Arquitetura
Casa na Lameira / Joao Pedro Pedrosa

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- Área:
345 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Green&Blue, Grohe, Primus Vitória, Roca, Saint-Gobain, Velux

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada na proximidade do centro da cidade de Fátima, mas já integrada numa envolvente com características fundamentalmente rurais, o projecto desta habitação unifamiliar surge como uma intervenção que tem na sua génese o respeito pela paisagem natural envolvente, bem como pelas características do terreno onde está inserida, procurando-se simultaneamente a valorização dos materiais locais.



Os proprietários são um jovem casal, com dois filhos. Sendo um dos elementos do casal arquitecto de formação, desde o primeiro momento esteve envolvido no desenvolvimento do projecto em conjunto com a equipa projectista, tendo trazido a Casa Lemke da autoria de Ludwig Mies van der Rohe como inspiração e referência para a obra. O projecto procurou dar resposta às premissas estabelecidas pelos proprietários e aos objectivos relativos à vivência diária pretendida para casa, com destaque para a valorização da luminosidade natural, a ideia de continuidade entre espaços interiores e exteriores – garantindo-se a privacidade dos mesmos –, a flexibilidade espacial e a primazia do uso de materiais naturais e locais.



A propósito do conceito de flexibilidade espacial, pretendia-se que os quartos das crianças funcionassem como compartimentos versáteis, em que fosse possível o seu uso tanto para recolhimento nas horas de descanso ou estudo, funcionando como espaços mais encerrados, mas que simultaneamente se pudessem abrir em continuidade com os espaços sociais da casa durante o dia e horas de brincar. Esta ideia de versatilidade materializa-se através da criação de painéis de correr de grandes dimensões, que permitem abrir estes quartos quase na extensão total de uma das suas paredes, de forma a absorverem o espaço do corredor – que se relaciona, por sua vez, de forma franca e directa com o jardim através de um grande envidraçado.




Quanto à materialidade, o carácter mais diferenciador deste projecto prende-se com o facto de ter havido a oportunidade, cada vez menos comum, de utilização de materiais e técnicas de construção artesanais e locais, em contraciclo com o panorama actual de uma crescente escassez de mão-de-obra especializada e consequente recurso generalizado a materiais industrializados e totalmente padronizados. O uso do tijolo maciço de fabrico artesanal que reveste as fachadas é disso o exemplo maior, tendo o seu fabricante, já de idade avançada, encerrado a produção após fornecer o material necessário para a construção desta casa, numa fase final já com dificuldade – o que levou o proprietário da casa e um dos seus filhos a participarem activamente no processo de produção, para que com a sua ajuda fosse possível atingir a quantidade necessária para a execução da obra. Só desta forma foi possível obter o resultado idealizado para a composição e textura das fachadas, onde cada tijolo é uma peça única, com dimensões, texturas e cores particulares.



Através de um olhar mais atento, será possível descobrir integrado na fachada voltada a nascente um objecto de design, que foi possível incorporar no próprio revestimento em tijolo. Trata-se do “Bee Brick”, idealizado como abrigo de nidificação para abelhas solitárias, produzido através da incorporação de materiais reciclados.

Apesar do tijolo artesanal se assumir como o material com maior protagonismo, esta ideia de proximidade aos materiais e técnicas locais estendeu-se à generalidade da obra. Os muros em pedra arrumada à mão que vedam o terreno foram executados com pedra reaproveitada de muros centenários, em ruína, existentes nas proximidades. Durante a obra, o proprietário teve conhecimento que esses muros iriam ser demolidos e, em conjunto com os artesãos, deslocou-se ao local e seleccionaram e transportaram a pedra necessária para a construção dos novos muros da casa. Também as caixilharias e tectos exteriores em madeira natural foram executados por artesãos locais e as cantarias usadas na obra são de origem local, das pedreiras de Fátima. Colocam-se em evidência as diversas texturas destes materiais, aplicados segundo técnicas artesanais, conferindo à obra um carácter táctil.

A casa é composta essencialmente por uma volumetria simples, em forma de “L”, à qual se subtraem os vazios correspondentes aos espaços cobertos exteriores, estando implantada no terreno por forma a salvaguardar uma integração harmoniosa com a arborização existente – composta por azinheiras, oliveiras e pinheiros –, proporcionando um equilíbrio entre conforto, privacidade e respeito pelo meio envolvente. Esta volumetria está posicionada numa plataforma plana, à cota mais alta do terreno e na proximidade da via pública de acesso, a nascente, assegurando uma maior privacidade no percurso de aproximação à entrada principal, denotando o seu alçado principal essa ideia de maior encerramento, com vãos de menores dimensões, em contraste com as frentes voltadas a poente, que se abrem generosamente para a área ajardinada, através de vãos de grandes dimensões, que permitem criar uma noção de continuidade entre os espaços interiores e exteriores e que a luz natural se propague, de forma controlada, proporcionando um ambiente iluminado e acolhedor.



Quanto à distribuição interna da habitação, o programa desenvolve-se essencialmente em duas alas distintas, demarcadas pelo átrio de entrada: a primeira corresponde aos espaços predominantemente comuns e sociais da habitação, como é o caso da sala de estar, sala de jantar e cozinha em open space, lavandaria, escritório e ainda as zonas exteriores cobertas; enquanto na outra ala se concentram os espaços mais privados, como é o caso dos quartos e instalações sanitárias. Existe ainda uma área em cave, com acesso pelo exterior, destinada a arrumos e zonas técnicas.

Arquitetura
Centro de Cuidados Paliativos Bagchi Karunashraya / Mindspace

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- Área:
12000 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Century, Delianate Facade system, Featherlite Furniture, Hattich, Havells, Hindware, Jaquar, Listo Paints, MYK, Merino, Somany Tile, welspun

Descrição enviada pela equipe de projeto. Bagchi Karunashraya, que significa “Morada da Compaixão”, é uma instalação de cuidados paliativos localizada em Bhubaneswar, Odisha, dedicada a oferecer cuidados gratuitos e de qualidade a pacientes com câncer em estágio terminal. O centro constitui uma resposta compassiva ao cuidado no fim da vida, profundamente enraizada na filosofia: “Onde não há cura, há cuidado.” Trata-se de um lugar onde arquitetura, natureza e dignidade humana convergem para criar um ambiente de acolhimento e cuidado.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Residência RDJ / Jacobsen Arquitetura

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada em um grande declive, em meio a uma reserva florestal, o projeto da Residência RDJ buscou mimetizar topograficamente o terreno no qual se insere. O objetivo era criar uma casa que, à primeira vista, parecesse térrea, mas que fosse lentamente se desdobrando através do subsolo e de outros pavilhões que compõem o percurso da sua descida.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Casa no Meco / DNSJ.arq

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- Área:
272 m²
Ano:
2018
Fabricantes: CIFIAL, CIN, Duravit, GRAPHISOFT, Oli, Sanitana, Velux,

Descrição enviada pela equipe de projeto. Situado num terreno praticamente plano e de forma retangular, o lote é orientado no sentido Nordeste/Sudoeste que culmina num pinhal. A Casa no Meco foi pensada a partir da regeneração de uma casa preexistente, com a ideia de dar-lhe um novo caracter, reconstruindo-a com outra qualidade. A principal característica da casa é a relação com o exterior, sendo reconstruída num único piso e dotada de uma fachada transparente que cria um panorama sobre o pinhal a Sudoeste a partir de um amplo envidraçado.

Fonte: Archdaily
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