Arquitetura
Casa Boêmia / Costa Matoso Arquitetura e Engenharia

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- Área:
85 m²
Ano:
2024
Fabricantes: ART Barro Socorro, CR Soluções em Esquadrias, Casa Armani Soluções Construtivas, Construtora Modelo – Estruturas Metálicas, DNC Revestimentos e Decoração, Fortin Lajes Bragança Paulista, Madeireira Casarão, Madeireira Ouro Verde, Marcenaria Help Mobily, Marmoraria Pompéia, Marson Lar e Construção, Móveis Redentor, Ouro Verde Comércio de Portas e Janelas, TUBRAX, Tatu Pré-moldados

Descrição enviada pela equipe de projeto. As Casas Boêmia são residências geminadas que nasceram da ideia de que uma casa pequena também pode oferecer um espaço confortável para a reunião de família e amigos. Por se tratar de residências em meio lote — ou seja, 5 x 25 metros —, buscamos valorizar os ambientes de uso comum. Com uma área de 85m² construída, conseguimos criar uma sala ampla, integrada à sala de jantar e à cozinha. Optamos por abrigar uma vaga para veículo, o que permitiu a criação de um deck de madeira com churrasqueira ao ar livre. O diferencial do projeto foi posicionar a churrasqueira adjacente a bancada da cozinha, separados por uma porta de correr que se esconde na lateral deste volume, eliminando a necessidade de duplicação de pia, cuba e freezer.


Com um espaço tão compacto, o desafio foi incluir uma suíte, um dormitório e um banheiro social, já que toda a largura do terreno foi utilizada, impossibilitando a criação de janelas laterais. Criamos um jardim de inverno, que atende ao dormitório da frente, e uma abertura zenital, que ilumina os banheiros localizados na região central da residência. Além disso, para preservar a privacidade do dormitório — cuja janela estaria muito próxima às portas de vidro da sala —, criamos um painel de 1,25 x 3,20m de cobogós de tijolos maciços que bloqueiam a comunicação visual entre esses dois ambientes.

Outro aspecto foi inserção de um espaço para depósito sob a marquise do recuo frontal, pensado para armazenar uma bicicleta e outros equipamentos. Como o gás também foi alocado nesse espaço, o cobogó vazado de tijolos aparece novamente na fachada, garantindo a ventilação adequada.

Nosso objetivo foi criar uma arquitetura de estilo industrial com o aconchego de um lar familiar. Optamos por trazer cores a este projeto, tanto no mobiliário como nas paredes e pisos. O piso da cozinha é um mosaico de tons azul e branco, assim como sua parede de blocos, que foi pintada de azul. Esse mesmo azul reaparece no primeiro dormitório, enquanto na suíte principal optamos por um tom terracota. Neste projeto combinamos dois tipos de alvenaria: blocos de concreto estrutural aparente e tijolos maciços cerâmicos. Optamos pela laje painel treliçada, cuja praticidade de instalação e estética foram decisivas. Essa escolha também permitiu que a maior parte da residência fosse entregue sem forro. Todas as esquadrias são de alumínio preto, e as portas contam com bandeiras pivotantes superiores para criar ventilação cruzada. Além disso, toda a laje foi impermeabilizada e projetada com uma leve inclinação para direcionar o escoamento para as calhas embutidas.



Para ampliar a sensação de espaço, recortamos um trecho da laje de 3,60 x 3,60m em frente ao jardim de inverno, elevando o pé-direito onde aplicamos telhas cerâmicas com forro de madeira. Inserimos duas janelas triangulares neste trecho, proporcionando um interior da casa com bastante luz natural.

Por fim, aproveitamos o quintal para posicionar a lavanderia coberta. O espaço conta com uma área aberta para estender roupas em dias ensolarados e uma área gramada, ideal para quem deseja ter um pet.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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