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Política

Alternativa à anistia do 8/1 articulada por Alcolumbre esfria no Congresso

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A discussão aberta pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), junto a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) para uma alternativa à anistia aos golpistas do 8 de Janeiro perdeu tração e o projeto não tem nenhuma perspectiva de ser apresentado.

Autoridades envolvidas na articulação afirmam que a discussão foi esvaziada pelos próprios bolsonaristas, uma vez que a oposição baixou a pressão por anistia e passou a mirar outros assuntos, como a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Para o grupo, o movimento feito por Alcolumbre serviu para demonstrar que a oposição não estava preocupada em aliviar a situação de pessoas comuns, como a cabeleireira Débora Rodrigues, que ficou conhecida pela pichação de uma estátua com batom, mas sim a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não seria atingido pelas mudanças nessa nova proposta.

Assim que a discussão veio a público, aliados de Bolsonaro rechaçaram uma alternativa e prometeram que insistiriam no projeto de anistia ampla aos envolvidos. O próprio ex-presidente participou de uma manifestação em Brasília em defesa de uma “anistia humanitária”, no início do mês.

Ministros do Supremo consultados por Alcolumbre nas últimas semanas tentaram deixar claro que não fariam resistência a uma iniciativa dessa natureza por parte do Congresso, mas também não endossariam o discurso de que o tribunal cometeu excessos na aplicação das penas.

Segundo eles, qualquer mudança na legislação seria um reconhecimento dos parlamentares de que as penas foram fixadas em patamares elevados e que o Supremo só aplicou as leis elaboradas anteriormente pelo próprio Congresso.

De acordo com relatos, ministros também disseram a Alcolumbre que o melhor caminho para encerrar o pedido insistente por anistia seria esperar o início das progressões das penas e ir analisando a situação dos presos caso a caso.

Relator de pouco mais de 1.400 inquéritos relacionados ao 8 de Janeiro, o ministro Alexandre de Moraes decidiu tirar da prisão 33 presos -32 deles a partir do dia 28 de março, quando Débora, um dos símbolos pró-anistia, recebeu o benefício da prisão domiciliar.

O número inclui condenados com condenação transitada em julgado que têm problemas de saúde e outros denunciados que ainda nem sequer foram julgados.

Paralelamente a isso, integrantes do Supremo avaliaram que o coro por anistia havia ganhado fôlego porque havia um vácuo de debates no Congresso sobre outros assuntos.

Depois de meses de marasmo no Senado, Alcolumbre imprimiu maior ritmo na Casa e colocou em votação as novas regras de licenciamento ambiental, um projeto complexo que se arrastava havia mais de 20 anos no Congresso.

Outros projetos de maior relevância também foram aprovados nos últimos dias, como a prorrogação das cotas raciais no serviço público e restrições à propaganda de bets.

Na mesma linha, após dias a reboque de pautas negativas, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou um grupo de trabalho da reforma administrativa e ensaiou uma reação aos descontos em aposentadorias e pensões do INSS.

Uma pessoa a par da elaboração da alternativa à anistia afirma que Alcolumbre reuniu diferentes ideias, mas não fechou o texto de um projeto de lei. Uma minuta elaborada, como mostrou a Folha, previa três mudanças na chamada Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito.

A principal alteração envolvia criar um novo tipo penal para punir aqueles que foram influenciados por uma multidão para praticar atos contra o Estado democrático de Direito -o que aliviaria as penas do que veem como a “massa de manobra” que vandalizou as sedes dos Poderes, mas não planejou.

Alcolumbre chegou a consultar alguns senadores, como Sergio Moro (União Brasil-PR) e Alessandro Vieira (MDB-SE), autor de uma proposta que também levaria à redução das penas, mas não houve a criação de nenhum grupo de trabalho, como aventado semanas atrás.

As discussões em torno do texto acabaram concentradas no ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que é advogado, e assessores.



Fonte: Notícias ao Minuto

Política

Mario Frias direcionou verba pública a produtora de filme sobre Jair Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A produtora do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro (PL), recebeu R$ 2 milhões em recursos públicos por meio de três CNPJs na área de tecnologia e esportes, além de ter firmado um contrato no valor de R$ 108 milhões para instalação de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

As informações foram divulgadas primeiro pelo portal The Intercept Brasil e confirmadas pela reportagem.

Uma das pessoas envolvidas na produção é o deputado Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro. A reportagem teve acesso ao roteiro do filme, que contém a informação de que ele é baseado “em uma história real escrita por Mario Frias intitulada ‘Capitão do Povo'”.

