Arquitetura
Casa Acreditar Lisboa / ALA.rquitectos

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- Área:
1300 m²
Ano:
2024
Fabricantes: A Cementeria do Louro, ASD, Aleluia Ceramic, CIN, Efapel, Franke, JNF, Navarra, Newterracota, Oli, Sanitana

Descrição enviada pela equipe de projeto. A Casa Acreditar de Lisboa é um projeto singular, com um programa muito específico, destinado a um grupo de utilizadores igualmente especial. Esta Casa foi idealizada para acolher crianças e adolescentes que, durante os seus tratamentos oncológicos, necessitam de um lar temporário para si e para os seus familiares.


O projeto teve como premissa principal a criação de um espaço que transcendesse a função de alojamento temporário, assumindo-se como uma “casa longe de casa”.

As zonas comuns foram desenhadas para estimular o encontro e o convívio, enquanto os espaços privados asseguram o recolhimento e a privacidade de cada núcleo familiar. A luz natural, os materiais quentes e os elementos de escala doméstica foram estratégicos para reforçar a sensação de familiaridade.

Quando demos início a este exercício tivemos como desafio a ampliação da Casa que já estava a funcionar desde 2002 no nº73 da Rua Professor Lima Basto. Este edifício acolhia, à data, um total de 12 crianças. Para além dos 12 quartos, tinha todo um programa de áreas comuns adaptadas ao programa em questão. Neste edifício funcionavam também os escritórios da Acreditar e os espaços destinados aos voluntários.

A necessidade de dar uma resposta ao aumento da procura do apoio prestado pela Acreditar resultou na cedência, por parte da Câmara Municipal de Lisboa de um edifício corresponde ao lote contiguo, o nº71.

O intuito desta ampliação incidiu principalmente no aumento da capacidade da Casa, no que diz respeito ao número de quartos, bem como, no redimensionamento de todos os espaços de uso comum em função do novo número de utilizadores.

Como consequência da nova disposição das áreas programáticas da Casa, conseguimos reorganizar serviços administrativos e as áreas destinadas aos voluntários.

Após a análise do projeto construído da Casa Acreditar de Lisboa, e através da observação do funcionamento dos espaços e o modo como famílias, voluntários e funcionários utilizavam os mesmos, concluímos que um dos pontos essenciais para esta ampliação seria que a ligação entre os dois edifícios não fosse percetível para os seus utilizadores, não existindo qualquer elemento de transição vertical, pois este seria sempre uma barreira à dinâmica da Casa.

Desta forma, igualámos a cota do piso 0 do edifício nº 71 à do edifício nº 73, e tirámos proveito de um pé direito mais alto no novo edifício, neste piso localizámos os espaços de uso comum, o programa que se destina à utilização por parte das famílias. Este aumento do pé direito permitiu dar a estes espaços uma escala mais nobre, reforçada com o aumento da dimensão dos vãos em altura.

Devido a este ajuste de cotas, impôs-se-nos a questão da demolição integral do interior do edifício nº71, mantivemos apenas a fachada principal e a lateral oposta à empena que dava para o edifício nº73. A opção por uma construção nova permitiu-nos que a mesma fosse feita com soluções construtivas atuais, adequadas às novas exigências tanto estruturais como funcionais.



A intervenção no exterior do edifício nº 73 não foi significativa. No edifício nº 71 mantivemos a geometria das fachadas e a disposição dos vãos do alçado principal, alterámos apenas a proporção dos vãos no piso 0.

O alçado tardoz também foi mantido, assim como, a varanda corrida do piso 1 e os elementos verticais metálicos existentes, a guarda desta varanda foi substituída por uma nova regulamentar. Devido às alterações nas cotas de pavimento do piso 0, a dimensão dos vãos do piso 0 foi adaptada de forma a permitir o acesso direto para o exterior de todos os espaços que dão diretamente para o pátio.

Quanto à ampliação propriamente dita, esta aconteceu com a transformação do telhado original, num piso amansardado, revestido em chapa de zinco, mantendo a cobertura com 4 águas em telha.

No edifício nº 73, esta ampliação aconteceu na cobertura do volume mais baixo, onde está o programa destinado aos voluntários, neste caso, o volume tem uma cobertura plana e a chapa é a mesma, mas perfurada.

Fonte: Archdaily
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