Arquitetura
Casa Catribana / STUDIO_LPP | ArchDaily Brasil

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- Área:
75 m²
Ano:
2024

Descrição enviada pela equipe de projeto. O lote com cerca de 200m2, encontra-se cravado entre outros vários lotes construídos com habitações modestas, num pequeno lugar chamado Catribana, a 1km da linha de costa Atlântica, nesta enorme várzea que se estende para norte da Serra de Sintra.
Uma ruína, já sem telhado e sem grande passado, terá guardado cabras e outros animais. A nós chegou-nos um muro em alvenaria de pedra sobreposta que limitava e encerrava o lote a norte. Aceitámos este limite, mas afastámo-nos dele o suficiente, 2 a 3 metros, para que o transverso da casa pudesse ser iluminado e ventilado, criando uma espécie de pátio que resguarda vistas do exterior.

À terceira tentativa, com duas versões de licenciamento rejeitadas por falta de “enquadramento arquitetónico”, resolvemos aceitar a obrigação de cobertura inclinada, de duas águas iguais e com revestimento a telha “lusa”. Esta imposição foi, então, o mote para a definição do projeto – o desenho de uma cobertura, que conseguisse construir todo o espaço interior, caracterizando-o e amparando-o nas suas várias funções: estar, dormir, comer e higiene. Por baixo desta cobertura definimos uns planos de alvenaria de 7cm de espessura, que, sem lhe tocarem, determinam os subespaços necessários ao habitar.


O cliente, amigo de outros assuntos, já vive sozinho há alguns anos e este exercício foi também a exploração dessa intimidade, numa prática onde se dispensam quase todos os anteparos e objetos/ materiais de conforto que temos como certos numa casa: portas, tetos, armários, estuques, madeiras, etc.

Explorámos também o desnivelamento do plano horizontal, posicionando os 3 assuntos principais desta construção em 3 níveis: o jardim de entrada à cota pré-existente, a casa, 40cm acima, e o pátio norte a mais 40cm da casa. Deste modo, em dias de céu limpo (o que é raro por aqui) conseguimos ganhar a vista da Serra de Sintra por cima dos telhados vizinhos.


Falta falar das matérias que constroem tudo isto, por condicionalismos económicos e de adaptação à mão de obra local já selecionada antecipadamente, optou-se por um sistema corrente de construção. Estrutura de betão revestida a alvenaria com isolamento pelo exterior. Os planos “horizontais”, chão e cobertura, são deixados à vista em betão e os planos verticais, paredes interiores e exteriores, são barradas com uma única matéria – argamassa de cal natural que, ao longo do dia e dos dias, vai variando de cor.

No interior, a zona de confeção e higiene é construída em pedra mármore rosa numa sobreposição de peças que constroem prateleiras, bancadas, cabine de duche e wc. Também de assemblagem surgem os envidraçados, espécie de “artefacto”, em caixilho de alumínio, sobreposto ao plano interior das paredes que gere todo o encerramento da casa. Os alçados acabaram por ser o resultado das aberturas entendidas como necessárias aos espaços interiores e do acerto matemático necessário ao funcionamento do “artefacto”.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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