Tecnologia
Roblox anuncia construção de data center em São Paulo de olho em crescimento e IA
TIAGO RIBAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A plataforma de games Roblox anunciou nesta sexta-feira (2), durante apresentação na gamescom latam, que construirá um data center em São Paulo em 2026. O investimento em infraestrutura tem como objetivo permitir que a empresa continue crescendo no Brasil, além de viabilizar o uso de ferramentas mais avançadas de inteligência artificial na plataforma.
“O Brasil é o nosso segundo maior país tanto em número de usuários quanto de criadores, e acho que ambos vão se beneficiar muito com a melhoria da qualidade da plataforma”, afirmou Jim Greer, diretor sênior de engenharia da Roblox, à reportagem.
Este será o primeiro data center da empresa na América do Sul. A Roblox conta hoje com mais de 20 servidores espalhados por EUA, Europa, Ásia e Oceania.
Pedido de longa data dos usuários brasileiros, um servidor nacional daria mais estabilidade para o serviço, possibilitando maior velocidade de conexão e menos interrupções.
Atrás apenas dos EUA em número de usuários, a comunidade brasileira na Roblox cresceu rapidamente nos últimos anos. Segundo a empresa, do início de 2021 ao início de 2025, o número de usuários brasileiros na plataforma cresceu 183%.
“A Roblox leva infraestrutura muito a sério, e este será o nosso data center mais avançado até agora. Temos numa arquitetura de servidores única”, afirmou Greer, explicando por que a empresa não utiliza data centers já disponíveis no país. “Gostamos de ter controle total sobre nossa infraestrutura, mesmo que isso represente um investimento maior. É uma visão de longo prazo.”
A Roblox não quis revelar o valor que será investido no projeto.
Além de melhorar o acesso dos usuários brasileiros à plataforma, o novo data center também deve ter um papel importante para as expectativas da empresa quanto à ampliação do uso de ferramentas de inteligência artificial presentes na Roblox.
A plataforma já utiliza a tecnologia, por exemplo, para tradução de mensagens de chat, como ajudante para criação de scripts de programação e até para a modificação de objetos 3D. Mas a empresa não pretende parar por aí.
Segundo Greer, criadores que utilizam IA tem uma chance 10% maior de concluir seu primeiro jogo, e o fazem mais rápido. A porcentagem é ainda maior entre as mulheres.
“Isso mostra que a IA realmente reduz a barreira de entrada para muitas pessoas. Elimina o trabalho maçante”, afirma.
A Roblox é uma plataforma online de jogos criados por seus usuários. Com cerca de 6 milhões de experiências disponíveis, a empresa devolve para os criadores parte do valor que arrecada. Em 2024, ela repassou um total de US$ 923 milhões (R$ 5,2 bilhões) para a comunidade de criadores.
Nos últimos anos, a empresa tem batido continuamente suas metas de desempenho. Em 2024, a Roblox teve uma receita global de US$ 3,6 bilhões (R$ 20,4 bilhões), crescimento de 28,7% em relação ao ano anterior -ainda mais acelerado que o de 2023, quando o aumento de arrecadação foi de 25,8%.
Tecnologia
Após ensaio, Nasa decide tentar lançar missão lunar Artemis 2 só em março
(FOLHAPRESS) – A Nasa tentará em março lançar a missão Artemis 2, cujo objetivo é levar humanos em uma viagem ao redor da Lua. A agência tomou a decisão após o ensaio concluído nesta terça-feira (3) no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, nos Estados Unidos.
Antes, havia a possibilidade de voo ainda neste mês, entre os dias 6 e 8 ou nos dias 10 e 11.
Porém, decidiu-se esperar até o mês que vem para que as equipes possam avaliar melhor os dados deste primeiro ensaio, também chamado de “wet dress”, a Nasa decidiu passar a mirar as janelas de lançamento do mês que vem.
O primeiro dia da janela de lançamento em março é o dia 6. O calendário inclui os dias 7, 8, 9 e 11. Depois, caso também não seja possível no próximo mês, há datas possíveis em abril -1º, de 3 a 6 e 30.
Antes de qualquer tentativa de lançamento, a Nasa ainda pretende realizar um segundo “wet dress”, que em linhas gerais consiste em uma simulação de lançamento com diversos testes com o foguete SLS e a cápsula Orion já na plataforma de lançamento.
Segundo a Nasa, neste primeiro teste, por exemplo, houve o abastecimento do foguete para avaliar possíveis problemas.
Com a mudança de janela, a agência afirmou que Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen vão ser liberados da quarentena em Houston. O quarteto estava isolado desde o dia 21 de janeiro para garantir que não houvesse exposição a doenças que pudessem comprometer a missão.
