Arquitetura
Apartamento Fidalga / Gurgel D’Alfonso Arquitetura

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- Área:
200 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Atlas Concorde, Contexto Marcenaria, Designers Group, Dimlux, FAS Iluminação, Galeria Teo, Gorenje, Lepri, Luisa Attab, Maximiliano Crovato, Mekal, REKA, Rodrigo Zampol, Santa&Cole TMM, Wentz Design

Descrição enviada pela equipe de projeto. Concebido para uma jovem família entusiasta de gastronomia e da arte de receber, o Apartamento Fidalga — localizado no coração da Vila Madalena, em São Paulo — reflete um modo de viver contemporâneo, dinâmico e afetivo. O casal, criadores de conteúdo para um canal culinário no YouTube, buscava um espaço versátil para abrigar o trabalho e o dia a dia com os dois filhos pequenos.

Com o crescimento da família, surgiu a necessidade de encontrar um lar que acompanhasse essa nova fase. Durante caminhadas pela região onde já viviam e com o qual mantêm forte identificação — sobretudo à vida cultural, gastronômica e à atmosfera artística — descobriram, na cobertura duplex de um edifício de gabarito baixo, a oportunidade de fincar novas raízes. A vista desobstruída, a luz natural abundante e o pé-direito elevado do segundo pavimento — proporcionado pelo telhado de duas águas — foram decisivos para a escolha. A sensação de estar em uma casa selou a decisão. Para liderar a reforma convidaram o escritório Gurgel D’Alfonso Arquitetura — dos arquitetos Rogério Gurgel e Caio D’Alfonso. A dupla reestruturou completamente o layout do apartamento, propondo novas conexões e soluções espaciais.

A cozinha tornou-se o núcleo do projeto. Com o objetivo de favorecer tanto o uso diário quanto os momentos de recepção e gravações, o ambiente foi integrado à área social, a partir da demolição das paredes e da criação de um eixo contínuo formado por bancada de cocção, de preparo e mesa de refeições. O novo desenho articula distintas materialidades, sendo aço, pedra e madeira. As escolhas dialogam entre si sem hierarquia, promovendo contrastes expressivos, porém equilibrados. A seleção também responde a um desejo antigo dos moradores: explorar acabamentos e texturas pouco usuais em residências, inserindo materiais comumente associados a espaços industriais ou comerciais, como o inox e o latão, em diálogo direto com superfícies naturais, sem perder o caráter acolhedor.


A bancada principal foi executada em aço inox com tecnologia autoportante, composta por módulos independentes com diferentes acessórios e funções, que se articulam como um sistema de montagem flexível. Complementando essa estrutura, uma superfície em quartzito Vitória Régia serve como apoio e abriga gaveteiros voltados para a área de trabalho. Já a mesa em madeira maciça, também utilizada para o preparo de massas, reforça a funcionalidade do conjunto e viabiliza diferentes modos de uso.

A combinação de superfícies frias e quentes atende a diferentes necessidades dos processos culinários, inspirando-se na lógica funcional de cozinhas profissionais. O projeto, portanto, alia, aspectos sensoriais e técnicos com igual rigor. Ao fundo, um volume de marcenaria com acabamento em chapas de latão dourado concentra armários e eletros que surgem mimetizados no conjunto. A reflexão do material captura a luz e a dispersa pelo ambiente. A marcenaria segue um desenho minimalista, com cavas metálicas e superfícies planas que reforçam a organização visual da cozinha e sua continuidade com a sala. Em segundo plano, foi criada uma cozinha de apoio, com bancada em inox e área de lavagem, próxima da lavanderia.

Para garantir unidade visual entre os diferentes ambientes, assim como o equilíbrio entre materiais distintos, o piso de toda a área social foi coberto por ladrilhos cerâmicos terracota, cuja tonalidade cria aconchego e torna o espaço mais acolhedor ao toque. O projeto luminotécnico utiliza spots aparentes que valorizam a laje sem forros e, sobre a bancada, pendentes lineares. A iluminação artificial, empregada principalmente durante a noite, complementa de forma eficiente a generosa luz natural que permeia o ambiente através das amplas janelas e dos cobogós de concreto, reduzindo consideravelmente a necessidade de luz elétrica durante o período diurno.
Na sala, a estante em alvenaria com nichos para livros e objetos pessoais dos moradores combina estrutura fixa e móveis de apoio em madeira Sucupira na área inferior. O contorno curvo do móvel acompanha a grelha do ar-condicionado — um exemplo da estratégia de assumir instalações aparentes como parte do desenho. As janelas foram emolduradas com madeira da mesma espécie, e aletas filtram a luz de forma sutil, criando grafismos de sombra e luminosidade ao longo do dia.

