Arquitetura
Casa Bahia de Banderas / o.d.e.

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
2350 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Desde o primeiro gesto — abrir as portas principais com ambas as mãos e fazê-las girar para dentro — o mar se impõe como o verdadeiro protagonista da casa. Esse foi o pedido claro dos proprietários: que a paisagem se revelasse em um único movimento. Localizada na Bahia de Banderas, no México, a residência, projetada para um casal de estrangeiros aposentados, se desenvolve em um terreno de 2.350 m2.


O projeto, assinado por o.d.e. (Oficina Documental de Espacio), desenvolvido em colaboração com BT DEV e executado por TUCA, parte dessa intenção para conceber uma residência em que o ato de habitar se organiza em torno da contemplação. A abordagem conceitual se inspira na obra Piazza d’Italia con Fonte (1969), de Giorgio de Chirico, evocando sua atmosfera silenciosa e o diálogo entre forma, luz e mistério.


As referências ao pintor italiano se traduzem em uma arquitetura simétrica, serena e metafísica, na qual geometria, silêncio e proporção tornam-se instrumentos da contemplação. O layout da casa é definido por um eixo central — um pórtico que organiza e conecta os espaços. Nesse eixo, os quartos ocupam as extremidades, enquanto as áreas sociais se situam na parte posterior, enquadrando a vista para a baía e favorecendo a ventilação cruzada natural.

Dessa forma, o mar se torna uma presença constante no cotidiano. As áreas sociais — sala de estar, sala de jantar e cozinha — abrem-se plenamente para a paisagem, enquanto os quartos, voltados para o norte e com vistas controladas para os pátios laterais, garantem privacidade e conforto climático. A exigência da comunidade por telhados inclinados foi incorporada ao projeto como uma oportunidade de integrar tradição e design contemporâneo.


Telhados de madeira são adotados internamente como referência à arquitetura tradicional mexicana, reinterpretada em uma linguagem contemporânea, sóbria e atemporal. Pórticos e corredores conectam interior e exterior de forma fluida, estabelecendo um diálogo contínuo entre os espaços internos e o jardim.


Eles criam uma sequência rítmica de pilares de madeira esbeltos e telhados leves, formando uma estrutura elegante que enfatiza a conexão visual com os jardins e a baía. No design de interiores, Adriana Olmedo, em colaboração com os proprietários, optou por materiais que dialogam com o entorno, reforçando uma atmosfera acolhedora e de forte identidade local.


Pedra de cantaria, madeira e mármore formam uma paleta harmoniosa, escolhida tanto pela estética quanto pelo conforto térmico. Móveis sob medida reforçam a relação entre espaço e habitante. Inspirado pelo ecossistema local, o paisagismo foi desenvolvido de forma consciente, em colaboração com Estufa Forestal.

Espécies nativas adaptadas ao clima costeiro foram escolhidas para criar um jardim resiliente, em harmonia com o entorno. “O desejo dos clientes era abrir as portas principais com ambas as mãos e serem imediatamente recebidos pelo mar”, recordam os arquitetos Andrés Guzmán, Alejandro Gutiérrez e Rafael Barbato, da o.d.e. Na Casa Bahia de Banderas, o mar deixa de ser mero pano de fundo e se transforma em uma presença constante, essencial para a experiência de habitar o espaço.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
LEIA MAIS
🏡 Casa Vogue agora está no WhatsApp! Clique aqui e siga nosso canal
Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
LEIA MAIS
A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
Revistas Newsletter
Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
Arquitetura
Nova Prefeitura de Scharrachbergheim / AL PEPE architects

![]()
![]()
![]()
![]()

- Área:
300 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Artemide, Briqueterie Lanter, FARO Barcelona, Fils, Hoppe, Modelec, Auson

Descrição enviada pela equipe de projeto. A nova prefeitura de Scharrachbergheim, uma pequena vila da Alsácia, busca horizontalidade e transparência para se integrar ao magnífico entorno arborizado. A malha estrutural externa em madeira afirma o caráter público do edifício e garante uma estética atemporal. O tom escuro e aveludado do piche de pinho que protege a madeira, junto às proporções refinadas dos pilares, dialogam tanto com o enxaimel tradicional da vila quanto com as árvores do sítio. O revestimento em malha expandida de aço corten confere à fachada uma aparência quase têxtil e remete às tonalidades da pedra local (arenito dos Vosges), muito presente no núcleo histórico. O conjunto é contemporâneo e, ao mesmo tempo, enraizado; rigoroso, mas delicado — como se sempre tivesse feito parte do lugar.

Fonte: Archdaily
-
Arquitetura8 meses atrásCasa EJ / Leo Romano
-
Arquitetura8 meses atrásCasa Crua / Order Matter
-
Arquitetura8 meses atrásCasa AL / Taguá Arquitetura
-
Arquitetura9 meses atrásTerreiro do Trigo / Posto 9
-
Arquitetura8 meses atrásCasa São Pedro / FGMF
-
Arquitetura8 meses atrásCasa ON / Guillem Carrera
-
Arquitetura1 mês atrásCasa Tupin / BLOCO Arquitetos
-
Política9 meses atrásEUA desmente Eduardo Bolsonaro sobre sanções a Alexandre de Moraes


