Arquitetura
Casa isolada em Tskneti / Wunderwerk

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Por séculos, a cordilheira ao redor de Tbilisi atuou como filtro natural e refúgio da cidade. Entre essas elevações, Tskneti se destaca — situada na encosta oriental da cordilheira de Trialeti, onde a malha urbana densa se dissolve em florestas de carvalhos e pinheiros. Historicamente percebida como um lugar de escape, Tskneti oferecia uma alternativa ao ruído de Tbilisi, um contexto em que a arquitetura mediava a convivência com a natureza.

Durante o período soviético, Tskneti transformou-se em um balneário suburbano, moldado por sanatórios planejados pelo Estado e por uma floresta artificialmente plantada. Com o tempo, porém, dachas privadas passaram a formar um mundo social fechado, reservado a membros do partido e à intelligentsia. A sociedade em geral permanecia excluída desses confortos — o privilégio deveria existir, mas permanecer velado.

A década de 1990 inverteu essa hierarquia. Com o colapso das estruturas estatais, vilas abandonadas passaram a ser ocupadas por famílias deslocadas internamente, enquanto uma nova elite emergia atrás de muros de concreto com quatro metros de altura. Essa transformação produziu duas formas paralelas de enclausuramento: moradores temporários desmontavam antigas cercas de madeira para usá-las como lenha, enquanto os mais ricos fortificavam seus terrenos com barreiras sólidas. Os muros deixaram de ser elementos arquitetônicos para se tornarem fronteiras sociais, redefinindo a paisagem e dissolvendo o espaço coletivo. Ao longo das décadas, a cultura do isolamento tornou-se um instinto herdado, moldando tanto a percepção quanto os modos de construir.


Hoje, o município começa lentamente a regular esse fenômeno, impondo limites a cercas altas e opacas na tentativa de recuperar a abertura que um dia caracterizou a região. A casa apresentada aqui nasce como resposta a essa longa tradição de retraimento e separação, propondo uma ética arquitetônica alternativa em Tskneti: viver sem muros.

Localizado na borda sudeste do assentamento, o terreno faz limite com um desfiladeiro natural que integra o sistema ecológico de ventilação tanto de Tskneti quanto de Tbilisi. Embora cercada por floresta, a topografia acentuada sempre desestimulou a ocupação do local. O projeto partiu de uma pergunta simples: como a arquitetura pode ocupar o sítio sem danificá-lo, permitindo que a paisagem permaneça como agente ativo? A estratégia adotada é a do contato mínimo. A casa se apoia levemente sobre a encosta, em uma clareira natural, sustentada por esbeltos pilares de concreto ancorados na rocha. Esses pilares suportam um volume monolítico de concreto que abriga os espaços privados. Abaixo dele, uma estrutura metálica suspensa configura a plataforma do pavimento térreo, onde se localiza a área social aberta, definida por uma fachada totalmente envidraçada que se dissolve na floresta.


O projeto paisagístico, assinado pelo Studio Ruderal, estende a vegetação existente diretamente para dentro do lote, utilizando espécies nativas para recriar a continuidade da floresta e eliminar a necessidade de muros de fechamento. Um amplo terraço faz a mediação entre interior e exterior, enquanto uma fachada de canto deslizante dilui ainda mais essa fronteira.

No pavimento superior, cada janela é cuidadosamente enquadrada para capturar a paisagem florestal; externamente, venezianas de madeira articuladas e o concreto moldado com fôrmas de madeira bruta convergem, com o tempo, para uma textura unificada. No interior, o detalhamento retoma essa linguagem por meio de elementos de madeira semelhantes a venezianas, que ocultam componentes funcionais.

A casa se apresenta, assim, como uma reinterpretação do “muro de Tskneti” — não mais como barreira do medo, mas como um volume suspenso e texturizado, associado a um térreo aberto e permeável. Sua arquitetura busca restabelecer a proximidade imediata entre as pessoas e o lugar, convidando a luz, o ar e a floresta de volta ao cotidiano.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Centro de Cuidados Paliativos Bagchi Karunashraya / Mindspace

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- Área:
12000 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Century, Delianate Facade system, Featherlite Furniture, Hattich, Havells, Hindware, Jaquar, Listo Paints, MYK, Merino, Somany Tile, welspun

Descrição enviada pela equipe de projeto. Bagchi Karunashraya, que significa “Morada da Compaixão”, é uma instalação de cuidados paliativos localizada em Bhubaneswar, Odisha, dedicada a oferecer cuidados gratuitos e de qualidade a pacientes com câncer em estágio terminal. O centro constitui uma resposta compassiva ao cuidado no fim da vida, profundamente enraizada na filosofia: “Onde não há cura, há cuidado.” Trata-se de um lugar onde arquitetura, natureza e dignidade humana convergem para criar um ambiente de acolhimento e cuidado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Residência RDJ / Jacobsen Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em um grande declive, em meio a uma reserva florestal, o projeto da Residência RDJ buscou mimetizar topograficamente o terreno no qual se insere. O objetivo era criar uma casa que, à primeira vista, parecesse térrea, mas que fosse lentamente se desdobrando através do subsolo e de outros pavilhões que compõem o percurso da sua descida.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa no Meco / DNSJ.arq

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- Área:
272 m²
Ano:
2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

Fonte: Archdaily
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