Arquitetura
Casa Resiliente – Moradia Multigeracional / etal.

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- Área:
930 m²
Ano:
2024
Fabricantes: Persiana Barcelona

Descrição enviada pela equipe de projeto. A casa multigeracional com formas de convivência comunitária foi realizada para e com um grupo de construção coletivo — uma Baugruppe (grupo de pessoas que comissionam o próprio projeto habitacional, neste caso em parceria com o Mietshäuser Syndikat – — em Munique, com o objetivo de oferecer moradia acessível, autogerida e de aluguel a longo prazo. Por meio de um processo seletivo por conceito, o grupo foi escolhido pela prefeitura para arrendar o terreno por 80 anos. Este projeto marca a primeira construção nova do Mietshäuser Syndikat em Munique. O edifício é um empreendimento de habitação social subsidiada dentro do modelo de financiamento “München Modell-Genossenschaften”. O processo de planejamento cooperativo foi conduzido pelo escritório de arquitetura etal. Todas as decisões do grupo foram tomadas com base no consenso.


O terreno, localizado na região sudeste de Munique, situa-se em uma área predominantemente residencial, composta por casas unifamiliares e sobrados. O edifício de três andares e livre de barreiras arquitetônicas abriga, em cada pavimento, um apartamento coletivo com áreas comuns de estar e refeição. Cada unidade habitacional possui banheiro privativo e infraestrutura para instalação de uma cozinha compacta. No térreo, um espaço multifuncional serve tanto aos moradores quanto à comunidade local. No subsolo, há espaços compartilhados adicionais, como bicicletário, oficina de marcenaria e lavanderia. A fachada voltada para a rua apresenta três pavimentos, enquanto o lado do jardim é definido por um telhado em mansarda que conforma uma fachada de dois andares. O restante do telhado é coberto por vegetação e painéis fotovoltaicos. O edifício foi projetado com estrutura de madeira: todos os andares acima do solo utilizam sistema de estrutura leve, enquanto os poços dos elevadores e as lajes são de madeira laminada colada.



O telhado foi concebido com estrutura de caibros aparentes, permitindo que sua construção fique visível nos espaços residenciais do último andar. O revestimento externo é formado por painéis verticais sobrepostos, em madeira de abeto local e chapas de aço trapezoidais, que protegem os brises de madeira contra intempéries. Para reduzir custos, as paredes externas — isoladas com celulose e lã de madeira — foram construídas sem um revestimento adicional para passagem de fiação elétrica. O piso em contrapiso de cimento foi mantido aparente, apenas lixado e tratado com óleo. O desejo do grupo por quartos individuais de tamanhos semelhantes foi decisivo para o conceito do projeto. A estrutura simples e marcante oferece flexibilidade a longo prazo para diferentes formas de morar. Sete quartos, com cerca de 18 m² cada, organizam-se ao redor de um corredor central e de um núcleo de banheiros. As conexões hidráulicas foram planejadas para permitir a instalação de cozinhas em seis desses quartos, sem grandes modificações.




As paredes internas foram projetadas como divisórias entre unidades, garantindo o isolamento acústico necessário e permitindo futuras reorganizações. Elementos chamados de “pontos de ruptura” — como vigas e soleiras — possibilitam a adição ou remoção de quartos. Esses recursos tornam visível aos moradores o potencial de transformação do espaço. Elementos funcionais, como os brises de madeira, foram pensados para permitir que os próprios residentes possam realizar alterações, manutenções ou reparos com técnicas simples de montagem. O processo participativo e o alto nível de envolvimento dos moradores na construção fortaleceram o vínculo com a casa e garantem que o conhecimento sobre sua adaptabilidade possa ser transmitido às futuras gerações.

Arquitetura
Casa Colibri / Estudio Libre MX

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- Área:
376 m²
Ano:
2025

Descrição enviada pela equipe de projeto. Localizada ao sul da Cidade do México, esta casa foi projetada com o objetivo de acolher encontros e eventos, oferecendo um espaço de convivência e lazer familiar, tendo a piscina como eixo central do projeto.

