Arquitetura
Caffè Nazionale / AMAA – Collaborative Office For Research And Development

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- Área:
565 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Adamah House, Athena Srl, Autotecnica of Peretto Giuseppe, Bevilacqua Marmi srl, Busato Srl of Cecchetto Davide, Conceria Laba Srl, Dall’Ava, Fiorotto Design, Frigotecnica Sas, Jung.de, Lormet Steel Design, Operae Interiors, Piba Marmi, Quadro Srl, Viabizzuno

Descrição enviada pela equipe de projeto. O Caffè Nazionale, projetado pelo escritório AMAA, abraça a cidade: a restauração deste espaço histórico em Arzignano, no norte da Itália, é um projeto multifacetado que parte de elementos existentes e memórias para criar um palimpsesto vibrante e vivo. O AMAA concebeu o Caffè Nazionale a partir de uma relação direta com a cidade de Arzignano e seus espaços públicos. As marcas históricas, com as quais o projeto estabelece um diálogo criativo e sensível, resultam em uma profundidade estratificada que o estúdio enfatiza por meio de elementos espaciais que funcionam como cenários teatrais. Fundado por Marcello Galiotto e Alessandra Rampazzo, o escritório propôs uma intervenção intensa e colaborativa, envolvendo parcerias com artistas que contribuíram para uma criação aberta e plural.



Através da colunata do Palácio Municipal do século XIX, a dimensão pública da praça se estende naturalmente ao novo Caffè Nazionale. No interior, o salão principal — um mosaico vibrante de fragmentos de memória e dispositivos espaciais originais — oferece vislumbres do ambiente sereno do pátio interno. Esse gesto marca a primeira de várias estratégias projetuais adotadas pelo AMAA na restauração do histórico café. Realizado em uma cidade que já abriga algumas das obras mais significativas do estúdio, o projeto estabelece um eixo ideal que conecta interior e exterior, revelando camadas de memória, momentos urbanos e o diálogo entre materiais antigos e contemporâneos. A sequência de espaços funciona como uma sucessão de palcos cênicos, criando uma conversa visual entre a praça, a colunata e o salão interno. Elementos cenográficos guiam o olhar até o vestíbulo e, por fim, ao jardim interno, concebido como um bosque de bétulas. Esse pátio oferece uma perspectiva ampla que acolhe a paisagem natural ao redor.


A entrada do bar está localizada ao centro da ala com colunata do palácio, projetado por Antonio Caregaro Negrin no final do século XIX. No projeto do AMAA, a porta de entrada é o único elemento opaco voltado para a praça. Feita em ferro brunido com sistema pivotante, apresenta um desenho em forma de losango visível tanto de dentro quanto de fora. A maçaneta, esculpida em mármore verde serpentino do Valmalenco, foi especialmente desenhada pelo artista Nero/Alessandro Neretti. À esquerda da porta de entrada, no canto e início da colunata, localiza-se a cozinha em conceito aberto, completamente visível ao público. Entre o bar e a cozinha, uma escada conduz ao pavimento superior, onde funciona o restaurante.

À direita, chega-se ao salão principal, onde fragmentos de diferentes intervenções históricas coexistem. Esse ambiente é estruturado em torno da ideia de cenografia, intensificando a sensação de passagem já sugerida pela entrada. As marcas do tempo evocam uma profundidade quase ilimitada, ressaltada por uma parede concebida como uma cortina. Essa superfície, feita de chapas de aço inox dobradas e perfuradas, cria um jogo de transparências que permite vislumbrar, de forma quase ilusória, os grandes arcos voltados para o pátio interno. Atrás dessa parede de metal plissado, cartazes temporários do artista Stefan Marx, colados e iluminados, evocam os pôsteres teatrais da Belle Époque e se integram à narrativa fragmentada e teatral do espaço. Um refinado piso em mosaico policromado contrasta com o imponente teto em caixotões de madeira multilaminada, pensado para atender às necessidades acústicas e de iluminação. Atrás da parede perfurada, acessível por uma grande porta pivotante, encontra-se o vestíbulo — um espaço de transição e mediação. Ele estabelece uma conexão inesperada entre o interior do café e o universo quase onírico do jardim de bétulas, ao mesmo tempo físico e metafísico.



