Arquitetura
Apartamentos Los Ángeles / Homu Arquitectos

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- Área:
243 m²
Ano:
2024


Descrição enviada pela equipe de projeto. O projeto consiste na conversão de um antigo armazém de gelo em apartamentos de essência histórica no Cabanyal, transformando o edifício original de 243 m2 em dois apartamentos turísticos que respeitam a identidade do bairro. Com esta intervenção, o escritório valenciano recupera materiais, texturas e elementos originais para dar-lhes uma nova vida e valorizar a arquitetura local.


Localizados no histórico bairro marinheiro do Cabanyal em Valência, os apartamentos Los Ángeles devolvem a vida a um antigo armazém transformando-o em duas habitações que combinam história, identidade e contemporaneidade. A reabilitação, realizada pelo escritório valenciano Homu Arquitectos, parte de um exercício de respeito arquitetônico, no qual a materialidade original e a essência do edifício foram cuidadosamente preservadas.

Com uma área de 243 m2, esta edificação entre empenas conservava os elementos próprios da trama urbana do Cabanyal. Na intervenção, foram eliminados os detalhes supérfluos para reorganizar o espaço e adaptá-lo às novas necessidades sem perder sua essência. A fachada original foi restaurada, assim como seu acesso independente, próprio do bairro. Da mesma forma, foram recuperadas as paredes de pedra e tijolo, juntamente com a carpintaria e as portas de madeira originais.


No centro do projeto, buscou-se valorizar a estrutura e os materiais existentes. O tijolo aparente, a pedra e a madeira emergem em seu estado puro, estabelecendo um diálogo com a nova intervenção. A estrutura metálica complementar se integra com sutileza, trazendo um caráter contemporâneo sem tirar o protagonismo da materialidade histórica. Além disso, a iluminação indireta aproveita a posição desses elementos para realçar o aconchego do espaço. Em relação à distribuição, o projeto diferencia claramente as duas habitações.


O térreo conta com dois dormitórios, dois banheiros, um pátio mediterrâneo e uma piscina privada. No andar superior, apresenta-se outro apartamento com acesso independente, que abriga duas varandas e um generoso espaço com pé-direito de quase sete metros, onde a luz e a ventilação natural desempenham um papel fundamental. Os elementos estruturais originais, como as vigas de madeira, convivem com uma proposta interna mediterrânea e uma atmosfera quente e acolhedora.

Os banheiros, por sua vez, se tornam o eixo vertebral do espaço, articulando os espaços diurnos e os dormitórios. Apesar de sua magnitude estrutural, foram projetados para se integrar de forma sutil, sem romper a fluidez e a linguagem visual dos apartamentos.

Este projeto demonstra que é possível intervir na arquitetura histórica sem despojá-la de sua identidade. A recuperação de elementos originais, combinada com soluções contemporâneas, resulta em uma proposta harmônica na qual o passado e o presente convivem em perfeita sintonia.


Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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