Arquitetura
Tudo azul: apartamento de 40 m² com decoração inspirada no livro Vinte Mil Léguas Submarinas

Projetar um apartamento de 40 m² de frente para o mar implica, necessariamente, assumir uma posição. Nesse caso, o Zyva Studio decidiu fazê-lo sem rodeios e mergulhou de cabeça. Literalmente. Em Marselha, a poucos metros do porto e da Catedral de La Major, o projeto foi concebido como uma cápsula subaquática ancorada à cidade — um lar azul onde a arquitetura é um exercício de imersão, e não de contemplação.
Da janela, é o horizonte que define o tom do projeto. O azul se desdobra como uma paisagem contínua, diluindo as fronteiras entre interior e exterior, realidade e ficção. Aqui, não estamos apenas em Marselha: estamos também dentro de Vinte Mil Léguas Submarinas, um clássico escrito por Júlio Verne. Essa é a referência literária que guia a imaginação de Anthony Authié, fundador do estúdio responsável pelo projeto, que descreve o espaço como “uma reinterpretação livre de uma paisagem subaquática”.
Nesse interior, o azul é o protagonista absoluto. Mas não um azul decorativo, e sim um azul envolvente, quase físico. Ele aparece no chão, que assume a cor do horizonte do mar, nas paredes e, com especial intensidade, no banheiro, inteiramente revestido de mármore da mesma tonalidade. Authié o descreve como um espaço “cavernoso e monástico”, um lugar de contemplação onde o silêncio parece se amplificar. A sensação não é apenas visual: é perceptiva e sensorial.
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Uma divisória com janelas redondas separa a área social do quarto; no piso, uma versão em tons creme das tradicionais listras náuticas
Yohann Fontaine/Divulgação
Anthony Authié, do Zyva Studio, reinterpreta a paisagem aquática neste apartamento de 40 m² no centro de Marselha
Yohann Fontaine/Divulgação
As vigias reforçam essa ideia. Funcionam como limiares simbólicos entre os cômodos e, ao mesmo tempo, como alusões à ficção científica oceânica. Olhar através delas é observar outro mundo por dentro, como se o apartamento se movesse entre duas realidades sobrepostas.
A identidade do Zyva Studio se revela nos detalhes: puxadores que lembram ouriços-do-mar, tomadas impressas em 3D em formato de água-viva, algas imaginárias emergindo das paredes. Até mesmo os móveis, com suas formas arredondadas, parecem vivos, integrados a esse ecossistema imaginado. No quarto, um pequeno espelho posicionado no centro de uma armadilha para ursos faz alusão ao mito de Narciso: para se ver, é preciso se aproximar, correndo o risco de ser capturado.
A sala de jantar, em tons de areia, é um espaço contínuo definido por formas curvas e mobiliário feito sob medida
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma pia de aço e um espelho que lembra ouriços-do-mar adornam o cômodo
Yohann Fontaine/Divulgação
Detalhe do dormitório também decorado com marcenaria azul e itens de cama bege
Yohann Fontaine/Divulgação
Uma única divisória central atravessa o apartamento, separando claramente a área diurna — cozinha e sala de estar — da área noturna, onde ficam o quarto e o banheiro. Essa parede é pintada de azul profundo, enquanto o restante recebe um bege mineral que remete às rochas da cidade. O piso, com padrão náutico em tons de creme, evoca a fachada da Catedral de La Major e, ao mesmo tempo, revisita um dos grandes clássicos do design de interiores — um exercício recorrente na obra de Anthony Authié, sempre interessado em desafiar o familiar para levá-lo a outro patamar.
A cozinha em tons de bege mineral se abre para a sala de estar
Yohann Fontaine/Divulgação
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A parede divisória possui armários com acabamento em puxadores desenhados pelo Zyva Studio
Yohann Fontaine/Divulgação
Para diluir a fronteira entre os dois mundos — e brincar com essa separação sem torná-la rígida —, as janelas redondas rompem a divisória num gesto simbólico, permitindo a passagem de um mundo para o outro. “É a curiosidade de uma criança que espreita por um buraco de rato para descobrir a paisagem do outro lado”, explica o designer.
O projeto convida a olhar e a ser olhado, a observar a vida na sala de estar a partir do quarto e vice-versa, estabelecendo um diálogo visual constante entre os espaços. Assim, o apartamento se torna um dispositivo de fuga: “Este lugar permite escapar do cotidiano e viajar para um mundo diferente. Pelo menos, é esse o meu objetivo.”
*Matéria publicada originalmente na Architectural Digest França
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Fonte: Casa Vogue
Arquitetura
Esta vila de apenas 400 habitantes já foi o grande paraíso dos artistas espanhóis
Delgado, hoje considerado um dos maiores representantes do expressionismo espanhol, deixaria registrado o nome de todos os que viveram neste refúgio de artistas, com anotações como “Enrique Azcoaga, caminhante solitário e poeta autor de vários poemas sobre o povoado”; ou “Frank Mendoza, escritor surpreendente e inesperado”, para concluir que “Todos pintaram aqui, escreveram, passearam, encontraram-se e espalharam seu entusiasmo. Foi um momento surpreendente, dificilmente repetível, que deixou em nossas almas melancolia e saudade de um tempo tão próximo e já distante.”
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