Arquitetura
Casa Sobreposta / Office Sugurufukuda

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Descrição enviada pela equipe de projeto. Nesta casa, os espaços não se organizam por divisões rígidas de paredes atreladas à função. Em vez disso, limites sobrepostos criam uma continuidade que transcende o ordinário. A planta, aparentemente simples e dividida em quatro partes iguais, pode sugerir à primeira vista uma sequência de ambientes idênticos, alinhados como um único estúdio. No entanto, as conexões sutis entre os cômodos e a disposição estratégica das aberturas fragmentam a percepção, impedindo que o espaço seja apreendido em sua totalidade de uma só vez.

O olhar é continuamente conduzido para dentro, despertando uma sensação de profundidade. Cada espaço não se delimita por paredes ou divisórias, mas se sobrepõe de forma sutil, preservando intervalos. Dessa sobreposição não nasce um centro definido; em seu lugar, revela-se uma constelação dispersa de perspectivas, que se expandem e se reconfiguram ao longo de toda a casa.


O hall ocupa dois dos quatro segmentos, revelando alturas que variam entre 2,1 e 6 metros. Essas transições seccionais, somadas às variações de luz natural, instauram diferentes ritmos temporais, fazendo com que os espaços paralelos sejam percebidos como fluxos distintos no interior da casa.

Além disso, o número reduzido de aberturas fragmenta a paisagem externa sem jamais revelá-la por completo, preservando sua totalidade. Em diálogo com a composição descentralizada, esse recurso faz com que a percepção da casa se projete para a cidade, enquanto a cidade, por sua vez, parece se inverter e penetrar no interior da casa.


Planos repetitivos e linhas de visão intencionalmente obstruídas geram situações em que vozes e sons atravessam o espaço, enquanto os corpos permanecem ocultos — instaurando uma sensação de distância que, paradoxalmente, se percebe como proximidade. Mesmo na ausência da visão direta, a presença dos outros se torna tangível, convocando a imaginação para completar e reinventar o espaço.


Essa sensação de “presença imaginada” encontra ressonância no filme Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives (2011), de Apichatpong Weerasethakul, no qual a esposa e o filho desaparecidos retornam ao lar como fantasmas ou espíritos. Essas figuras não são tratadas como objetos de medo, mas como presenças familiares que habitam silenciosamente o espaço. Embora se manifestem em forma humana, apenas falam quando estão dentro do enquadramento; as vozes ouvidas fora dele pertencem exclusivamente aos fantasmas. Esse recurso enfatiza sua “ausência”, ao mesmo tempo em que inscreve a marca de que já estiveram ali. É justamente essa ausência que dá origem, de modo vívido, à profundidade espacial.


Esta casa, igualmente, procura deixar emergir, de modo silencioso, profundidades imaginadas e presenças invisíveis — mas inegáveis — no fluxo da vida cotidiana. Camadas de presença, luz e som se entrelaçam, expandindo o espaço para além da realidade tangível. O lar, como o mais íntimo dos lugares, é concebido como um território capaz de acolher múltiplos estratos de tempo e distância. Onde o tempo se cruza em sobreposições, o espaço guarda, em silêncio, uma vastidão que transcende o real.


Arquitetura
Casa GC / Estúdio Naia

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- Área:
706 m²
Ano:
2025
Fabricantes: Alwitra, Lumini, ZM Pedras Brasil, Zildemar Marmoraria

Descrição enviada pela equipe de projeto. Casa CG se integra à natureza e abraça a árvore central do terreno. Residência no interior paulista aposta em blocos funcionais, integração social e estética inspirada no modernismo contemporâneo brasileiro. Localizada em um terreno de esquina com 5.051m², repleto de árvores e marcado por um aclive que se abre para a vista de um vale, a Casa GC foi concebida como um refúgio de fim de semana para receber amigos e familiares. Projetada pelo Estúdio Naia, a residência teve como premissa preservar a vegetação existente, em especial uma grande árvore no centro do lote, que acabou se tornando protagonista do projeto.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Cabana Vermelha / Wiki World + Advanced Architecture Lab

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Descrição enviada pela equipe de projeto. A Cabana Vermelha é um projeto experimental do “Merryda Wiki World • Secret Camp”, localizado dentro de uma floresta de metasequoia habitada por aves migratórias, onde mais de uma dúzia de casas na árvore estão discretamente aninhadas. A cliente é uma senhora que também é dançarina e espera que o Wiki World possa personalizar uma cabana de férias na floresta. Este projeto também faz parte da iniciativa “Escola de Construção Wiki”, co-construindo com a natureza, representando mais uma tentativa da nossa equipe de explorar a diversidade dos espaços de vida.

Fonte: Archdaily
Arquitetura
Pavilhão Kulhad / Wallmakers | ArchDaily Brasil

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- Área:
1025 ft²
Ano:
2025

‘Kulhads’ ou ‘canecos de barro’ (canecos de terracota) costumavam ser uma visão familiar nas estações de trem, usados para beber chá quente ou lassi (leite coalhado), e eventualmente jogados nas praias e trilhos de trem na Índia.

Fonte: Archdaily
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