O mobiliário equilibra peças afetivas do acervo familiar com outras de design assinado. A mesa de jantar original da família foi mantida e agora é combinada a cadeiras de Sergio Rodrigues, restauradas e adquiridas na Galeria Teo. No estar, poltrona Elle, da designer Luisa Attab, e a mesa lateral Forma, por Maximiliano Crovato — ambas peças da galeria Designers Group. Na estante, luminária Maija, pela espanhola Santa & Cole, fornecida pela FAS Iluminação. A sensação de continuidade se estende até a varanda, onde a aplicação do mesmo material do piso reforça a integração entre o dentro e o fora. Um banco em madeira acompanha o contorno do guarda-corpo, enquanto floreiras adicionam o verde ao espaço. O mobiliário adiciona a possibilidade de usos.
No pavimento superior estão os dormitórios e o escritório, e por ali a linguagem suaviza. A estrutura do telhado de duas águas foi mantida aparente, valorizando a altura dos ambientes e reforçando a sensação de abrigo. O escritório ganhou piso em epóxi azul claro, numa referência direta ao céu visível pelas janelas. Materiais naturais e formas simples compõem uma atmosfera calma e propícia ao bem-estar.

No escritório, a mesa em madeira sucupira foi especialmente desenhada à residência. Na composição, cadeira (Sem)Capa de Wentz Design. A bancada complementar equilibra materialidades distintas, executada em marcenaria e serralheria. A suíte principal foi organizada em torno de um volume único de marcenaria, em compensado virolinha, que integra cama, cabeceiras, closet, sala íntima de TV e pontos técnicos. Produzido previamente em módulos e instalado antes do término das obras civis, o conjunto racionaliza tempo e acabamento, e exemplifica a estratégia em combinar eficiência construtiva com identidade arquitetônica.

A base do mobiliário, rebaixada e revestida em carpete neutro, serve como piso técnico e degrau entre os ambientes, enquanto nichos estratégicos ocultam infraestrutura elétrica e abrigam equipamentos. Módulos em fórmica padrão inox funcionam como criados-mudos e apoio para objetos pessoais, mantendo a unidade estética com o pavimento inferior.


No banheiro da suíte, cerâmicas em tom terracota envolve a bancada em ônix naranja, enquanto o piso monolítico na mesma tonalidade reveste até a banheira de imersão, moldada em concreto e com laterais curvas. O forro mantém a inclinação original da construção, valorizado pela luz natural. O ambiente é concebido como um refúgio sensorial, onde as texturas e os alinhamentos precisos das superfícies criam uma experiência de uso silenciosa, imersiva e contemplativa.

Esta morada representa uma intervenção que nasce do cotidiano — atenta à rotina familiar, às relações afetivas e às demandas técnicas, mas também aberta à pesquisa e à experimentação de materiais. As escolha revelam uma busca por texturas, acabamentos e composições que traduzem sensações distintas e reforçam a experiência do habitar. Um lar onde viver é, ao mesmo tempo, um gesto íntimo e coletivo — entre cozinhar, conviver e compartilhar memórias que se materializam nos espaços.

Arquitetura
Residência RDJ / Jacobsen Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em um grande declive, em meio a uma reserva florestal, o projeto da Residência RDJ buscou mimetizar topograficamente o terreno no qual se insere. O objetivo era criar uma casa que, à primeira vista, parecesse térrea, mas que fosse lentamente se desdobrando através do subsolo e de outros pavilhões que compõem o percurso da sua descida.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa no Meco / DNSJ.arq

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- Área:
272 m²
Ano:
2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa concebida por Zanine Caldas é renovada para artista no Rio de Janeiro
“Minha intervenção atual, a convite dos moradores, tem a função de atualizar e adequar a grande casa à vida da família”, diz o arquiteto Carlos Boeschenstein, que criou o espaço artístico e a sala de ginástica, além de retrabalhar toda a iluminação para valorizar as madeiras da estrutura típica de Zanine e, ao mesmo tempo, destacar as peças da “artista residente” – neste caso, literalmente. Raquel estudou sua arte na Heatherleys School of Fine Arts, no Morley College e na University of the Arts of London, e já expôs suas obras, desde 2019, na Casa Brasil, no Centro Cultural dos Correios e no Consulado da Argentina, além de galerias diversas, sempre no Rio de Janeiro.
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