O mobiliário do Caffè Nazionale é composto por um sistema integrado de mesas e bancos de madeira, desenhado sob medida pelo AMAA em colaboração com Nero/Alessandro Neretti, com desenvolvimento baseado em protótipos em escala real. No salão principal, os bancos das áreas mais internas são combinados a mesas retangulares maiores, apropriadas para refeições. Já as mesas redondas menores estão dispostas próximas à praça e se estendem para o espaço externo em frente ao bar. O desenho do mobiliário se inspira nos bancos do metrô de Nova York e na obra de Donald Judd. O contraste entre os elementos históricos preservados e as intervenções que redesenham o espaço é evidente em todo o Caffè Nazionale, assim como os trechos deliberadamente inacabados, que parecem refletir a abertura conceitual do projeto. Nesses fragmentos expostos, o tempo da construção parece suspenso.

Um ano e meio de trabalho resultou na criação de uma obra delicada e complexa, por meio da qual o AMAA deu nova vida a uma parte significativa da história de Arzignano. O projeto aborda temas que o escritório vem desenvolvendo em sua pesquisa: um espaço carregado de camadas de significado, tão densas quanto as memórias do próprio lugar. A restauração das superfícies decoradas, reveladas sob divisórias técnicas adicionadas ao longo das décadas, segue a intenção de preservar esses elementos em seu estado honesto — desgastado, por vezes comprometido. O processo de consolidação reconhece a passagem do tempo, enriquecendo os ambientes com uma materialidade crua e imperfeita, que expressa a ideia de inacabado e de contínua transformação de cada elemento. Da mesma forma, as novas divisórias funcionais para áreas técnicas seguem o mesmo princípio: revelar os métodos construtivos e seus componentes, interrompendo o processo no ponto em que cada parte ainda é reconhecível e não simula outra coisa.

O Caffè Nazionale marca um passo importante no desenvolvimento da pesquisa e da experimentação do AMAA no processo de projeto, destacando-se pelo uso inovador das imagens. Essas imagens não são tratadas como um produto final, mas como um meio de documentar o processo construtivo à medida que ele acontece. Nesse sentido, elas se integram ao trabalho contínuo do estúdio com o modelo físico. Trata-se de um desdobramento da pesquisa sobre o tema do inacabado, além do avanço de um processo original que o estúdio vem desenvolvendo em parceria com Virna Rossetto, explorando o papel das imagens nas diferentes fases de um projeto.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

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- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Cobertura no 80º andar de edifício tem vista para quatro estados nos EUA; fotos
Situada no 80º andar do edifício Mandarin Oriental, em Nova York, a cobertura do imóvel luxo chama a atenção pelas vistas do horizonte. Localizado em um ponto estratégico, o imóvel proporciona que sejam observados quatro estados norte-americano: Manhattan, Connecticut, Nova Jersey e Pensilvânia.
Ocupando um andar inteiro com amplos espaços de convivência e entretenimento, o apartamento tem cinco quartos e oito banheiros. Com 743 m² no total, o imóvel conta com uma sala de estar de 140 m². Janelas do chão ao teto circundam o espaço em formato de losango.
O apartamento conta um escritório e uma sala de jantar, ambos com vista para todo o Central Park, e a cozinha de 14 metros de comprimento, configurada em torno de uma ilha. Sala de café da manhã, lavanderia, copa com duas adegas climatizadas e sala de lareira estão entre os ambientes.

A suíte principal ocupa toda a lateral sul do apartamento e conta com um quarto de 8,8 metros de comprimento, dois closets e banheiros, copa e sala de segurança.

Os outros quatro quartos — para familiares e hóspedes — ficam na ala oeste do imóvel, cada um com banheiro privativo. Uma sala multimídia — para assistir a filmes e TV — também pode ser convertida em um quarto.

Os moradores dispõem de regalias dignas de hotel, como serviço de quarto, tratamentos de spa, estacionamento com manobrista e uma piscina coberta de 23 metros.









Arquitetura
Apartamento da Casa na Árvore / Projekt V Arhitektura

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- Área:
100 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artisan, Gazzda, Krivaja Homes, Zanat, prostoria

Descrição enviada pela equipe de projeto. Este retrofit sustentável de 100 m², assinado pelo Project V Architecture, transforma um apartamento em Sarajevo — situado em um edifício de pátio da era austro-húngara — em um universo acolhedor e sensorial, construído a partir de materiais naturais. Pensado para uma família jovem, o projeto utiliza revestimentos em madeira de cerejeira, paredes pintadas com argila, bancadas de pedra, cortinas de linho, travertino e um detalhamento minimalista. O elemento mais surpreendente é uma Casa na Árvore infantil, pré-fabricada e sob medida, feita em madeira laminada de abeto. O apartamento evoca uma sensação de atemporalidade, dialogando com a tradição do minimalismo e do modernismo do século XX em Sarajevo, e abriga uma curadoria de artesanato e arte contemporânea da Bósnia.

Fonte: Archdaily
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