Arquitetura
Apartamentos pequenos, pets felizes: como conciliar espaço reduzido com bem-estar animal | Smart
Correr pelo quintal, rolar na grama, se esconder pelos diversos cômodos da casa são algumas das imagens, geralmente, associadas a pets felizes. Entretanto, é cada vez mais comum, especialmente nas grandes cidades, que as pessoas morem em apartamentos pequenos, sem quintal para correr, ou grama para rolar, o que faz com que muitos se perguntem: é possível ter um pet feliz, mesmo com espaço reduzido?
Segundo as veterinárias ouvidas pela Casa Vogue, a resposta é sim. Cães e gatos podem viver muito bem em um apartamento pequeno. Para isso, basta que o tutor tome algumas medidas simples, como investir no enriquecimento ambiental e ter atenção ao dia a dia do animal.
“O mais importante não é o tamanho do espaço, mas sim a qualidade de vida que o tutor consegue oferecer. Com atenção, carinho, uma rotina estruturada e estímulos físicos e mentais, cães e gatos podem viver felizes em apartamentos ou casas pequenas. A chave está em adaptar o ambiente e a rotina para atender às necessidades específicas de cada pet”, ressalta a médica-veterinária Bruna Garcia, da Petlove.
Como preparar o ambiente para cães e gatos

O primeiro passo para garantir o bem-estar animal em casa é separar ambientes distintos para que o pet se alimente, durma e faça as necessidades. “Mesmo em ambientes compactos, separar os espaços é fundamental. Isso ajuda a manter a higiene, evita estresse e respeita os instintos naturais do animal. Além disso, é ideal que os pets tenham um cantinho tranquilo e seguro no qual possam descansar ou se esconder, especialmente em momentos de barulho ou agitação”, aconselha Bruna.
O enriquecimento ambiental é outro ponto importante para manter a saúde dos bichinhos, sobretudo em espaços reduzidos. “O enriquecimento ambiental é fundamental para evitar que os animais fiquem entediados e acabem destruindo plantas ou objetos, como sapatos e móveis”, diz a médica-veterinária Aline Zoppa, professora e coordenadora do Complexo Médico Veterinário da Anhembi Morumbi.

Para deixar o lar apropriado para os cães, vale investir em brinquedos interativos e desafios com petiscos, que ajudam a distraí-los. No caso dos gatos, uma boa estratégia é a verticalização, que pode ser feita com prateleiras, caixas com aberturas ou redes, que permitam ao animal escalar, se esconder ou explorar.
“Gatos são animais adaptáveis, mas precisam de estímulos. Eles têm uma vantagem em relação aos cães que é a verticalização do espaço, ou seja, mesmo num local pequeno, as paredes podem e devem ser utilizadas como suportes e brincadeiras para os felinos. Janelas teladas para segurança, acesso à luz natural e locais de observação em altura também contribuem muito para o bem-estar dos bichanos”, completa Bruna.
Rotina também é importante

Ter uma rotina estruturada também é importante para a saúde dos pets. “O cão precisa ter água limpa sempre disponível, alimentação nos horários corretos e, pelo menos, de 20 a 30 minutos diários de passeio ou caminhada, para mudar de ambiente e gastar energia”, orienta Aline.
Brincadeiras dentro de casa também ajudam a gastar energia e manter o equilíbrio emocional do cão. No caso dos gatos, também é importante ter uma rotina de brincadeiras, porém, é necessário respeitar o tempo deles.
Tamanho e nível de energia

Especialmente quando se trata de cães, quem mora em espaços reduzidos tende a trazer para casa um animal de pequeno porte. Porém, as veterinárias lembram que mais do que o tamanho, é importante se informar sobre o nível de energia, a raça ou o comportamento do animal, no caso de pets sem raça definida.
“É comum optar por raças pequenas em ambientes menores, mas o temperamento conta muito. Algumas raças pequenas, como o teckel, são muito agitadas e gostam de correr ou cavar, podendo ficar entediadas em espaços reduzidos. A rotina do tutor também influencia: quem passa mais tempo em casa tende a ter um animal mais tranquilo. Por outro lado, pets que ficam sozinhos por muito tempo costumam buscar mais distrações, o que, em ambientes pequenos, pode gerar problemas”, finaliza Aline.
Arquitetura
Casa MJ / majo | ArchDaily Brasil

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- Área:
250 m²
Ano:
2021
Fabricantes: Deca, Drenaltec, Luchi Esquadrias em Alumínio, Marmoraria Valinhos, Portobello, Solo Revestimentos, Teceart Móveis e Planejados

Descrição enviada pela equipe de projeto. Nossa casa foi pensada para ser muito mais do que apenas um local para viver; ela é uma extensão de quem somos. O conceito de integração entre os espaços foi um dos nossos maiores focos, permitindo uma convivência contínua e harmônica entre os ambientes internos e externos. Utilizamos materiais naturais, como a madeira, o concreto e o tijolo, que trazem autenticidade e aconchego ao projeto, sem perder o toque contemporâneo.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
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