Eles devem entrar em isolamento novamente em torno de duas semanas antes da próxima janela de lançamento. Quando enfim embarcarem na viagem lunar eles se tornarão os primeiros seres humanos a deixar a órbita da Terra desde a missão Apollo 17, em dezembro de 1972.
Fontes: Notícias ao Minuto
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Asteroide passa a “acompanhar” a Terra e chama atenção de astrônomos
Um pequeno asteroide recém-identificado passou a chamar a atenção de astrônomos por seu movimento incomum em relação à Terra. Batizado de 2025 PN7, o corpo celeste passou a ser classificado como um quase-satélite, termo usado para descrever objetos que orbitam o Sol, mas acompanham a Terra de forma sincronizada por longos períodos.
Segundo reportagem da ABC News, o asteroide não é uma lua de fato e não está preso à gravidade terrestre. Ainda assim, sua órbita é tão semelhante à da Terra que, visto do nosso planeta, ele parece permanecer por perto, como se estivesse “seguindo” o movimento terrestre ao redor do Sol.
O 2025 PN7 foi identificado por astrônomos a partir de dados de observação recentes e tem cerca de 19 metros de diâmetro. De acordo com especialistas ouvidos pela ABC News, esse tipo de objeto entra em uma relação conhecida como ressonância orbital 1:1, completando uma volta ao redor do Sol praticamente no mesmo tempo que a Terra.
Os cálculos indicam que o asteroide deve manter esse comportamento por várias décadas, possivelmente até o início da década de 2080, antes que interações gravitacionais alterem sua trajetória. Fenômenos como esse não são inéditos, mas são considerados raros, especialmente quando envolvem objetos que passam relativamente próximos ao planeta.
Astrônomos explicam que o interesse pelo 2025 PN7 vai além da curiosidade popular. O acompanhamento de quase-satélites ajuda a entender melhor como pequenos corpos interagem gravitacionalmente com a Terra, além de fornecer dados importantes para modelos de previsão orbital e para estratégias de defesa planetária.
A ABC News destaca que esses objetos também podem servir como alvos potenciais para futuras missões espaciais, já que sua órbita semelhante à da Terra reduz custos e riscos de deslocamento. Apesar disso, os cientistas reforçam que o 2025 PN7 não representa ameaça ao planeta.
Tecnologia
NASA explica em vídeo a Artemis II, ensaio antes do retorno à Lua
A NASA entra na reta final para um dos momentos mais aguardados do seu programa lunar. Se o cronograma for mantido, a agência norte-americana deve lançar a missão Artemis II no próximo dia 6 de fevereiro, marcando o retorno de astronautas ao espaço profundo após mais de meio século.
Diferentemente da Artemis I, realizada sem tripulação, a nova missão levará quatro astronautas a bordo da cápsula Orion. Embora não esteja previsto um pouso na Lua, a Artemis II é considerada um passo decisivo no plano de levar humanos novamente à superfície lunar, funcionando como um verdadeiro ensaio geral para as próximas etapas do programa.
Para detalhar os objetivos da missão, a NASA divulgou recentemente um vídeo explicativo com animações que mostram, em detalhes, como será o voo. A missão utilizará o foguete Space Launch System (SLS), responsável por colocar a cápsula Orion em órbita com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch, todos da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.
Após o lançamento, a tripulação fará inicialmente uma volta completa ao redor da Terra antes de seguir rumo à Lua. A cápsula não pousará no satélite natural, mas realizará uma órbita ao seu redor, aproximando-se a uma distância entre 6.500 e 9.500 quilômetros da superfície lunar. Ao todo, os astronautas passarão cerca de dez dias no espaço.
O principal objetivo da Artemis II é testar, em condições reais, todos os sistemas da cápsula Orion, desde suporte de vida até comunicação e navegação em espaço profundo. As informações coletadas serão fundamentais para o planejamento da Artemis III, missão que pretende levar novamente astronautas à Lua, incluindo o primeiro pouso tripulado desde 1972.
“A missão de teste de dez dias demonstrará capacidades essenciais para a exploração humana do espaço profundo”, afirma a NASA no vídeo institucional. “Ela provará que a Orion está pronta para manter astronautas seguros fora da órbita terrestre e permitirá que equipes no espaço e em solo pratiquem operações críticas para missões futuras.”
Segundo o site especializado Digital Trends, a agência está na fase final de testes do foguete SLS. A tripulação já se encontra em quarentena, procedimento padrão antes de missões tripuladas, enquanto novos testes nos sistemas de propulsão devem ser realizados nos próximos dias. Se tudo ocorrer como planejado, a Artemis II abrirá um novo capítulo na exploração lunar humana.
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