os limites espaciais são claramente compreendidos. Os vendedores retornam aos mesmos pontos todos os dias, guiados pelo reconhecimento social, não por marcações físicas. O território se mantém pela continuidade, não pela posse. A ordem espacial é construída coletivamente, sem infraestrutura visível ou controle centralizado. Aqui, o bazar revela uma inteligência arquitetônica raramente reconhecida: ambientes feitos pela repetição, e não pela permanência; legibilidade sustentada pela memória, e não pelo fechamento material.
Nas primeiras horas da manhã, a atividade se intensifica. Troca no atacado, compras no varejo, logística e demandas rituais se sobrepõem num intervalo de tempo extremamente comprimido. A proximidade do mercado com ruas comerciais e áreas de culto o insere num tecido urbano historicamente denso. Do ponto de vista do planejamento, essa concentração costuma ser lida como desordem. No nível do chão, porém, o espaço opera com precisão.

Os fluxos se ajustam em torno de carrinhos, motos e carregadores. Certos caminhos se alargam ou se estreitam conforme o volume, não conforme a dimensão física. Limiares mudam de função sem alteração arquitetônica. O que parece caótico de cima funciona como um sistema calibrado por hábito, familiaridade e ajuste mútuo. Aqui, a densidade não indica falha do planejamento — indica sucesso da organização temporal. A arquitetura atua menos como separação e mais como estrutura para negociação constante.
Com o avanço do dia, a intensidade diminui. A ênfase passa da transação ao descanso, à manutenção e à troca social. Em mercados como o de Mapusa, em Goa, essa desaceleração é estrutural. O ritmo do mercado se vincula mais aos ciclos agrícolas semanais e sazonais do que à demanda diária. O pico ocorre pela manhã; depois, o tempo se alonga.

Nessas horas, o mercado se expande e se contrai no tempo, não no espaço. A forma construída oferece sombra, bordas e superfícies duráveis, mas recua em protagonismo. A organização se dá por expectativa mútua. Conversas se estendem. Assentos improvisados surgem onde nada foi projetado. O mercado continua ocupando o espaço sem produzir troca material. Essa pausa não é ineficiência — é inteligência espacial. Ela permite que o sistema se recupere e se sustente ao longo das semanas e estações.
À medida que o comércio se encerra, muitos mercados se transformam profundamente. No Campo de’ Fiori, em Roma, a retirada das barracas revela uma praça cívica. O mesmo chão que sustentava caixas e circulação pela manhã passa a acolher encontros e lazer à noite.

Essa mudança acontece sem qualquer intervenção arquitetônica ou reprogramação formal. O uso se transforma, mas a memória do espaço permanece. Mesmo sem as barracas e objetos, os vestígios do mercado continuam legíveis, e as pessoas ainda reconhecem onde a atividade acontecia, orientando-se pela familiaridade — não por placas ou dispositivos de design. O espaço não precisa anunciar sua nova função; ele simplesmente a incorpora. O êxito desses ambientes não está na “flexibilidade” como recurso projetado, mas na ausência de restrições. A arquitetura se mantém aberta o suficiente para acolher diferentes condições sociais ao longo do tempo, sem impor hierarquias nem fixar permanências. Ao evitar definir o uso com excesso de precisão, o mercado garante continuidade entre o comércio e a vida pública, mostrando como a arquitetura permanece relevante quando permite que os programas evoluam, em vez de exigir estabilidade.
À noite, o bazar quase desaparece. Estruturas temporárias somem. Os objetos vão embora. Em mercados como o Ballarò, em Palermo, quase nada resta fisicamente — mas a ordem espacial continua viva na memória coletiva. O mercado não depende de preservação formal. Ele sobrevive por ensaio diário.

Com o tempo, a questão muda: não é mais como projetar mercados, mas como os mercados moldam o comportamento espacial. O bazar ensina negociação, timing e convivência. Ele produz coletividade não pela forma, mas pelo uso contínuo. Não se trata de romantizar a informalidade, mas de ampliar o modo como a arquitetura observa o espaço vivido. Quando espaço e tempo são inseparáveis, a representação também precisa ser. O bazar não pede outra arquitetura. Ele pede outras formas de enxergar a arquitetura como ela é vivida.
Este artigo é parte dos Temas do ArchDaily: Construindo lugares de encontro. Mensalmente, exploramos um tema em profundidade através de artigos, entrevistas, notícias e projetos de arquitetura. Convidamos você a conhecer mais sobre os temas do ArchDaily. E, como sempre, o ArchDaily está aberto a contribuições de nossas leitoras e leitores; se você quiser enviar um artigo ou projeto, entre em contato.
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