Annie Ernaux (Literatura, 2022)
Annie Ernaux: Uma Voz da Literatura Contemporânea
Annie Ernaux é uma escritora francesa amplamente reconhecida por sua contribuição à literatura contemporânea. Nascida em 1940, Ernaux se destacou por sua abordagem autobiográfica e pela exploração de temas como memória, identidade e a experiência feminina. Seu estilo é marcado por uma prosa clara e incisiva, que desafia as convenções literárias tradicionais. Em 2022, sua obra ganhou ainda mais destaque, consolidando sua posição como uma das vozes mais relevantes da literatura atual.
O Estilo Literário de Annie Ernaux
A escrita de Annie Ernaux é frequentemente descrita como minimalista e direta, refletindo sua busca pela verdade e autenticidade. Ela utiliza uma linguagem simples, mas poderosa, que permite ao leitor se conectar profundamente com suas experiências pessoais. Ernaux é conhecida por sua habilidade em transformar momentos cotidianos em reflexões profundas sobre a condição humana, o que a torna uma autora única e cativante.
Temas Centrais na Obra de Annie Ernaux
Os temas abordados por Annie Ernaux são variados, mas frequentemente giram em torno da memória, da identidade e das relações sociais. Ela explora como as experiências pessoais são moldadas pelo contexto histórico e cultural, e como essas experiências influenciam a formação da identidade. A autora também investiga as dinâmicas de gênero e classe, oferecendo uma perspectiva crítica sobre a sociedade contemporânea.
Annie Ernaux e a Autobiografia
A autobiografia é um elemento central na obra de Annie Ernaux. Seus livros muitas vezes misturam elementos de ficção e não-ficção, criando uma narrativa que é ao mesmo tempo pessoal e universal. Ao compartilhar suas experiências de vida, Ernaux convida os leitores a refletirem sobre suas próprias histórias e a importância da memória na construção da identidade. Essa abordagem inovadora a torna uma referência no gênero autobiográfico.
Reconhecimento e Prêmios
Em 2022, Annie Ernaux recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, um reconhecimento que solidificou sua influência no mundo literário. Este prêmio não apenas destaca sua contribuição à literatura, mas também chama a atenção para a importância de vozes femininas na narrativa literária. Ernaux é uma das poucas autoras que conseguiu alcançar tal prestígio, refletindo a relevância de suas obras e a profundidade de suas reflexões.
Impacto Cultural de Annie Ernaux
A obra de Annie Ernaux transcende as fronteiras literárias, influenciando não apenas escritores, mas também artistas e pensadores de diversas áreas. Sua capacidade de capturar a essência da experiência humana ressoa com muitos, tornando suas obras um ponto de referência para discussões sobre identidade, gênero e sociedade. Ernaux se tornou uma figura emblemática na luta por reconhecimento e valorização das vozes femininas na literatura.
Livros Notáveis de Annie Ernaux
Entre os livros mais notáveis de Annie Ernaux, destacam-se “A Place de l’Étoile”, “A Woman’s Story” e “The Years”. Cada uma dessas obras oferece uma visão única da vida e das experiências da autora, refletindo suas preocupações e questionamentos. Em 2022, sua obra mais recente continuou a explorar temas familiares, solidificando ainda mais seu legado literário.
Annie Ernaux e a Literatura Feminista
Como uma das principais vozes da literatura feminista contemporânea, Annie Ernaux aborda questões de gênero de maneira incisiva e provocativa. Sua obra desafia estereótipos e normas sociais, promovendo uma reflexão crítica sobre o papel da mulher na sociedade. Ernaux se posiciona como uma defensora da autonomia feminina, utilizando sua escrita como uma ferramenta para empoderar outras mulheres e fomentar diálogos sobre igualdade de gênero.
O Legado de Annie Ernaux
O legado de Annie Ernaux é indiscutível. Sua obra continua a inspirar novas gerações de escritores e leitores, desafiando-os a explorar suas próprias histórias e a importância da memória. Através de sua escrita, Ernaux não apenas documenta sua vida, mas também oferece uma lente através da qual podemos entender melhor a complexidade da experiência humana. Seu impacto na literatura e na cultura contemporânea é profundo e duradouro.
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Tecnologia
Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo. Mas quanto paga a engenheiros?
O trabalho da Nvidia no desenvolvimento de chips de Inteligência Artificial lhe garantiu o status de empresa mais valiosa do mundo, com um valor estimado em 4,56 trilhões de dólares.
Com a ascensão meteórica da companhia nos últimos anos, torna-se especialmente interessante entender como a Nvidia busca reter e atrair talentos por meio de compensações financeiras.
Como informa o site Business Insider, a Nvidia não divulga os salários de seus funcionários, o que faz com que seja possível ter apenas uma estimativa a partir de documentos enviados ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para a solicitação de vistos H-1B — um tipo de visto que permite que empresas norte-americanas contratem profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A partir desses documentos, é possível observar que o salário-base de um engenheiro de software na Nvidia varia entre US$ 92 mil e US$ 425,5 mil por ano. Já os cientistas de pesquisa recebem entre US$ 104 mil e US$ 431,25 mil (cerca de 87.574 a 363.254 euros) anuais. Um gerente de produto, por sua vez, pode ganhar entre US$ 131.029 e US$ 379.500 (aproximadamente 110.369 a 319.664 euros) por ano.
É importante destacar que esses valores não incluem bônus nem participação acionária, o que significa que a remuneração total pode alcançar patamares significativamente mais altos.
A “guerra por talentos” entre as gigantes da tecnologia nos Estados Unidos se intensificou nos últimos anos, com a área de Inteligência Artificial se tornando um verdadeiro campo de batalha, no qual empresas como Meta, OpenAI, Google, Microsoft, Amazon e Apple, entre outras, disputam os principais especialistas do setor.
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Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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