Arquitetura
Casa New Castle / Anthony St John Parsons

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Discretamente situada aos pés das colinas ao sul de Merewether, a New Castle revela uma grandeza sutil — ao mesmo tempo ambiciosa e delicada. Concebida romanticamente como um jardim invisível do paraíso, sua arquitetura se desenvolve inteiramente dentro de um jardim murado, criando um santuário sub rosa para seus habitantes. Um espesso muro de pedra calcária começa em um canto à altura do quadril e se eleva gradualmente até quase dois andares no canto oposto. Apenas algumas aberturas cuidadosamente posicionadas revelam vislumbres do interior — entre eles, um grupo de palmeiras Cabbage tree e uma imponente Magnolia Grandiflora perene.




Apesar de ser uma construção de grande porte, a casa nunca revela totalmente sua escala a partir da rua. As aberturas são ou muito grandes ou muito pequenas — nunca medianas — o que aumenta a sensação de mistério. Esse aspecto do projeto chama a atenção de quem passa, que costuma parar, observar e tentar entender do que se trata aquela edificação.

Desde o início, minha intenção foi que o projeto parecesse enigmático e fora do comum. Para alcançar esse efeito, usei escalas e proporções inesperadas, além de materiais familiares, como pedra calcária importada e concreto bruto, aplicados de formas pouco convencionais — como as colunas finas de concreto moldado no local, posicionadas em alturas que não seguem uma lógica imediata.



Dentro da cerca viva, os ambientes da casa se desenrolam organicamente, formando recantos externos ocultos. Essa sucessão de espaços — cada um com largura próxima à de um único cômodo — permite múltiplas perspectivas e interações com os jardins, ao mesmo tempo em que favorece a entrada de luz natural e a ventilação cruzada em todos os cantos da residência.



Os diferentes níveis da casa cultivam relações distintas com o jardim. No térreo, a loggia envolvente e os pátios de três andares criam uma conexão úmida e sombreada com a paisagem. No nível intermediário, uma passarela a céu aberto e a piscina se organizam em torno da secura e da copa das árvores. Já o pavimento superior, dedicado exclusivamente à suíte principal, proporciona uma relação íntima com o céu e o horizonte.



Desde os primeiros diálogos com os clientes até a constante transformação do jardim, o projeto se desenvolveu como uma colaboração dinâmica e contínua entre cliente, arquiteto, consultores e construtor. Com uma equipe enxuta — formada por um jovem arquiteto e um recém-formado — foram emitidos mais de 600 desenhos técnicos, além de uma conversa por mensagens entre arquiteto e construtor que ultrapassou mil páginas, culminando na conclusão desta residência extraordinária.


Cada junta, parafuso e acabamento de material foi meticulosamente pensado ao longo de um processo de construção surpreendentemente ágil de dois anos e meio. O projeto é um tributo à dedicação e ao cuidado artesanal de todos os envolvidos. A New Castle é uma daquelas obras que marcam uma carreira — uma casa onde ambição, afeto e persistência se manifestam em cada detalhe.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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