Arquitetura
Colégio Bernoulli, Salvador / BCMF Arquitetos

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- Área:
16000 m²
Ano:
2024
Fabricantes: ASX Fabricação de Móveis LTDA, Amapá Portas Empreendimentos, Amapá Portas Prontas, Apoio Engenharia, Fundações e Geotecnia LTDA., Arcelor Mittal, Arenas, Bahia Cor Tecnologia em Pinturas LTD, Bahia Cor Tecnologia em Pinturas LTDA, C.A. Engenharia Construções e Projetos LTDA, CP5 Construções, CP5 Construções e Serviços, Civil Industrial e Comercial, Civil Industrial e Comercial LTDA., Comércio de Paredes Divisórias LTDA, Concrenivel Locação de Máquinas, Concreta Tecnologia em Engenharia LTDA., Conimper Engenharia e Empreendimentos, Construkeruv Construções e Materiais de Construção, Cromotecnica Retífica e Manutenção de Equipamentos Industriais, Deca, +60-60

Descrição enviada pela equipe de projeto. A modularidade e a flexibilidade como uma virtude essencial dos espaços de ensino
O novo projeto do Colégio Bernoulli, assinado pela BCMF Arquitetos, está situado em Salvador, Bahia, uma região rica em tradição, história e cultura, com exuberante paisagem natural. A instituição já está em funcionamento, planejada para atender mais de 1.600 alunos, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, servindo tanto os moradores do bairro quanto estudantes de toda a capital e arredores. A infraestrutura do colégio é abrangente, contando com pátios, ginásios e salas para artes, música, espaços maker, teatro, cozinha e horta pedagógica, promovendo um maior engajamento dos alunos em seu aprendizado.

A escola tem 16.000 m² e está localizada no bairro Caminho das Árvores, na Alameda das Catabas, uma área nobre da cidade. Com aproximadamente 4.200 m², o terreno é praticamente plano e está em um ponto elevado, oferecendo amplas vistas para o leste, de onde se pode apreciar o skyline de Salvador. A geometria irregular do lote, em formato trapezoidal, induziu fortemente a implantação do projeto. A composição volumétrica é formada por dois blocos principais ortogonais de sete andares, um ao norte e outro ao sul, dispostos em um ângulo de 20 graus para acompanhar a curva da Alameda, abrindo-se para a paisagem a leste.


O Bloco Norte, com cerca de 20 m de frente por 40 m de profundidade, abriga salas de aula e atividades para os Ensinos Infantil, Fundamental 1 e 2, além de áreas de apoio e recreação. O Bloco Sul é subdividido em dois blocos escalonados, contendo salas de aula, quadra coberta, espaços administrativos, biblioteca, auditório e áreas recreativas, sendo os conectados por rampas que integram todos os pavimentos.

A modularidade é uma característica essencial que permite flexibilidade no uso dos espaços ao longo do tempo. A estrutura pré-fabricada em concreto possui módulos de 7,5 m, estendendo-se ao subsolo para comportar 127 vagas de garagem. No sétimo pavimento de ambos os blocos, há quadras poliesportivas cobertas, com pé-direito generoso, completando a infraestrutura. Vazios estratégicos nas fachadas enriquecem a experiência espacial e conectam os andares por meio de “escadas-arquibancadas”, que também servem como áreas de descompressão e recreação. Espaços de circulação e áreas “residuais” entre blocos funcionais são projetados para usos diversos e encontros imprevistos, permitindo uma apropriação flexível do espaço.

A sustentabilidade é uma premissa essencial em projetos contemporâneos. A boa arquitetura sempre se preocupou com eficiência energética, conforto ambiental e uso adequado de materiais. Neste caso, a vista deslumbrante exige permeabilidade visual, mas também requer brises, cuja orientação foi calculada para minimizar a incidência solar e o ofuscamento em espaços como salas de aula e ginásios, contribuindo para a economia de energia (luz artificial e climatização). As instalações elétricas, hidráulicas, de ar-condicionado e acústicas são expostas, como em uma indústria, facilitando manutenção e adaptação a futuros usos, além de integrarem a ambientação e sinalização da escola, variando em paleta cromática conforme os andares.



Para traduzir os valores do colégio de forma visual e criar espaços que estimulem o aprendizado, o projeto de ambientação e sinalização utiliza cores, padrões gráficos e soluções modulares que representam a transformação e evolução contínua do aluno: a cada troca de ano, corresponde uma troca de cor e de sistema de painéis, que não são apenas decorativos, mas também educativos. Cada andar é identificado por uma cor específica, acompanhada por padrões gráficos que exploram o potencial técnico, humano e abstrato da educação, compostos por grafismos geométricos, ícones simbólicos e elementos tipográficos.


Os grafismos geométricos são utilizados nos corredores e serviços pedagógicos, adaptáveis a diversos tamanhos. Cada andar tem seu próprio padrão de grafismos, que, por serem modulares, permitem múltiplas composições. O sistema visual inclui ícones simbólicos e tipográficos, especialmente nas áreas esportivas. A cultura local também ganha destaque no sistema visual, trazendo símbolos da cidade de Salvador. A sinalização foi projetada para ser facilmente atualizada, potencializando a flexibilidade no ambiente escolar, traduzindo os valores do Colégio e celebrando a identidade local.

Quanto à materialidade, os volumes apresentam tratamentos equivalentes de acordo com suas funções, utilizando concreto aparente, vidro, tela metálica expandida e brises, que regulam a transparência entre interior e exterior. Terraços e espaços externos resultam da articulação dos volumes e da topografia. Os demais acabamentos de superfícies verticais e horizontais seguem a mesma paleta cromática da comunicação visual, que transita entre cores frias e quentes, refletindo a evolução dos alunos ao longo dos anos.

Não há dúvida que a arquitetura desempenha um papel crucial na dinâmica social dos alunos, influenciando suas interações, comunicações e a forma como se relacionam com o processo educativo. Nesse contexto, o Colégio Bernoulli exemplifica como o design pode impactar positivamente essas relações. Com unidades em Belo Horizonte, Nova Lima, Salvador e, em breve, em São Paulo, buscamos criar um repertório formal de elementos arquitetônicos que define uma identidade própria para a instituição, sendo adaptável às características específicas de cada local. Essa abordagem resulta em uma identidade coesa em termos de imagem e operação, um conceito único com pitadas de tempero local.

O projeto do Bernoulli Salvador, desenhado a partir de um sistema construtivo industrializado simples e modulado, mas com rica espacialidade e ambiência, pretende estabelecer um novo paradigma para edifícios educacionais na cidade, valorizando a paisagem local, a vizinhança e a diversidade de espaços internos e externos, estimulando experiências pedagógicas além das salas de aula

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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