Frias foi responsável pela aprovação de duas verbas de emenda parlamentar ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG de Karina Ferreira da Gama, que também é dona da GoUP Entertainment, que produz “Dark Horse”.

Procurados, Mario Frias e o Instituto Conhecer Brasil não se manifestaram até a publicação deste texto.

Os repasses de emenda parlamentar foram de R$ 2 milhões ao todo. No ano passado, o Instituto Conhecer Brasil recebeu R$ 1 milhão via Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação numa ação de letramento digital. Via Ministério dos Esportes, o ICB foi contratado por R$ 1 milhão para implantar o Projeto Lutando Pela Vida, de artes marciais.

No passado, a instituição foi autorizada a captar recursos para executar projetos ligados ao mundo evangélico, como “A Turma do Smilinguido no Teatro” e um festival itinerante da Marcha para Jesus, mas não conseguiu levantar fundos em ambos os casos.

Mas o contrato de valores mais expressivos foi com a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na prefeitura da capital paulista. A instituição foi contratada pela prefeitura para instalação de 5.000 pontos de wi-fi no valor de R$ 108 milhões.


Procurada, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirma que a contratação do Instituto Conhecer Brasil foi realizada “por meio de chamamento público transparente e sem contestações”.

Segundo a prefeitura, “a organização social cumpriu todas as exigências previstas no edital, e a prestação do serviço está em andamento com 3.200 pontos de wi-fi implementados e 1.800 pontos previstos para 2026”.

O valor total da parceria é de R$ 108 milhões, mas os repasses realizados até o momento são de, aproximadamente, R$86 milhões, que correspondem aos serviços já executados.

O filme “Azarão”, ou “Dark Horse” no título original, narra os momentos do ex-presidente após ser vítima de esfaqueamento em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018. A primeira locação de filmagem foi no Hospital Indianópolis, na zona sul da capital paulista.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, cineasta americano de origem iraniana. Ele tem em seu currículo filmes como “Infidel”, “O Jovem Messias” e “O Apedrejamento de Soraya M.”, segundo o Internet Movie Database. Jair Bolsonaro será vivido por Jim Caviezel, que viveu Jesus no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, e também estrelou “Som da Liberdade”, sucesso entre o público conversador em 2023.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF apreende R$ 430 mil em dinheiro vivo na casa de líder do PL Sóstenes Cavalcante

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A Polícia Federal (PF) apreendeu um total de R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em uma operação realizada nesta sexta-feira, 19, para apurar desvios na cota parlamentar.

A investigação suspeita que o deputado, que é líder do PL na Câmara, fez repasses para uma locadora de veículos com o objetivo de desviar recursos da Casa. Ele ainda não se manifestou sobre o caso.

No endereço onde o parlamentar vive em Brasília, em um flat, os investigadores encontraram no armário uma sacola preta cheia de notas de R$ 100, que foram contabilizadas e apreendidas sob suspeita de serem provenientes do desvio de recursos públicos.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão, mas não foi encontrado dinheiro vivo em seu endereço. Jordy afirmou em uma rede social que fez pagamentos à empresa suspeita de desvios com o objetivo de aluguel de carros desde o início do seu mandato e classificou a ação de “pesca probatória”.

PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

Operação que atinge aliados de Bolsonaro investiga recursos públicos de cotas parlamentares; Jordy chama ação policial de ‘covarde’; Sóstenes é líder do PL na Câmara dos Deputados

Folhapress | 08:20 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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PF faz buscas contra Sóstenes e Jordy, deputados do PL

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (19) mandados de busca e apreensão contra os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo pessoas com conhecimento da ação, a operação da PF não ocorre nos gabinetes parlamentares de Sóstenes e Jordy. Os sete mandados, autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), são cumpridos no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

O objetivo da operação é aprofundar investigações sobre desvios de recursos públicos de cotas parlamentares, de acordo com a corporação.

“De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, disse a PF.

Jordy publicou um vídeo nas redes sociais e chamou a ação de “covarde”. Segundo ele, a justificativa da busca e apreensão é a de que ele teria desviado recursos da cota parlamentar para uma empresa de fechada para aluguel de carrros.

“Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato. A mesma empresa que o deputado Sóstenes, que eu acredito que também esteja sendo alvo de busca e apreensão, aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele. A alegação deles é tosca, eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos desta empresa”, disse.

Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem

A medida foi oficializada durante a tarde em edição do Diário Oficial da Casa

Folhapress | 05:30 – 19/12/2025



Fonte: Notícias ao Minuto

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